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Mancha de limão na pele: o que fazer para tirar as marcas e como evitar

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Limão pode provocar queimaduras e até bolhas na pele Imagem: iStock

Paula Roschel

Colaboração para o UOL

09/01/2018 04h00

É comum ouvir um estridente conselho sobre lavar as mãos após manusear limão, fruto que tempera boa parte dos petiscos das barraquinhas praianas. E o alerta tem motivo: com o verão lotando espaços ao ar livre, é fácil encontrar nesses locais pessoas que tiveram a pele manchada e queimada pela interação do cítrico com os raios de sol.

Mancha e queimadura

Esse tom escuro vai além de uma simples mancha. Tal reação inflamatória é sinal de queimadura, como explica o dermatologista do Kurotel, Dr. Damiê De Villa: “O limão contém uma substância chamada psoraleno que, com a exposição solar, intensifica a ação da radiação ultravioleta, provocando queimaduras que, dependendo do tempo de exposição, têm consequências graves, inclusive com a formação de bolhas”.

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O perigo não mora só no limão

Mas o que poucos sabem é que outras frutas podem ocasionar o mesmo problema: “Outros cítricos podem causar a mesma reação, como a laranja ou a acerola, mas como o limão tem um agente químico um pouco mais potente, só ouvimos casos envolvendo ele”, pontua Dr. Alberto Cordeiro, dermatologista. Ele ainda informa que muita gente o espreme, tendo contato apenas com sua casca e não com o sumo, e assim não acha necessário lavar as mãos, sem saber que a casca também pode manchar.

O que fazer?

Se você passou por isso, saiba que tentar esfoliar o local, achando que assim a pele se renovará com mais rapidez e a mancha desaparecerá, é uma ideia para ser riscada do mapa: “É importante evitar nova exposição solar nos próximos meses, utilizar filtros com alto FPS e hidratar o local com produtos recomendados pelo seu médico dermatologista. A esfoliação deve ser evitada, pois pode piorar o quadro”, ressalta Dr. Damiê De Villa.

O ideal na fase aguda é lavar muito bem a área e usar um creme secativo para assaduras de fraldas. Após isso, a mancha escura deve ser protegida da irradiação com filtros solares de alto FPS (e de preferência para peles sensíveis ou infantis). Procure tratamento dermatológico caso não melhore espontaneamente em três semanas”, indica o dermatologista Dr. Aldo Toschi, Coordenador de Dermatologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

O médico ainda ressalta que essas manchas são de difícil remoção, tendo como melhor prática a prevenção.

Fuja dos milagres caseiros

Hidratar a região com produto para pele sensível também é a indicação de especialistas, evitando ao máximo se arriscar com receitas caseiras propagadas na internet: “Quando isso acontecer, é importante se consultar com dermatologista e não tentar receitas caseiras que podem piorar o quadro”, enfatiza Dr. Damiê.

É mito, por exemplo, falar que colocar a área afetada em contato com a água do mar vai fazer com que o problema diminua mais rapidamente, principalmente se você fizer isso sem o uso de filtro solar.

Retirando as manchas

Especialistas indicam tratamentos com cremes despigmentantes, com hidroquinona, ácido glicólico e ácido azeláico, peelings de agente químico ou físico e até laser na hora de aniquilar a marca marrom característica da situação. Mas ela também pode desaparecer com o uso frequente de protetor solar alto. De qualquer forma, por se tratar de uma reação inflamatória, tais procedimentos devem ser realizados com indicação médica.

Debaixo do guarda-sol

E não se engane: principalmente na praia, com o reflexo do sol na areia ou mesmo o mormaço, o problema pode aparecer até se você manusear o fruto debaixo de uma barraca, com a falsa sensação de não estar exposto. Teve contato com o limão? Lave a área com água abundante e muito sabão.

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