Mães e filhos

'Engole o choro' e outras frases que você não deve dizer aos seus filhos

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Até mesmo quando ditas com boa intenção, algumas frases podem afetar de verdade as crianças Imagem: Getty Images

Claudia Dias

Colaboração para o UOL

22/01/2018 04h00

Os pais podem até ter boa intenção, tentando educar os filhos da melhor maneira possível. Mas vez ou outra falam algumas frases que fazem mais mal do que bem aos pequenos. Listamos aqui 11 coisas delas você, como pai e parente de uma criança, deve evitar no dia a dia:

Veja também:

“Eu te disse pra não fazer isso” ou “eu te avisei”

A maturidade afetiva e comportamental de cada um é um processo lento e gradativo, que passa pelas experiências pessoais. Por isso, usar expressões como essas reforça uma autoridade inadequada do adulto e, muitas vezes, pode impedir o crescimento saudável dos filhos, que deixam de viver algumas situações.

“Seu irmão não faz isso”

Você pode até pensar que está usando o outro filho como exemplo positivo, mas comparar irmãos não é legal, pois cada um tem suas competências. Dessa maneira, os pais tendem a privilegiar uma característica que gera sensação de inferioridade a quem ouve a frase.

“Engole o choro”

Os pais não devem repreender as emoções das crianças. Isso gera um cerceamento afetivo, como se as pessoas engolissem suas emoções e não pudessem demonstrá-las apropriadamente, tornando-as adultos embrutecidos.

“Você quer ser burro? Não estuda pra ver só!”

Querer que a criança se dedique ao estudo ouvindo uma frase negativa é péssimo. Primeiro, porque não existe ninguém burro. Segundo, as crianças devem ser incentivadas a desenvolver suas potencialidades de forma individualizada. Além disso, precisam ser levadas a vencer os desafios do dia a dia e não menosprezadas se não conseguirem.

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"Não vai doer nada!"

A gente até tenta minimizar o medo dos filhos diante de uma seringa (ou outras situações do gênero), mas é importante que, desde muito cedo, os pais sempre digam a verdade para eles. Deve-se explicar as situações de maneira adequada à idade das crianças, de forma que elas compreendam. Eles devem entender que, sim, vai doer, mas que não estão sozinhos e podem dar conta daquele incômodo. Isso é muito mais importante. 

"Empresta seu brinquedo para o amiguinho agora"

Estimular a sociabilização é ótimo, mas interromper o processo criativo da criança para emprestar o brinquedo com que está brincando simplesmente para "ser gentil" pode ter consequências ruins. O pequeno pode, por exemplo, acreditar que suas produções, construções e fantasias vêm em segundo plano, depois do desejo do outro -- e pensar que, portanto, não pode nunca se entregar totalmente à brincadeira.

"Coma porque está na hora do almoço"

Só quem vive uma guerra durante as refeições entende o quanto é difícil fazer uma criança comer quando ela não quer. Lembre-se de que desde os primeiros dias de vida, a mamada do bebê vem acompanhada de muito afeto e emoções diversas -- colo, carinho, palavras e olhares, que marcam e caracterizam a relação com a comida. Por isso, forçá-la esbarra em outras questões emocionais, que precisam ser levadas em conta quando a criança diz que não quer comer.

"Como você é preguiçoso!"

Jamais use rótulos para se referir às crianças, pois elas podem acabar acreditando muito nessas palavras. Se quiser se referir a alguma característica, fale em um contexto, propondo uma solução. Por exemplo: "Percebo que você sente preguiça ao fazer tarefas de casa. Como podemos melhorar isso?"

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"Porque sim!"

Os questionamentos dos filhos são extremamente relevantes para a formação da personalidade deles e devem ser incentivados, pois contribuem para um raciocínio crítico e reflexivo. Se você não souber a resposta, pode dizer isso e propor que busquem por ela juntos, em vez de dar um posicionamento vazio e simplista.

"Você tem que ir à escolinha de futebol agora"

É preciso respeitar e escutar o desejo das crianças para que tenham dimensão de seu valor e influência no mundo. Não significa que devem fazer só o que querem, mas como hoje os pequenos costumam ter uma rotina extremamente puxada, repleta de tarefas, lições, deveres e "tem ques", dar-lhes o direito de escolha sobre como querem passar o tempo livre valoriza a opinião deles.

"Ah, que menina feia!"

Repreender uma criança que teve uma atitude ruim (bater ou morder um coleguinha, por exemplo) com frases pejorativas não dá certo. Devemos sempre falar que ação em si foi feia; isso é o que deve ser criticado. Quando dizemos "que menina feia!", ela entende que não é boa o suficiente, fisicamente falando, ou que sua personalidade e seu jeito não são bonitos. Isso pode trazer consequências como baixa autoestima num futuro próximo.


Fonte: Fátima Louro, pediatra e diretora médica do Criança 24 horas do Grupo Prontobaby; Graciele Almeida Reis, psicóloga; Marganne Dubrule, psicóloga e sócia do Cadê Bebê.

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