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Saiba como o pênis e a vagina mudam com o tempo e o efeito disso no sexo

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

11/01/2018 04h00

Sim, o pênis e a vagina também sofrem os efeitos do tempo e envelhecem. Mas, com adaptações e cuidados, dá para transar numa boa, sempre.

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PÊNIS

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Imagem: Getty Images

Adolescência

A produção de testosterona acontece a todo vapor. O pênis aumenta muito de tamanho e a pele fica mais grossa; os pelos vão ocupando a região pubiana e engrossando. Os testículos também crescem. Ereções fisiológicas e espontâneas durante a noite e pela manhã, quando a bexiga está cheia, são frequentes. A masturbação é fonte de prazer e autoconhecimento.

20-35 anos
O pênis já tem seu tamanho definitivo. As ereções são fáceis, vigorosas e duradouras, mas como a ansiedade em ter um bom desempenho ocupa boa parte dos pensamentos, é comum casos de ejaculação rápida.

40 anos
O atrito causado ao longo dos anos no sexo leva a um escurecimento da pele do pênis e da glande. O pênis sofre uma pequena perda de elasticidade dos tecidos e pode apresentar aumento de tamanho no estado flácido –o que não altera em nada as ereções. A ejaculação parece mais fácil de controlar. É uma fase de curtir o sexo com menos ansiedade. 

50 anos
Os pelos pubianos ficam mais finos; alguns embranquecem. O pênis demora mais para ficar duro. O período de descanso necessário após ejacular se amplia, dificultando mais de uma relação no mesmo encontro. Quem engordou pode achar que o pênis encolheu, mas ele apenas ficou mais “escondido” pelo aumento da gordura.

Terceira idade
Os pelos pubianos diminuem e ficam grisalhos. A pele perde o vigor e resseca. A diminuição de elasticidade atinge seu maior grau. Em alguns casos, o tamanho do pênis flácido se assemelha ao tamanho ereto. A frequência de relações diminui, as ereções diminuem e o orgasmo demora mais, mas a vida sexual pode continuar satisfatória.

VULVA E VAGINA

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Imagem: Getty Images

Pré-puberdade
A mulher ainda não desenvolveu os chamados caracteres sexuais secundários –menstruação, amadurecimento dos seios, pelos pubianos. O nível de esteroides sexuais é praticamente nulo, uma vez que ovários e glândulas adrenais estão “bloqueados”. Portanto, a vagina e a vulva representam apenas estruturas meramente anatômicas e sem qualquer função.

20 anos
O órgão genital feminino fixa seu tamanho adulto. Dá para notar uma pequena diferença de espessura dos grandes lábios e é normal que a gordura subcutânea dessa região diminua. Fase de boa lubrificação: o ambiente é favorável à proliferação de bactérias essenciais tanto para a defesa imunológica como para a manutenção de um pH ácido e importante para a progressão dos espermatozoides no processo de fecundação. Corrimentos fisiológicos são comuns. A vulva é mais inchada e rica em fibras de colágeno. Clitóris tem boa irrigação, importante para o orgasmo.

30 anos
Início da perda de colágeno, causando flacidez nos grandes lábios. Outra alteração comum é o escurecimento dos pequenos lábios em decorrência de alterações hormonais e envelhecimento. Nada disso interfere no sexo. Na maior parte das vezes, o parto não causa modificações profundas na musculatura vaginal. Isso depende, é claro, da quantidade de filhos e das condições físicas de cada mulher. De qualquer modo, o processo natural de envelhecimento é responsável por um “afrouxamento” nessa musculatura.

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40 anos
Por volta dos 45, surge a menopausa. A diminuição dos hormônios testosterona e estradiol causa um grande impacto na saúde da vulva e da vagina, favorecendo infecções genitais e urinárias. A vulva perde tônus, pela diminuição na produção de colágeno, e a vagina fica com as paredes mais finas e lisas. A diminuição da lubrificação pode levar a ferimentos em exames ginecológicos ou no sexo. É fundamental usar lubrificante e é hora de discutir com o ginecologista se há necessidade de reposição hormonal.

50 anos em diante
O fim da menstruação. A diminuição do estrogênio leva a um tecido vulvar e vaginal mais fino e seco e menos elástico, dificultando o sexo. O pH se torna mais ácido, deixando a região mais propensa a infecções. Visitas recorrentes ao ginecologista são necessárias para acompanhamento desses problemas, além de prevenções. Com as medidas certas, a vida sexual segue sem dramas.

FONTES: Alessandro Scapinelli, ginecologista de São Paulo (SP); Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Cristina Carneiro, ginecologista e obstetra de São Paulo (SP), e Valter Javaroni, chefe do Departamento de Medicina Sexual e Infertilidade da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), regional RJ.

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