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Mães e filhos

8 maneiras de um pai trabalhar a autoestima da filha na infância

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Entenda como você pode contribuir para que sua filha seja uma mulher forte no futuro Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com o UOL

09/01/2018 04h00

Na construção da autoestima de uma menina, o papel dos pais e de seu ambiente social é fundamental. No momento atual, em que mulheres do mundo todo seguem lutando por reconhecimento e igualdade, o papel do pai pode ser precioso para a confiança das gerações futuras. Veja o que você pode começar a fazer por sua menina desde já.

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Olhe-a como um ser humano

Ela não é apenas a "princesinha do papai", é uma criança com desejos, vontades, necessidades. Reconheça suas habilidades e potencialidades e ajude-a a extrair o melhor de si mesma e se tornar uma adulta confiante para conquistar seu lugar no mundo como pessoa.

Reconheça e trate as mulheres de modo igualitário

Um homem que trata as mulheres com respeito, igualdade e confiança tende a educar meninas mais seguras e com boa autoestima.

Elogiar a personalidade da criança (e não só a aparência)

Não há nada de errado em elogiar a roupa nova ou o penteado da filha quando o contexto da situação ou da conversa for, de fato, a aparência. Quando for algo relacionado a desempenho ou habilidade, ressalte a inteligência e a esperteza. Com isso sua filha vai aprender que suas virtudes vão muito além da aparência. O que não pode é ser algo artificial. 

Não a proíba de fazer algo que VOCÊ (ainda) acredita que é "de menino"

Livre-se de crenças antigas e limitadoras. Não existe brinquedo, cor, esporte ou atividade “de menina” ou “de menino”. Encoraje sua filha a ser curiosa, ativa, aventureira, exploradora.  O foco deve ser estimular a capacidade da criança em fazer o que gosta.

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A relação com o pai é importante para fomentar a autoestima da menina Imagem: Getty Images

Seja um parceiro da mãe dela

A igualdade no modo de tratar as mulheres começa em casa, através de uma divisão justa das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos. Não se trata mais de apenas “ajudar”, mas de compartilhar.

Convide-a para fazer as coisas que você gosta

Você curte assistir futebol, pilotar kart, soltar pipa, brincar com carrinho de controle remoto, jogar videogame? Chame sua filha para compartilhar esses prazeres com você. Ela pode gostar ou não, mas certamente vai se sentir orgulhosa por você querer viver esses momentos com ela.

Entregue-se às brincadeiras dela

Seja o filhinho ou a top model de plantão de sua filha, por que não? Permita que ela lhe dê comida na boca, cuide dos seus machucados, meleque sua cara toda com sombra azul e batom rosa. Você também pode gostar ou não, mas, mais uma vez, o que vale é o momento compartilhado e as risadas.

Ensine-a se defender

Não se trata de orientar a revidar quando ela apanhar de algum amiguinho ou de mostrar como se faz alguns golpes de luta, mas sim de ensiná-la a se impor, a reagir de forma assertiva quando for agredida verbal ou fisicamente, a não abaixar a cabeça porque é uma menina. Ensine-a a reconhecer as situações de vulnerabilidade e a confiar em si mesma.

Fontes: Ana Cássia Maturano, psicóloga clínica e psicopedagoga, de São Paulo (SP); Deborah Moss, neuropsicóloga especialista em comportamento infantil e mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela USP (Universidade de São Paulo), e Salete Arouca, psicóloga do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo (SP)

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