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Valentina Schulz, do Masterchef Júnior, fala sobre assédio em vídeo

Divulgação/Reprodução Instagram
Valentina Schulz, a participante do Masterchef Júnior que sofreu assédio nas redes sociais em 2015 e hoje aos 14 anos Imagem: Divulgação/Reprodução Instagram

do UOL, em São Paulo

29/01/2018 14h38

Valentina Schulz ficou conhecida no Brasil inteiro em outubro de 2015, quando competiu na primeira edição do programa "Masterchef Júnior", da Band.

No entanto, não foram suas habilidades culinárias que marcaram sua participação na memória do público: a garota de então 11 anos sofreu assédio nas redes sociais.

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À época, um dos comentários de maior repercussão no Twitter perguntava: "sobre essa Valentina: se tiver consenso é pedofilia?". O episódio inspiraria, em seguida, a campanha #PrimeiroAssédio da ONG Think Olga, em que outras mulheres relataram suas experiências em relação à violência sexual ainda na infância; e também provocaria protestos da chef Paola Carosella, que comanda a atração.

Hoje com 14 anos, Valentina relembrou o ocorrido em um vídeo em seu canal no Youtube. "Eu realmente estava muito perdida, porque meus pais me blindaram quase 100% do que estava rolando. Eles não queriam que eu lesse aquelas coisas nojentas. Afinal, eu era uma criança de 11 anos”, relembra sobre a noite em que o programa foi ao ar pela primeira vez.

Ela contou que descobriu as publicações só na manhã seguinte, na escola. "Foi bem estranho, porque eu estava realizando um sonho, participando de um programa na TV aberta para todo mundo me conhecer e, ao mesmo tempo, estava rolando um crime nas redes sociais”, disse.

Para Valentina, as mulheres que participaram da campanha nas redes sociais iniciaram uma discussão necessária sobre o assunto. "Assédio não é uma coisa que acontece [só] quando você tem 30 anos e está saindo da balada às duas da manhã. Acontece quando você é uma criança e está indo para a escola. Acontece quando você é adolescente. Acontece de maneiras nojentas e em lugares que deviam ser de confiança”.

E ela ainda faz um apelo: "As pessoas têm que perceber que a culpa não é da pessoa que está sendo assediada. Ela usa a roupa que ela quiser, ela sai de casa na hora em que ela quiser. Ou, na real, ela deveria poder", conclui.

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