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7 fatos que provam a importância do cheiro para o amor e o sexo

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O cheiro de uma pessoa é uma parte importantíssima das primeiras impressões que são formadas a respeito dela Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

24/02/2018 04h00

A visão e o tato são, em geral, os sentidos que primeiro vêm à nossa mente quando o assunto é sexo. Mas o olfato não só é capaz de direcionar as nossas preferências e escolhas no assunto, como ainda é o responsável por imprimir na nossa memória –às vezes, para sempre– o cheiro marcante de alguém.

O fenômeno acontece porque temos mais de 25 milhões de células olfativas capazes de captar os mais diversos odores. E, conforme a ciência já comprovou, cerca de 90% do que retemos das informações é por meio do olfato. Outros dados provam que esse sentido, ainda mais potente nos animais, tem tudo a ver com relações afetivas.

Veja também:

1 - Todo odor provoca um sentimento

E um efeito no organismo. O leque de possibilidades é vasto: nojo, repulsa, fome, saudade, atração, tesão…

2 - O cheiro dá pistas sobre as pessoas

Recentemente, pesquisadores britânicos e poloneses realizaram testes sobre como os sentidos influenciam na hora de escolher o par ideal. Segundo os estudos, divulgados no periódico “Frontiers in Psychology”, o cheiro de uma pessoa é uma parte importantíssima das primeiras impressões que são formadas a respeito dela, além de revelar pistas sobre idade, saúde, personalidade e até fertilidade.

3 - Aromas “formam” casais que combinam

Duvida? Pois saiba que o olfato é capaz de detectar um grupo de genes chamados de MHC (Complexo de Histocompatibilidade Principal, na sigla em inglês), presentes em todos os mamíferos. Eles regulam o sistema imunológico e atuam na rejeição de tecidos.

Sabe-se que, quanto mais semelhante for o MHC do casal, maior a chance de haver rejeição do feto durante a gravidez e maior intervalo entre os nascimentos.

O MHC é uma espécie de “impressão digital olfativa”, que influencia o reconhecimento individual e/ou as preferências de ligação em animais e humanos.

Um estudo clássico fez com que mulheres cheirassem camisetas suadas (sem perfume ou desodorante) de homens e, depois, escolhessem a que continha o odor mais sensual.

As escolhas recaíram sobre as camisetas dos homens que tinham o sistema imunológico (MHC) mais diferente, porém compatível e disposto a gerar filhos com “bons genes”, mais seguramente.

4 – Mulheres se importam mais com odores

De acordo com um estudo da psicóloga Marlise Hofer, publicado no “Journal of Personality and Social Psychology”, mesmo que o parceiro não esteja por perto, sentir o cheiro dele faz com que os níveis de ansiedade diminuam. Como?

Quando a mulher aspira uma peça de roupa do amado, o aroma leva a uma redução na concentração de cortisol (hormônio relacionado ao estresse) no organismo, fazendo com quem ela se sinta mais calma.

5 – Feromônios, famosos, mas sem comprovação

Embora algumas pesquisas citem que os humanos também são afetados pelos hormônios sexuais (hormônios sexuais secretados por mamíferos e insetos), essa ação ainda não chegou a resultados conclusivos.

Sabe-se que os homens têm esses hormônios em maior concentração e que, nas mulheres, as substâncias odoríferas variam conforme o ciclo menstrual.

Na fase ovulatória, a liberação de feromônios é maior, o que, em parte, explica a maior animação para o sexo e o fato de uma maior atração por parte dos homens, que “percebem” o cheiro do tesão no ar.

6 – Não dá para fabricar feromônios

Várias empresas do mercado erótico apresentam em seu portfólio perfumes supostamente à base dessa substância. Puro marketing, pois ainda não se descobriu como fabricá-la.

O que acontece é que, em muitos casos, a composição traz ingredientes mais intensos e de maior durabilidade na pele, como musk ou âmbar, ylang-ylang e patchouli.

Segundo especialistas, não podemos ignorar que o efeito placebo dessas fragrâncias “à base de feromônios” é fruto de um enorme componente psicológico.

Se a pessoa acredita que vai parecer mais sexy ao usar borrifar algumas gotinhas de algo que promete deixá-la mais atraente, é claro que ela se sentirá mais confiante. A percepção alheia sobre isso é apenas resultado da segurança que ela exala.

7 - O amor, cientificamente falando, é uma droga

Trata-se de processo neurobiológico de ampla atividade hormonal. Quando nos apaixonamos, compostos químicos que atuam em nosso cérebro nos fazem pensar 24 horas por dia na pessoa amada.

Seu cheiro tem o mesmo efeito de tóxicos. Isso ocorre porque as moléculas que emanam do crush entram em contato com hormônios olfativos e transmitem informações para o cérebro, como “quero transar agora mesmo” ou “que delícia esse suor”.

Nesse momento, sensações e memórias se fundem. O hipocampo registra a imagem da pessoa e aquele cheiro ficará ligado pelo resto da vida a ela.

Fontes: Carla Geane, palestrante da marca de cosméticos sensuais INTT Cosméticos; Cibele Fabichak, fisiologista e autora do livro “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens” (Matrix Editora); Renata Ashcar, especialista em perfumaria e autora do “Guia de Perfumes” (HM em Revista); Raquel Cruz, pós-graduada em cosmetologia e química responsável pela empresa Feitiços Aromáticos; Vanieli Silveira, coaching de relacionamento e consultora da marca de cosméticos sensuais Hot Flowers, e Paula Moretto Cardoso, professora do curso de estética e cosmética da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).

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