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Até quando? Espanhola é rejeitada para vaga de trabalho por ser mulher

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

do UOL, em São Paulo

17/02/2018 12h09

Mesmo com os crescentes debates sobre igualdade de gênero no mundo todo, uma jovem espanhola foi rejeitada para uma vaga de trabalho pelos simples fato de ser mulher. Inconformada, Carla Forcada compartilhou no Twitter o e-mail de dispensa, que rapidamente viralizou.

Natural de Barcelona, na Espanha, ela se inscreveu para a função de executivo de contas em uma agência de relações públicas da cidade, a Impulsa Comunicación. Ela só não esperava que, depois de encaminhar o seu currículo, receberia um retorno da empresa dizendo que eles estavam procurando um homem para a vaga, "porque o cargo exige trabalhar com as contas da Coca-Cola e da Carglass (empresa de vidros automotivos)".

"Incrível pensar que algumas empresas precisam de um homem para lidar com o dia a dia, visitas, conhecimento da produção, etc", desabafou ao lado do print da resposta.

Nos comentários do post, uma série de rapazes decidiu se manifestar dizendo que talvez a vaga exigisse algum tipo de "trabalho físico". E por diversas vezes, Carla teve que repetir que se tratava de um posto na área de comunicação. Alguns seguidores aproveitaram para sair em sua defesa e emendaram: "Ainda que envolvesse esforço físico, por que só um homem poderia realizá-lo?"

Assim que o post começou a viralizar, a Coca-Cola Espanha emitiu um comunicado também no Twitter declarando que não trabalharia mais com a agência e acrescentou que a empresa apoia políticas de emprego "inclusivas, diversas e iguais". "Lamentamos que o nosso nome tenha sido ligado a essa resposta discriminatória e infeliz", acrescentaram.

A Carglass se desculpou com Carla e "com todas as pessoas que se sentiram ofendidas pela mensagem". "Nós também nos sentimos", declarou na rede social. "Nossa empresa promove a igualdade de gênero e atos assim não nos representam."

Desde então, a agência tirou seu site do ar. Em entrevista ao jornal local ABC, o diretor da Impulsa Comunicación disse não aceitar discriminação "em nenhuma circunstância" e declarou ter se desculpado diretamente com Carla.

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