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Anorgasmia: mitos e verdades sobre a disfunção que impede a mulher de gozar

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Segundo especialistas, estima-se que entre 40% e 45% das mulheres têm alguma queixa sexual Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com o UOL

22/02/2018 04h00

O orgasmo feminino depende de vários fatores para acontecer e, por isso, é tido como mais complicado e exigente do que o masculino. Há, no entanto, mulheres que não conseguem atingir o clímax de jeito nenhum, quadro chamado de anorgasmia.

Segundo especialistas, estima-se que entre 40% e 45% das mulheres têm alguma queixa sexual, sendo que 30% desse número diz respeito à anorgasmia.

É uma estatística muito alta, justificada, possivelmente, pelo pouco conhecimento que a ala feminina ainda tem a respeito da própria sexualidade. Descortinar o tema é uma forma de combatê-lo, por isso listamos alguns mitos e verdades.

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Só mulheres muito jovens ou mais velhas têm

Mito: a anorgasmia é mais comum no início da vida sexual, fase em que as garotas se sentem mais inseguras e estão descobrindo a sexualidade. Porém, a disfunção pode acometer mulheres de qualquer idade.

Existem diferentes tipos de anorgasmia

Verdade: a primeira é a chamada anorgasmia primária, quando a mulher nunca teve um orgasmo. A secundária inclui mulheres que já vivenciaram o clímax, mas passaram a ter dificuldade de atingi-lo.

Tudo bem uma mulher não sentir desejo

Mito: de acordo com especialistas, isso não é normal de forma alguma. É preciso conversar com um ginecologista e investigar o que vem acontecendo.

Componentes emocionais costumam estar por trás

Verdade: entre eles, os médicos apontam a depressão, o estresse, a ansiedade e mesmo o sofrimento provocado por abuso sexual, recente ou não. A “herança” de uma educação repressora também pode repercutir na dificuldade de se soltar na cama e, consequentemente, de gozar.

Tem relação com efeitos colaterais de certos medicamentos

Verdade: daí a importância de uma investigação médica. Isso ocorre principalmente com o uso contínuo de determinados antidepressivos e remédios reguladores da hipertensão.

É válido lembrar que problemas hormonais também podem detonar o problema, assim como infecções genitais e distúrbios na inervação da vulva, da vagina, do períneo e/ou do ânus, que geram dor e desconforto durante a relação, impedindo o relaxamento e atrapalhando a capacidade de atingir o orgasmo. Doenças ligadas a alterações neurológicas, como esclerose múltipla e diabetes, também afetam a libido.

Não gozar afeta o humor da mulher

Verdade: o orgasmo libera descargas hormonais e de neurotransmissores que proporcionam um estado delicioso de relaxamento e bem-estar, benéfico para a saúde mental de qualquer pessoa. Entre esses hormônios destaca-se a ocitocina, fundamental para a mulher se sentir bem.

Portanto, uma mulher incapaz de atingir o orgasmo pode apresentar estados de ansiedade, baixa autoestima, prejuízo no humor e má qualidade do sono.

Há apenas uma forma de tratar

Mito: cada mulher é única e necessita de cura personalizada. Primeiramente é preciso identificar a causa da anorgasmia --e muitas variáveis podem estar envolvidas. Quando o problema é hormonal, o médico pode receitar suplementos, por exemplo. Se a origem for psicológica, há a prescrição de medicamentos específicos e de sessões de terapia, individual ou de casal, conforme a necessidade.

O par tem papel relevante na cura

Verdade: independentemente de a origem do problema ser psicológica ou orgânica, paciência é um ponto fundamental, pois a cura não ocorre do dia para a noite. Críticas e prejulgamentos devem ser evitados. As mulheres devem ter em mente que abrir o jogo e conversar é sempre mais produtivo do que fingir.

A masturbação serve como tratamento

Verdade: a sexualidade vai muito além do ato sexual e de termos ou não alguém para transar. Ela diz respeito também à relação que temos com o próprio corpo. Quando uma mulher se masturba, consegue identificar melhor não somente seus pontos de prazer, mas como tocá-los e manipulá-los melhor. Ao compreender melhor como funciona o corpo, ela passa também a perceber se algo vai errado.

Fontes: Alessandro  Scapinelli, ginecologista; Camila Ramos, ginecologista da Policlínica Granato, no Rio de Janeiro, e Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra.

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