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Vocês se amam, mas são incompatíveis na cama? 8 dicas para virar o jogo

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Em alguns casos, a incompatibilidade sexual pode ser uma impressão apenas de uma das partes Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

26/02/2018 04h00

Às vezes, infelizmente, acontece: o casal se curte, compartilha afinidades e interesses, quer construir uma vida juntos e até tem uma certa química, mas, na hora H, o sexo deixa muito a desejar. Partir para outra não é o caso, pois há muito amor envolvido. O que fazer então? Antes de mais nada, é preciso encarar a situação e não fingir que a incompatibilidade não está acontecendo. 

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1 - Perguntem-se qual a importância que cada um dá ao amor e ao sexo?

E respondam com sinceridade. Não há nada de errado em sublimar uma vida sexual “mais ou menos” se vocês se dão bem, são cúmplices e o vínculo é forte. Agora, se um está sentindo falta de algo ou o outro se incomoda com certas atitudes na cama, é importante conversar claramente sobre gostos e desejos.

Em alguns casos, a incompatibilidade pode ser uma impressão apenas de uma das partes. Ao falarem das próprias vontades, os dois poderão, juntos, ir adaptando o jeito de fazer sexo e satisfazendo um ao outro.

2 - O problema é a frequência sexual?

Aprendam a dosar. Quando um gosta mais de sexo do que o outro, é importante que encontrem um meio-termo. 

Sexo gera endorfinas e, quanto mais fazemos, mais queremos fazer. Quem sabe, assim, a parte mais desanimada do casal não desperte? E é possível que o excesso de animação do outro seja uma forma de compensar tanta ausência.

3 - Sexo selvagem x sexo amorzinho

Façam os dois. Um curte pegada forte, puxão de cabelo, tapa na bunda e palavrão na cara. O outro prefere beijos suaves, carinho na nuca, massagem e abraços. Com tanta diversidade de repertório, por que fazer apenas de um jeito ou de outro? Alguém tem de ceder de vez em quando.

Ajustem-se nas vontades a cada vez e aproveitem para descobrir mais sobre o par e sobre si mesmos.

4 - Dediquem mais atenção às preliminares

Mesmo que vocês raramente as dispensem, tentem fazer de um modo diferente. Inovem nas carícias, modifiquem o ritmo ou a intensidade do sexo oral, invertam a ordem das brincadeiras, explorem cantos do corpo um do outro nunca antes percorridos. Quem sabe, no meio do caminho, surjam novas sensações e ideias?

5 - Abra o leque de opções

Às vezes, à primeira vista, não gostamos de algo, provavelmente, por tabu ou por alguma experiência anterior ruim. Em uma relação, entretanto, precisamos estar abertos a novas descobertas. Não só pelo par, mas por você, mesmo. Não se prive de, pelo menos, tentar coisas novas.

6 - Filmes e livros eróticos e sensuais podem instigar o desejo

A despeito de qualquer crítica a "Cinquenta Tons de Cinza", é fato que muita gente que nunca tinha ouvido falar das práticas sadomasoquistas resolveu experimentar (nem que seja as modalidades mais banais, como transar de olhos vendados), após o sucesso da trilogia de filmes e livros. Por isso, que tal buscar inspiração na ficção?

7 - Visitem sex shops

É a velha dica básica e clichê, mas pode funcionar. Em certas situações, a incompatibilidade pode acontecer por causa de uma certa preguiça de um dos dois ou mesmo de ambos de buscar novidades para apimentar a relação. Ao fuçarem as prateleiras, vocês podem se deparar com sex toys capazes de façanhas incríveis. Descobrir a dois como eles são certamente vai aumentar o tesão entre vocês.

8 - São mesmo incompatíveis ou estão influenciados pela opinião alheia?

Sabe aquele ditado que prega que a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa? Com o sexo, pode acontecer algo parecido. Nas conversas com amigos, às vezes, há a impressão de que a vida amorosa do outro é sempre mais interessante e quente do que a nossa. Outro fator que contribui muito para afetar a autoestima sexual são as entrevistas das celebridades: parece que todo mundo transa.

FONTES: Breno Rosostolato, psicólogo, educador sexual e cofundador do projeto de imersão para casais LovePlan; Cristiane Moraes Pertusi, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP (Universidade de São Paulo), e Ricardo Desidério da Silva, educador sexual e sexólogo do programa “Ver Mais” da TV Record Paraná