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Gouinage: sexo sem penetração usa todos os sentidos; entenda melhor

Getty Images
Imagem: Getty Images

Helena Bertho

do UOL

19/02/2018 04h00

O nome parece estranho, mas a ideia é simples: gouinage é sexo sem penetração. O termo é francês e significa sexo lésbico, mas é usado para definir a prática sexual não só entre mulheres, mas quaisquer casais, hétero ou não. 

"O casal se estimula explorando os sentidos um do outro, como tato e olfato, para experimentar sensações diferentes e prazerosas para ambos", explica a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello.

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É ótimo para descobrir outras formas de prazer

Claro que sexo sem penetração sempre existiu, mas o termo veio para popularizar a prática e ajudar quem é adepto a se encontrar. Nos grupos de Facebook sobre o tema, aqui no Brasil, a maioria dos membros é homem. Mas isso não quer dizer que mulheres não gostem de gouinage.

"Para elas, isso é ótimo, pois muitas se queixam de homens que acham que sexo é apenas a penetração. Com a prática, eles podem despertar para a questão e entender que não são apenas um pênis, aprendendo a explorar o corpo da parceira", conta a sexóloga Priscila Junqueira.

Ela acredita que o sexo heterossexual é muito baseado no pênis e aderir ao gouinage pode ajudar homens e mulheres a descobrir as outras zonas erógenas do corpo, explorar novas formas de prazer e transformar o sexo. "As pessoas estão muito acostumadas a transar só com penetração e não erotizam o resto do corpo", comenta a sexóloga.

Mas isso não é preliminar?

Não. "O próprio nome da preliminar já diz, ela é pré, vem antes de alguma coisa", diz Carla. Para ela, a preliminar tem a função de criar excitação para o sexo em si. Já o gouinage vai além, ele é o ato sexual e é focado não só na excitação, mas também em sentir prazer.

Inclusive, as especialistas ressaltam que é possível chegar ao orgasmo assim. "É importante diferenciar gozar de orgasmo. Gozar é algo físico, é a ejaculação. Já o orgasmo é o ápice do prazer e pode acontecer, inclusive, sem a ejaculação e com estímulos em outras áreas do corpo", explica Priscila.

Esfregar, roçar, beijar, morder, lamber...

Mas veja bem: gouinage não quer dizer masturbar o outro. O segredo é explorar o corpo todo e também outros sentidos além do tato. As sexólogas recomendam que os casais prestem atenção aos cheiros, sons e até sabores no momento e procurem sentir prazer com eles. "Trocar olhares, sincronizar respiração pode ser bom".

Além disso, Priscila recomenda estimular as zonas erógenas. "Para as mulheres, costuma ser atrás da orelha e do pescoço, ao longo da coluna vertebral, a parte interna das coxas e braços e os pés para algumas. Já nos homens são os mamilos, virilha, abdome, pescoço e os pés", diz.

Para estimular, vale tudo: lamber, beijar, morder, acariciar com toques leves, massagear, roçar... Ir tentando e observando o que dá prazer para cada um. "Cada pessoa pode se tocar e descobrir quais são as zonas que despertam sensações melhores e vão trazer mais prazer. Explorando seu próprio corpo, você vai conseguir explorar o do outro", diz Priscila.

E, claro, nada de pressa. O gouinage pode proporcionar horas de prazer e o melhor a fazer é aproveitar tudo que puder sentir.

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