Relacionamentos

Ciúme normal ou doentio? Avalie como você age em 5 situações do cotidiano

Getty Images
Vez ou outra sentir aquela pontada de ciúme é natural, agora não dá para gastar energia vigiando todos os passos do par Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

12/01/2018 04h00

Em pequenas doses, sentir ciúme em uma relação amorosa é natural. No entanto, há quem perca o controle, mesmo sem motivos concretos.

A maneira como cada um de nós reage determina se o que sentimos é saudável ou merece atenção, como apontam os exemplos a seguir.

Veja também:

Situação 1: o par está dedicando muita atenção a alguém

Normal

Há uma sensação de desconforto. A pessoa que não faz a linha ciumenta apenas vai reclamar se realmente for deixada de lado. Ou se, depois de analisar as evidências, concluir que o entusiasmo do par está, de fato, além da conta. Mesmo assim, o comum é que se aproxime para participar da conversa de maneira cordial. E, quando o casal estiver a sós, aí, sim, é hora de ter uma conversa honesta e sem ameaças, para poder esclarecer as coisas, antes de tomar qualquer atitude.

Fora de controle

Vítima de uma fantasia constante de que pode ser alvo de traição e abandono, a pessoa interpreta de cara que o par está dando em cima de alguém e, sem pensar, questiona o que está acontecendo de forma agressiva e descontrolada.

Situação 2: seu amor tem uma amizade especial com alguém

Normal

Pode até pintar um ciumezinho da pessoa por ela ter feito parte do passado do seu amor e, juntos, os dois terem compartilhado várias histórias e aventuras. Porém, a amizade não é vista como uma ameaça ao relacionamento.

Fora de controle

Ciumentos patológicos não hesitam em fazer chantagens do tipo “ou pessoa ou eu”. Na cabeça deles, houve um envolvimento no passado ou ainda deve haver. Esse tipo de insegurança pode detonar uma relação promissora ou fazer com que seja vivida à base de mentiras e omissões, já que o par pode passar a esconder que continua a manter contato com o amigo.

Situação 3: discussão de relacionamento

Normal

Por mais que ambos estejam tensos, existe o mínimo de respeito na conversa, que ocorre sempre quando estiverem a sós.

Fora de controle

Acontece na forma de monólogo, ou melhor, de barraco. Gritos e acusações não têm momento certo para acontecer. Quando a raiva sobe à cabeça, qualquer local é propício. Depois do escândalo, em geral, há a ressaca moral na forma de remorso e pedidos de desculpas.

Situação 4: ansiedade sobre o futuro da relação

Normal

Existe o medo de perder a pessoa amada para um terceiro elemento, mas é transitório e baseado em fatos. O maior desejo é preservar o relacionamento, pois há a vontade de compartilhar a vida com o par.

Fora de controle

Caracteriza-se por ser exagerado, sem motivo aparente que o provoque, deixando o ciumento absolutamente inseguro e transformando-o em um cerceador da liberdade do outro. Parece que só o par pode dar sentido à vida da pessoa.

Situação 5: a vida, de modo geral, do par

Normal

Há o interesse genuíno de saber como foi o dia do outro. Como a pessoa preza a própria individualidade, encara com naturalidade o fato de que o outro tenha interesses e hobbies próprios. Às vezes, uma ou outra coisinha –como um comentário de alguém em uma rede social– provoca uma pontada de ciúme, mas qualquer dúvida ou ansiedade é discutida pelo casal.

Fora de controle

A relação vira uma espécie de investigação, com checagem de celulares e ligações recebidas constantemente, que e-mails recebeu e por qual motivo, com quem falou e sobre o que, onde está e a que horas volta... Atrasos ou demora em responder mensagens no WhatsApp são motivos de desconfiança e gritaria. Os questionamentos são intermináveis e, por mais que a pessoa se explique, o ciumento nunca se dá por satisfeito.

Fontes: Andrea Lorena Stravogiannis, psicóloga, neuropsicóloga e colaboradora do Programa de Transtornos do Impulso do IPq-USP
(Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo); Eduardo Ferreira-Santos, psiquiatra, psicoterapeuta e autor do livro “Ciúme - O Lado Amargo do Amor” (editora Ágora); Poema Ribeiro, psicóloga e sexóloga, e Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, de São Paulo.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

O UOL está testando novas regras para os comentários. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da página. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar você concorda com os termos de uso. O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário da Universa. É grátis!

Blog Luciana Bugni
Blog Deu Match
Blog da Regina
Blog Deu Match
Da Universa
Blog Luciana Bugni
Blog da Regina
Blog Deu Match
Blog da Regina
Blog Luciana Bugni
Da Universa
Da Universa
AFP
Blog da Regina
Blog Deu Match
Da Universa
Da Universa
Blog Deu Match
Blog Luciana Bugni
ANSA
Blog Deu Match
Blog da Regina
Da Universa
Da Universa
Da Universa
Da Universa
Blog Deu Match
Da Universa
Da Universa
Da Universa
Blog Luciana Bugni
Da Universa
Da Universa
Blog da Regina
Blog Deu Match
Da Universa
Da Universa
Da Universa
Blog da Regina
Da Universa
Da Universa
Blog Deu Match
Blog da Regina
Blog Luciana Bugni
Da Universa
Blog da Regina
EFE
Blog Luciana Bugni
Da Universa
Da Universa
Da Universa
Topo