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Michelle Obama: 6 motivos para celebrar o aniversário da ex-primeira-dama

Jim Cole/ AP
Michelle Obama Imagem: Jim Cole/ AP

do UOL, em São Paulo

17/01/2018 11h56

Michelle Obama não foi um exemplo de atitude apenas as mulheres americanas nos oito anos — entre 2008 e 2016 — em que ocupou a posição de primeira-dama americana. Ela lutou pelos direitos de outras minorias, como a comunidade LGBT, criou projetos importantes pró-saúde e educação, e tocou em discussões importantes para o mundo todo.

Nesta quarta, 17, ela completa 54 anos. Veja 6 motivos porque, cada um de nós, também podemos comemorar a vida e a trajetória da advogada e ativista:

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Porque Michelle se coloca contra o assédio sexual nas ruas

A ex-primeira-dama americana relembrou em visita oficial à Argentina em 2016 que o assédio pode deixar feridas na autoestima da mulher. "Enquanto eu crescia, descobri que homens assobiariam ou fariam comentários sobre a minha aparência quando eu passava na rua como se meu corpo fosse propriedade deles, como se eu fosse um objeto ao invés de um ser humano completo com pensamentos e sentimentos próprios".

"Eu comecei a perceber que as esperanças que tinha para mim mesma estavam em conflito com as mensagens que eu recebia das pessoas ao meu redor — mensagens estas que diziam que, como uma garota, minha voz era de alguma maneira menos importante; que a imagem do meu corpo era mais importante do que a maneira com que minha cabeça funcionava; que ser forte e poderosa e franca não era apropriado ou atrativo para uma mulher", disse.

E ela inspirou outras mulheres a darem a volta por cima frente à violência. "Logo, eu começaria a me questionar: 'eu falava alto, era 'demais'? Era muito mandona? Estava sonhando muito alto?". E, por anos, eu me deitava à noite com aquelas dúvidas pairando sobre meu coração. Mas, eventualmente, eu me cansei de me preocupar com o que os outros pensavam de mim".

"Decidi não ouvir as vozes que duvidavam de mim ou que me ignoravam. Em vez disso, decidi ouvir a minha própria voz, confiar no apoio das pessoas da minha vida que acreditavam na minha habilidade de conquistar meus próprios sonhos".

Porque ela se posiciona pela igualdade de direitos para os LGBT

Em abril de 2016, Michelle fez um discurso de formatura na Jackson State University. À época, o estado do Mississipi, onde fica a universidade, havia recentemente aprovado uma legislação que permitia que donos de estabelecimentos comerciais se recusassem a servir pessoas gays.

"Temos que nos posicionar lado a lado com nossos vizinhos — heteros, gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, muçulmanos, judeus, cristãos, hindus, imigrantes, indígenas – porque a marcha pelos direitos civis não é apenas dos afrodescendentes, é de todos os americanos. Tem a ver com fazer com que as coisas sejam mais justas, iguais, livres para nossos filhos e netos. Esta é a história que temos a oportunidade de escrever". 

Porque ela acredita que não se deve deixar abuso passar em branco

Depois que gravações em que o então candidato (e hoje presidente) Donald Trump fala de mulheres de maneira pejorativa e sexualmente agressiva vazaram e outras mulheres o acusaram de abusos físicos e sexuais, Michelle decidiu se posicionar durante a campanha de Hillary Clinton.

Em um discurso público, ela pontuou o terror que mulheres experimentam nestes casos e foi taxativa: “comportamento sexual predatório não é algo que se possa varrer para debaixo do tapete”. 

Michelle ainda pediu que a sociedade dê mais oportunidade e espaço de fala às vítimas de abuso no mundo todo. 

Porque ela presta tributo a sua herança cultural e enfrenta o racismo

Durante a convenção de 2016 do partido Democrata, Michelle relembrou a importância de olhar para o passado ao citar que ela, uma mulher negra, acordava todos os dias durante oito anos na casa mais importante do país, construída por escravos.

E frisou que, porque mulheres de outros tempos lutaram por esta representatividade é que as de hoje podem achar normal e até subestimar a possibilidade de uma mulher ser presidente dos Estados Unidos.

Porque ela é uma força pró-sororidade

Em seu último ano na Casa Branca, Michelle criou o "United State of Women"uma conferência que reuniu mulheres de diversos campos para discutir iniciativas e avanços no campo da igualdade de gênero. Além de promover o debate, a iniciativa continuou após as palestras através do fomento coletivo de oportunidades que corrigissem o gap entre os sexos.

O projeto reunia um time diverso de colaboradoras, entre as mais conhecidas estão Meryl Streep, Kerry Washington, Tina Fey, Laverne Cox e Shonda  Rhimes, fundadora também da iniciativa "Time's Up", de combate ao assédio e auxílio às sobreviventes.

Porque ela promove iniciativas pela educação das mulheres pelo mundo

No final de 2015, ainda como primeira-dama, Michelle criou a iniciativa "Let Girls Learn"que ajuda a colocar na escola (e manter por lá) garotas de regiões pobres de 50 países, priorizando famílias afetadas por guerras, conflitos étnicos, epidemia da AIDS, entre outras.

Antes disso, em 2014, ela já havia criado o "Reach Higher"um facilitador financeiro e burocrático para que americanos e americanas graduados no Ensino Médio continuassem os estudos em cursos profissionalizantes ou faculdades.

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