Casamento

No dia do casamento, noiva teve de enfrentar até padre abandonando o altar

Arquivo Pessoal
Ao chegar no altar, Aline constatou que o padre havia cansado de esperá-la Imagem: Arquivo Pessoal

Depoimento dado a Letícia Rós

Colaboração para o UOL

15/02/2018 04h00

Todo mundo que sonha com uma festa de casamento, quer que tudo saia perfeito. Mas, às vezes, alguns --ou muitos-- imprevistos aparecem pelo caminho. E o que deveria ser uma fase de curtição, pode se tornar uma corrida maluca cheia de obstáculos. Foi o que aconteceu com a consultora de imóveis Aline Sales de Santana, 34 anos.

Aline teve apenas três meses para fazer acontecer a festa dos seus sonhos. E, até chegar ao altar, teve de conviver com a adrenalina. Ela conta a história a seguir.

“Casei em maio de 2011. Namorava há quatro anos e descobri que estava grávida. Queríamos casar, mas mais para frente. Ao descobrir a gravidez, aceleramos os planos, porque não queria entrar na igreja com barrigão. Marcamos a data para dali três meses. Estaria com quatro meses de gestação.

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Como aconteceu de repente, não estávamos preparados financeiramente. A grana era curta mesmo, meu pai nos daria R$ 6.000. De cara, já recebi uma boa notícia: minha tia me daria o salão da festa.

Teríamos 150 convidados. Resolvido isso, logo depois, contratei o bufê que serviria a comida da festa. Por menor que fosse o tempo que tinha, estava tudo correndo bem.

Vinte dias antes do casamento

A decoradora foi ao salão para fazer a visita técnica e me ligou: ‘Aline, não cabem 150 pessoas de jeito nenhum. Uma festa de cem pessoas já ficaria apertado’. Aqui bateu o desespero.

Saí ligando para todo mundo. Cheguei na indicação de um sítio no Riacho Grande, em São Bernardo do Campo (SP). Uma das minhas madrinhas tinha ido a uma festa lá, um mês antes. Ele custaria R$ 200 reais a mais do que o outro salão. Meu pai topou pagar a diferença. Fechamos o salão duas semanas antes do casamento.

Seis dias antes do casamento

Na semana do casamento, recebi uma ligação da igreja, perguntando quais seriam as músicas que a banda tocaria na cerimônia. Não tinha nem orçamento para isso. Disse que não tinha contratado, gravaria as músicas em um CD, para tocar no dia. Só que a igreja não tinha equipamento para tocar.

Nesse dia, chorei. Até estava lidando bem com os imprevistos. Mas, uma semana antes, descobrir isso... Tinha passado dias escolhendo minhas músicas preferidas. Acabei fazendo uma nova playlist e contratei só um tecladista.

No dia do casamento

Resolvi me arrumar em casa para evitar atrasos comuns em salões. Não fiz prova de penteado, mas conhecia o profissional que ia me arrumar. Mas, no dia, quando ele terminou o meu cabelo, eu não gostei. Era para eu estar pronta às 11h, mas essa hora eu tinha metade do cabelo pronto e não estava maquiada.

Todo mundo começou a me ligar. Estava tão nervosa com a pressão que, para despistar, disse que o vestido tinha rasgado. Que erro! A mãe de uma amiga que é costureira, e estava na igreja, saiu para me encontrar. Sorte que consegui avisar que não precisava, antes de ela chegar.

Cadê o padre?

Fiquei pronta às 12h10, a minha cerimônia era meio-dia. Cheguei na porta da igreja chorando de nervoso. Entrei com tanta pressa, que nem ouvi a música. Fui parada pelas minhas daminhas, que invadiram a nave no meio da minha entrada. Nessa hora, todos riram. Até eu.

Fui andando com o olhar fixo no noivo, porque sabia que ele estaria bravo com o meu atraso. Cheguei ao altar. Quando subo as escadas, olho para a frente: cadê o padre? Ele não estava lá, tinha ido almoçar. Ali mesmo, minha madrinha contou que ele disse que, assim como ele tinha me esperado, eu teria de esperá-lo. Meu noivo completou: ‘Ele estava muito bravo, tomara que volte’.

Ficamos lá, parados, durante alguns minutos. Então acho que alguém da igreja foi avisar que eu havia chegado e ele voltou. Perguntou se estava tudo bem, porque ouviu dizer que meu vestido rasgou. Pois é, chegou nele a minha mentira também. A cerimônia começou e eu relaxei. O padre descontraiu bastante o ambiente. Disse que aqueles eram apenas os primeiros imprevistos da vida a dois.

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