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Feministas francesas acusam Catherine Deneuve de fazer apologia ao estupro

Thomas Peter/Reuters
Catherine Deneuve Imagem: Thomas Peter/Reuters

do UOL, em São Paulo

11/01/2018 12h10

Um grupo de 30 mulheres — jornalistas, ativistas e intelectuais lideradas pela militante feminista Caroline De Haas — classificou nesta quarta, 10, a carta contrária aos movimentos de denúncia do assédio sexual escrita por 100 mulheres, entre elas a atriz Catherine Deneuve, como "apologia ao estupro". 

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O texto divulgado por Deneuve se posiciona contra iniciativas como o #MeToo e #BalanceTonPorc (#DenuncieSeuPorco), que estimularam milhões de mulheres a contar suas histórias de violência. "Nós defendemos uma liberdade de importunar, indispensável à liberdade sexual", afirma o coletivo.

Já a resposta do grupo de De Haas, publicado pelo site "FranceInfo", relembra que "centenas de milhares de mulheres são vítimas de assédio" todos os dias. “Dezenas de milhares são vítimas de agressões sexuais. E centenas de estupros".

Elas acusam o texto promovido pela atriz de "confundir deliberadamente uma relação de sedução, baseada no respeito e no prazer, com uma violência". E ironizam: "No momento em que a igualdade avança, mesmo que meio milímetro, as boas almas nos alertam imediatamente para o fato de que correríamos o risco de cair nos excessos". 

A polêmica envolvendo Catherine Deneuve

No artigo, as pensadoras feministas acusam o coletivo de mulheres encabeçado por Catherine Deneuve de serem "reincidentes em matéria de defesa de criminosos pedófilos" e usarem sua visibilidade na mídia para banalizar a violência sexual.

Isto porque a atriz defendeu, em março de 2017, o cineasta Roman Polanski da acusação de estupro de uma menina de 15 anos, com quem teve relações sexuais nos anos 70. "Sempre achei que a palavra estupro foi excessiva", disse à imprensa na época. 

O diretor foi condenado pela Justiça americana e vive exilado na França desde 1977, quando fugiu do país antes que pudesse ser preso.

Peggy Sastre, doutora em filosofia e uma das autoras do primeiro texto, acusou o grupo de Caroline De Hass de tentar censurar o debate. “É digno dos maiores processos de Inquisição da História", disse ao jornal "Le  Figaro".

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