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Vítimas de violência, doenças expõem cicatrizes como forma de encorajamento

Reprodução/Instagram/behindthescars
Inglesa cria projeto de encorajamento e aceitação para pessoas que têm cicatrizes Imagem: Reprodução/Instagram/behindthescars

Do UOL

14/01/2018 20h28

Com o objetivo de encorajar mulheres e homens a aceitaram suas imperfeições e a compartilharem suas histórias de superação, a fotógrafa inglesa, Sophie Mayenne criou o projeto “Behind The Scar”.

“Como fotógrafa, sempre me interessei em entender o que a sociedade entende, percebe como falha. Acredito que esse meu interesse em cicatrizes e as histórias por trás delas, decorrem justamente em saber o que faz o ser humano ser único”, disse Mayenne em entrevista ao tabloide inglês “Daily Mail”.

Em sua rede social, Sophie falou do arrependimento que tem de já ter manipulado fotos em seus outros trabalhos, algo que acaba sendo inerente à fotografia. No entanto, para esse trabalho ela tomou como regra não mexer em nada. “Nenhuma das imagens que eu tiro são retocadas. Essas, na minha opinião, são algumas das melhores e mais honestas imagens que já tirei. Capturando a verdadeira beleza das pessoas que estou fotografando”, afirmou ela. O objetivo é que a exposição vá para Nova York, nos EUA, ainda em 2018.

Confira alguns dos cliques:

Em 2015, a casa em que Isabella estava pegou fogo e desde então ela passou por alguns tratamentos. “Minhas cicatrizes continuam mudando, mas nunca mais me senti bonita”, diz ela.

 

Deborah: "Meu corpo está cheio de cicatrizes que representam minha jornada contra o câncer intestinal no estágio quatro. Cada uma é uma ferida da guerra que enfrentei e venci. No começo, odiava minhas cicatrizes, mas com o passar do tempo, aprendi a amá-las. As pessoas dizem que era valente, mas simplesmente, não tinha outra escolha. Ainda sou eu, ainda posso ser sexy, ainda posso me divertir - o câncer não precisa me definir”, diz 

 

Jessica: "Nasci sem um músculo peitoral direito, o que significa que nenhum tecido mamário poderia se formar no lado direito do meu corpo. Quando tinha 11 anos, os cirurgiões pegaram uma fatia de músculo das minhas costas e colocaram no meu peito. Eles também colocaram um implante no topo. Aos 15 anos, outro cirurgião decidiu remover o implante, que é a cicatriz sob meu peito direito. As pequenas cicatrizes na minha mão direita são de uma operação que tive quando tinha três anos para corrigir os tendões no meu polegar. Não funcionou."

 

Mercy: "Minhas cicatrizes são de um incêndio relacionado à violência doméstica. Fui queimada aos 29 anos, e foi uma jornada difícil chegar a um acordo com essas marcas. O conforto que tiro das minhas cicatrizes é que elas me fazem ser quem sou hoje. São minhas preciosidades, as joias mais caras que possuo. Sobrevivi e se minha foto, com minhas cicatrizes, pode ajudar alguém, então isso é bom para mim”

 

Chloe: "Comecei a me automutilar quando tinha 13 anos e tenho lutado contra isso desde então. O problema com a automutilação é que ela piora progressivamente e você acaba causando mais e mais danos para si mesmo. Realmente é um vício e você chega a um ponto em que os cirurgiões dizem ‘a cirurgia plástica não pode consertar a aparência das cicatrizes’, então a única coisa que você pode fazer é amar suas cicatrizes tanto quanto as conexões negativas que acompanham. A automutilação desaparece lentamente, juntamente com toda a dor ligada às cicatrizes.”

 

Agnes: “Em 1997, com 7 anos, sobrevivi a uma explosão de gás. Passei por 27 cirurgias reconstrutivas. Sempre estive confortável com as minhas cicatrizes, para mim são lindas e elas contam histórias diferentes. São especiais”

 

Jacek:  "Era minha festa de aniversário e estava muito bêbado. Perdi o equilíbrio e caí no chão, com a face em uma garrafa de vidro, que cortou  meu rosto."

 

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