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6 atitudes de pessoas mimadas no trabalho; veja se você não anda vacilando

Getty Images
Pedir para trocar de lugar porque você não gosta do colega da mesa ao lado é uma péssima ideia Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

25/01/2018 04h00

De acordo com uma pesquisa conduzida pelo instituto norte-americano Harris Poll, publicado pela consultoria Career Builder recentemente, 80% dos mais de 5.000 entrevistados (sendo 2.000 pessoas da área de recursos humanos) afirmaram ter colegas que se comportam de forma infantil no trabalho. Algumas condutas típicas de criancinha não só irritam os demais como ainda podem prejudicar o sonho de trilhar uma carreira de sucesso.

Confira algumas atitudes chatinhas que deveriam ser limadas do comportamento de quem deseja transmitir uma imagem madura e profissional.

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1. Ficar falando que na empresa anterior tudo era melhor

Parece atitude de aluno de aluno do ensino fundamental dois que começou o ano em uma escola nova e quer se gabar. Em uma empresa, agir assim leva os outros a questionarem: se, na antiga “firma”, era tudo tão incrível, por que você não ficou por lá mesmo? Não era competente o suficiente? É um comentário infeliz e autodepreciativo.

“Os colegas podem ficar ressentidos, pois ninguém gosta de ser comparado negativamente o tempo todo”, fala Mauro Félix, coordenador dos cursos de gestão da Escola de Negócios Celso Lisboa, no Rio de Janeiro.

Para Caio Infante, general manager Latam na TMP Worldwide, o chefe também pode concluir que a única coisa que segura a pessoa ali é a grana e que tão logo apareça outra oportunidade, ela cairá fora. “Com isso, diminuem as chances de treinamento e até de promoção.”

2. Pedir para mudar de mesa

“Seu chefe não é sua professora”, fala Flávia Ferreira, country manager do site Trabalhando.com Brasil. “Esse tipo de reclamação gera desconforto com os colegas e até mancha sua imagem.”

O ideal é respirar fundo e avaliar por que o outro incomoda tanto. “As relações são espelhadas, então, pense também sobre como você pode mudar. Caso contrário, levará o problema para qualquer lugar em que se sentar”, afirma a psicóloga Claudia Iulianelli.

3. Deixar os outros esperando para começar uma reunião

Segundo Adriana Schneider, coach e cofundadora da empresa Ciclos de Vida e Carreira, do Rio de Janeiro, uma pessoa com o ego exacerbado, assim como a criança pequena, acredita que o mundo gira ao redor de si e que todos estão ali para atender suas necessidades e vontades. É alguém que amadureceu fisicamente e intelectualmente, mas ficou infantilizada emocionalmente.

“Quem se atrasa pode ter um motivo ou não. Porém, é inaceitável não comunicar o atraso. É preciso ter respeito e educação com os outros, e uma atitude como essa revela muito”, diz  Fernanda Schröder Gonçalves, gerente nacional de carreiras do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais).

4. Virar a cara para alguém

É o equivalente ao “ficar de mal” dos pequenos. Péssimo! Adultos dialogam, discutem, olham nos olhos e chegam a um consenso --e, quando não chegam, respeitam as diferenças. Para a psicóloga Claudia, a melhor estratégia é deixar de mimimi e chegar junto.

“Seja maduro o suficiente para sustentar sua posição sobre aquilo que você não gostou na situação ou no comportamento do outro, sempre com um tom de voz suave e assertivo, para não pesar a energia da conversa”, diz.

5. Ignorar a hierarquia

Embora as empresas atuais estejam cada vez menos rígidas quanto á hierarquia, e os relacionamentos sejam mais fluidos, é preciso ter maturidade para fazer uma leitura da cultura do ambiente.

“Por mais informal que a companhia seja, lembre-se que a forma de se comunicar deve ser proporcional ao grau de intimidade e proximidade”, afirma Adriana.

“É bom questionar, debater, trazer ideias e construir. No entanto, ignorar a hierarquia demonstra imaturidade e falta de profissionalismo. Para quem quer crescer dentro da empresa é ainda pior. Se você não respeita seu chefe, quem irá te respeitar quando você chegar lá?”, questiona Flávia.

6. Fazer bico ou cara feia diante de críticas

Em vez de levá-las para o lado pessoal, que tal encará-las como uma oportunidade para refletir e mudar? Quem resmunga em uma conversa com o chefe ou faz pouco caso das opiniões de outras pessoas passa a imagem de ser uma pessoa infantil, birrenta e mimada.

“Quem quer ser um profissional competente deve aprender a ouvir e a considerar novas ideias”, diz Mauro.

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