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6 passos para descomplicar o primeiro ano de casamento

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O casamento traz situações repetitivas que somente muito amor e bom senso podem ajudar a lidar Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

28/02/2018 04h00

Casar ou viver sob o mesmo teto é sempre desafiador para os casais, acostumados até então com a dinâmica do namoro.

No primeiro ano de união, crises, brigas e frustrações são mais comuns do que se imagina, mas, com algumas mudanças de atitude, é possível tirá-los letra, como mostram as dicas a seguir.

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1 - Deixe no passado as idealizações do namoro

Para o psicólogo clínico, psicanalista e terapeuta familiar Marcelo Lábaki Agostinho, o conhecido ditado “a paixão cega” faz todo o sentido.

“Antes de se casarem ou de morarem sob o mesmo teto, as pessoas vivem o apaixonamento. É uma fase em que um fica cego para olhar o outro como ele realmente é, e vice-versa. O par é idealizado e visto como alguém perfeito, sem defeitos. E no convívio mais intenso, no dia a dia, as diferenças começam a aparecer”, afirma.

Como a idealização inclui a negação da realidade, o melhor a fazer é assumi-la de vez e conduzir a relação a uma nova adaptação, levando em conta o “lado B” do cônjuge.

2 - Não subestime a importância da adaptação

“Tornar-se um casal é uma das tarefas mais complexas e difíceis do ciclo de vida”, diz Vanda Lucia Di Yorio Benedito, psicóloga, coordenadora do Núcleo de Casal e Família na Clínica da SBPA (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica), em São Paulo, e organizadora do livro “Terapia de Casal e de Família” (editora Summus).

Qual a razão? Requer que duas pessoas renegociem, juntas, um número enorme de questões que já haviam sido definidas por cada um ou pela família de origem, como uso do tempo, lazer, dinheiro, trabalho, rotinas.

“Nessa renegociação de hábitos, direções e posicionamentos, os conflitos entre conjugalidade e individualidade podem criar muitas tensões”, fala Vanda. Conversar de maneira franca e direta para estabelecer os ajustes é fundamental.

3 - Em vez criar expectativas, procure prever comportamentos

Segundo Elídio Almeida, terapeuta de casal e família, a expectativa funciona mais ou menos assim: vamos supor que uma mulher cultive o desejo de se casar com alguém que prepare seu café da manhã e o leve, todos os dias, na cama.

Imagine que, um dia, ela e o namorado estejam vendo um filme e surja um personagem levando o café da manhã na cama para a mulher. Ao ver a cena, o namorado dela diz: “Que coisa ridícula, jamais faria uma coisa dessas”. Logo, essa mulher deve saber que não pode esperar que o par faça algo do gênero para ela.

“A previsão de comportamento funciona de forma diferente. Nela, ainda que certas coisas sejam importantes para essa mulher, o ideal é que ela tome como ponto de partida a análise do histórico e convívio com a outra pessoa. E, a partir dessa observação, verifique se há probabilidade do comportamento que ela deseja ocorrer no relacionamento”, explica.

4 – É bom enfrentar os conflitos logo de cara

“Nesse caso, a primeira e mais importante necessidade é descobrir o que realmente está pegando”, afirma a psicóloga e sexóloga Poema Ribeiro.

Será que a razão é o fato de um dos dois nunca colocar o lixo para fora ou há alguma coisa que já foi vivida ou sentida que está provocando essa reação?

“É um conselho bem difícil de seguir, mas eu recomendo que nenhum casal deixe que um assunto corriqueiro vá virando uma bola de neve e trazendo à tona outros do fundo do baú”, fala a psicóloga.

5 -  Namoro perfeito não garante casamento perfeito

Mais uma vez, o melhor a fazer é deixar as expectativas de lado e encarar a fase como um novo desafio na vida a dois.

“Mesmo quando a relação é de longa data, pontuada por momentos de intimidade e viagens em que o casal pôde se ver em situações cotidianas, ainda assim, o casamento e a permanente convivência trazem situações repetitivas que somente muito amor, respeito e bom senso podem ajudar a lidar”, afirma Poema.

6 - Entenda que fazer concessões não significa perder

A construção de um “nós” requer um olhar profundo sobre o outro e suas necessidades.

Em muitas situações, é preciso fazer concessões, e é aí que que os problemas acontecem.

“Muita gente ainda confunde a necessidade de fazer certas concessões para o bom andamento da relação com o fato de estar sendo restringido, invadido ou mesmo desrespeitado, em seus limites”, afirma Poema.

Só que relacionamento não é uma competição, em que quando um ganha é porque o outro saiu perdendo. É a construção diária de uma convivência e uma rotina que sejam boas para ambos, cultivada à base de muita paciência e tolerância, para que os dois encontrem a melhor saída para a relação funcionar.

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