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6 mitos e verdades sobre transar depois de beber

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Ao exagerar na quantidade de álcool ingerida, em vez de melhorar o desempenho sexual, você pode é prejudicá-lo Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Letícia Rós

Colaboração para o UOL

30/01/2018 04h00

Um drinque aqui, outro ali, o clima esquenta e o casal acaba na cama. O álcool pode até ajudar os mais retraídos, soltando um pouco as amarras e a imaginação. Mas também pode atrapalhar um bocado a hora da transa. Listamos aqui algumas verdades e mentiras sobre essa combinação.

1 - Dá mais tesão

Verdade. Desde que seja em pouca quantidade. Em doses maiores, o efeito pode ser justamente o contrário. A pessoa fica meio sedada, e o tesão vai embora. O álcool age como um depressor do funcionamento do sistema nervoso central, por isso não é de se estranhar que a gente tenha os reflexos mais lentos e sonolência, ao beber além da conta. Quem é que consegue transar bem assim?

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2 - O tipo de bebida influencia na excitação

Mito. Você pode ter ouvido que uma bebida ou outra é mais afrodisíaca, mas a influência é praticamente nula. O que conta é a quantidade de álcool naquele drinque.

3 - Melhora o desempenho sexual

Mito. Dependendo da quantidade ingerida pode piorar a performance. O homem pode ter impotência e a mulher, não conseguir chegar ao orgasmo, por estar sedada. O álcool em excesso influencia na capacidade de focar no ato sexual, prejudicando a ereção e a lubrificação. Vale lembrar, ainda, que a bebida não funciona para retardar a ejaculação precoce. Agora, em pequenas quantidades, pode ajudar a pessoa a se sentir menos ansiosa e mais solta na hora H.

4 - O álcool faz as pessoas fazerem coisas que não fariam

Verdade. Se ela estiver desinibida, isso pode acontecer. O grande problema, porém, é o alto risco de fazer algo de que vai se arrepender depois, como não usar camisinha. Não vale a pena se liberar loucamente para depois amargar um arrependimento, seja por uma gravidez indesejada ou por contrair uma doença sexualmente transmissível. Perder o senso crítico nessas horas é perigoso.

5 - Homens e mulheres reagem de maneira diferente

Mito. Os efeitos de princípio são os mesmos: na primeira dose, a pessoa fica mais solta e eufórica. Passa por outras fases, como a instabilidade emocional, até chegar à intoxicação. O que diferencia, no entanto, é que as mulheres são mais sensíveis ao álcool do que os homens, por uma razão fisiológica –elas absorvem mais álcool por terem, no estômago, um volume menor da enzima desidrogenase alcoólica, que degrada a substância. Mas ser tolerante à bebida não é vantagem, porque aumentam as chances de se tornar alcoólatra, já que é preciso doses maiores para se embriagar. Aliás, a tolerância ao álcool é um dos sinais de alerta de que a pessoa está se tornando dependente.

6 - Pode dar mais coragem para pedir o que você gosta

Verdade. Como o álcool contribui para que a pessoa fique desinibida, os desejos que ficam guardados pela timidez podem ser revelados, a pessoa se liberta de muitas amarras. Mas o dia seguinte pode ser complicado, dependendo do fetiche em questão. Especialistas dizem ser comum o casal, por exemplo, fazer vídeos durante o sexo, enquanto estava sob efeito do álcool, mas se arrepender depois.

Fontes: Amanda dos Anjos Corrêa, psicóloga; Marcelo Felipe, terapeuta comportamental e diretor clínico do Grupo Rendição (tratamento de alcoolistas e dependentes químicos), e Mário Rodrigues Louzã Neto, médico psiquiatra.

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