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Namoro longo x casamento relâmpago: quatro pessoas contam suas histórias

Getty Images
Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Letícia Rós

Colaboração para o UOL

17/01/2018 04h00

Ficar vários anos conhecendo melhor o par, em namoros longos, não é garantia de casamento duradouro. Pessoas que namoraram por mais tempo do que ficaram casadas contam suas histórias, e o que aprenderam após a separação.

“Éramos imaturos para enfrentar uma crise financeira”

“Foram 13 anos juntos: nove de namoro e quatro, de casamento. Sempre nos demos bem, mas éramos imaturos para enfrentar uma crise financeira juntos. Como sempre tivemos tudo resolvido por nossos pais, na hora de encarar os problemas, ficamos perdidos. Em vez de conversar e encontrar soluções, preferimos abafar as dúvidas. Até que o relacionamento desabou. Viver junto é complicado. As pessoas acabam se tornando intolerantes e egoístas. Foi o que aconteceu conosco. Fomos perdendo a paciência, a confiança e deixando de cuidar um do outro. Nossa separação foi amigável. Depois de separada, fui morar sozinha e aprendi muita coisa sobre a vida, o que não teria conseguido se ainda estivéssemos juntos. Creio que o mesmo aconteceu com ele.”
Amanda*, 30, coach organizacional

“Casamos e quase viramos inimigos”

“Foram cinco anos de namoro e 11 meses de casados. Na época do namoro, éramos almas gêmeas. Casamos e quase viramos inimigos. A convivência afeta, sim, a relação, principalmente quando um dos lados não está disposto a conhecer o outro. Foi o que aconteceu conosco. Fui imaturo e egoísta. Só pensava em mim. Teve ciúme também. Precisa mais do que amor para segurar uma relação. Tem de ter companheirismo, respeito, amizade. Nem conversamos a respeito da separação. Ela chegou em casa, pegou meia dúzia de peças de roupa e foi morar com a mãe. Eu nem percebi que ela estava indo embora, de tão desleixado que era. Hoje, separados, somos melhores amigos. Até com o atual marido dela e a família dele, eu me dou bem.”
Nadimo Espíndola, 35, funcionário público.

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“É na convivência diária que você conhece o outro”

“Namoramos seis anos e moramos juntos por um ano e quatro meses. Desde o início, tínhamos nossas diferenças, mas, depois de uma discussão, cada um ia para sua casa, esfriava a cabeça e conseguíamos resolver melhor o problema. Mas não há como fazer isso morando juntos. É na convivência diária que, realmente, você conhece o outro, não importa quanto tempo tenham namorado antes. Formar uma nova família é um grande desafio, cada um tem seu ritmo próprio, manias. Equilibrar tudo isso é difícil. Deixamos a rotina tomar conta da nossa vida, que se tornou desgastante. O companheirismo, o carinho e a paciência foram acabando com o tempo. Nossa separação foi uma decisão conjunta. Agora mantemos uma boa relação pelo nosso filho. Hoje, sei que, para dar certo, depende da força de vontade de ambos.”
Estela*, 22, assistente social.

“Descobri a diferença entre paixão, amor e tesão”

“Namoramos cinco anos e ficamos três casados, morando com a minha então sogra. Já tínhamos vários problemas no período de namoro, como o fato de ele ser acomodado e morar com os pais, não querer dirigir, não querer terminar a faculdade e, depois de formado, não trabalhar. Ele não saía de casa e passava muito tempo jogando no computador. Se quisesse me distrair, tinha de sair sozinha. A minha imaturidade pesou. Ele foi meu primeiro namorado, então, aturei várias coisas que não aturaria hoje. Além disso, no casamento, a rotina acaba com tudo. Os dois se acomodam, o sexo passa a ser feito com menor frequência, ninguém se arruma mais. E com isso, o tesão se perde. A iniciativa da separação foi minha, mas ele concordou. Aprendi muito com toda essa história. Descobri a diferença entre paixão, amor e tesão, e hoje em dia estou muito mais madura para encarar novos relacionamentos.”
Maria*, 25, médica.

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