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Anel peniano: 8 coisas que você precisa saber sobre o acessório sexual

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O anel peniano é, antes de tudo, um recurso médico; o uso recreativo exige cuidados Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

23/02/2018 04h00

Bastante procurados nos sex shops, os anéis penianos são uma boa estratégia para os homens que desejam retardar a ejaculação. Alguns modelos, de quebra, ainda trazem acoplado um minivibrador para estimular o clitóris da parceira, elevando o prazer da experiência para o casal. Seu uso indiscriminado e com pouca informação, porém, tem sido rechaçado pelos urologistas. A seguir, saiba quais são os prós e os contras.

1 - O anel peniano é, antes de tudo, um recurso médico

O objeto é indicado, por exemplo, para casos de disfunção erétil ocasionada por "fuga venosa" –uma espécie de falha no mecanismo fisiológico responsável por impedir a saída de sangue do pênis no momento da ereção. Quando o anel constritor é colocado na base do pênis, o problema se resolve.

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Ele também ajuda quando há dificuldade de manter a ereção e em terapias combinadas com outros medicamentos, administrados por via oral ou injeção intra-cavernosa”, explica Valter Javaroni, chefe do Departamento de Medicina Sexual e Infertilidade da regional do Rio de Janeiro da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia). É bom salientar que, se a ejaculação precoce já faz parte da vida do sujeito, o melhor a fazer é buscar também o auxílio de um psicólogo.

2 - Com cuidado, dá para usar como sex  toy

“A principal finalidade do anel peniano é retardar a ejaculação. Depois é possível pensar em um maior tempo de prazer sexual e também como um estímulo novo para o casal”, diz Carla Ribeiro, psicóloga clínica e hospitalar especializada em saúde masculina.

Há modelos com um microvibrador acoplado que pode ser encaixado em cima, para mexer com o clitóris, ou para baixo, para excitar o períneo masculino. Além de versões com dois bullets, para dupla estimulação. Além da ereção ficar mais firme e prolongada, a penetração se torna “diferenciada” e mais quente para a mulher.

3 - Proporciona efeito de ilusão de ótica

Alguns homens também usam para dar a impressão de que têm o pênis maior, mas vale lembrar que não é o tamanho que oferece prazer às mulheres e, sim, a forma como ele é usado.

4 - É preciso treinar sozinho antes de usar na transa

“A orientação e o treinamento feitos no consultório antes do início da utilização no sexo são fundamentais para a segurança e eficácia do método”, fala Javaroni.

5 - O uso constante é desaconselhável e perigoso

“Sem critério, o anel pode trazer sérios problemas à vascularização do pênis”, afirma o urologista e andrologista Carlos Wilson Menezes.

Pode haver lesão na pele do pênis, com feridas e necrose, fibrose no tecido erétil e até danos à uretra. “Há poucos meses, atendi um quadro de priapismo após uso do anel. Para quem não sabe, priapismo é um quadro extremamente doloroso no qual o pênis permanece ereto por mais de quatro horas, necessitando, em alguns casos, até de cirurgia”, relata.

6 - O modelo deve ser escolhido com cuidado

Embora existam versões produzidas em vários materiais –até mesmo em metal e couro, para quem curte uma pegada sadomasoquista–, o mais aconselhável é o silicone, por sua textura suave.

O diâmetro precisa ser apropriado para o cara, por isso algumas marcas mais renomadas oferecem anéis em vários tamanhos.

“O uso de lubrificante é importante, pois diminui o atrito do anel com a pele do pênis”, fala Livia Leite, terapeuta sexual e consultora em sexualidade nas áreas de saúde e educação. Se sentir dor, é melhor tirar e procurar outro tipo. E atenção: o lugar certo de colocar é na base do pênis, nunca na cabeça. Usar duas vezes no mesmo dia e adormecer com o dito-cujo, nem pensar.

7 – Não se deve usar por muito tempo

Há risco de comprometer a circulação do pênis. O ideal é que, a cada período de 20 minutos de uso, o anel seja removido e o local massageado para favorecer a circulação do sangue na pele que ficou abaixo dele.

“Em situações terapêuticas e sob orientação médica, o uso por 30 minutos pode ser viável, sendo esse o tempo máximo de garroteamento”, afirma Javaroni.

8 – Alguns sintomas podem sinalizar uso abusivo

Qualquer ferimento na pele, curvatura no pênis (sugerindo fibrose no tecido erétil) ou sangramento na uretra, denotando lesão do canal por excesso de pressão do anel, deve motivar a interrupção. Se acontecer, é bom procurar um médico o mais rápido possível.