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Mães e filhos

7 razões para deixar seu filho viajar sozinho nas férias; veja dicas úteis

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Criança sozinha em aeroporto, criança embarcando, avião, aeroporto, menor desacompanhado Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

08/01/2018 04h00

A possibilidade de passar alguns dias longe dos filhos, principalmente os menores, costuma causar medo, apreensão, aperto no coração e até uma enorme saudade antecipada. No entanto, permitir que as crianças desfrutem de alguns momentos de férias com avós, parentes ou amigos pode ser uma experiência enriquecedora para toda a família. Duvida? Veja alguns motivos:

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  1. A primeira vantagem é que os filhos podem perceber que eles não precisam ter os pais perto de si a cada segundo para conseguirem se divertir.
  2. A criança se torna mais independente, o que contribui para o fortalecimento do senso de autonomia e segurança.
  3. Se você não conseguiu tirar nem uma mísera semana de folga, por que privar seu filho de momentos de descanso e diversão? Por mais que algumas escolas ofereçam atividades nas férias, a oportunidade de passar alguns dias sendo paparicado pelos avós ou de conhecer lugares novos com alguma família amiga será inesquecível.
  4. Desde que o ambiente seja protegido e organizado por uma rotina, passar alguns dias em um local diferente é uma chance incrível de conviver com outras pessoas e hábitos distintos. A criança vivenciará a experiência de se adequar ao coletivo.
  5. É uma possibilidade de a criança exercitar os conceitos e os valores que ela recebe em casa. É comum que os pais se surpreendam de modo positivo com, por exemplo, o senso de organização e os modos à mesa que seus pimpolhos colocam em prática quando estão longe de seus olhos!
  6. Os pais podem, nesse período, concentrar suas energias na relação adulto-adulto de uma forma muito diferente de quando estão sem os filhos. Acredite, até as conversas mudam! É um momento ótimo para reacender o relacionamento, já que o cotidiano e o corre-corre com as crianças acabam deixando o casal cansado e sem muito tempo para fazer coisas que nutrem a relação.
  7. A folga, a ausência e a saudade acabam servindo para renovar as energias necessárias para que os adultos continuem sendo bons pais. Pais confiantes na tarefa de educar produzem filhos confiantes.

Existe um momento ideal para pemitir? Veja dicas:

Idade

Segundo especialistas, por volta de uns quatro anos de idade a criança já pode viajar sem os pais para a casa dos avós. O importante é que, quando bem pequenas, você confie em quem vai cuidar dela: uma avó, por exemplo, pode dar banho e é uma figura de maior intimidade que uma pessoa estranha. No caso de amiguinhos ou tios, é mais interessante que isso aconteça numa idade em que seu filho já saiba tomar banho sozinho, se limpar, se vestir e comer sem auxílio.

Treinamento

Antes de permitir a viagem, é bom que a criança já tenha passado algum tempo com os tios ou avós sem a presença dos pais. É bom começar com uma tarde, depois uma noite e, eventualmente, um fim de semana.

Rotina

Ela é fundamental em qualquer idade, mas na primeira infância as crianças são mais sensíveis às mudanças: precisam ter hora certa para comer, dormir ou tomar banho, seguem rituais, etc. Cuide para que isso seja minimamente respeitado no destino escolhido, sem esquecer que as férias também são um período de quebrar algumas regrinhas.

Confiança

É preciso levar em consideração o vínculo que seu filho tem com o adulto com quem ela irá viajar. São pessoas que ele está acostumado a ver frequentemente? Ele já ficou sozinho com essas pessoas para que os pais fossem à uma festa ou até por períodos mais curtos, como fazer compras? Levando essas questões em consideração, fica mais fácil decidir o momento em que os filhos estarão prontos para viajar com outros adultos que não seus pais.

Segurança

É imprescindível ressaltar que você deve conhecer (ou se informar bem sobre) o local para onde a criança vai. Se ela não sabe nadar, por exemplo, um espaço com piscina merece atenção redobrada.

Combinados com os cuidadores

Oriente os adultos sobre particularidades e hábitos que precisam ser considerados nessas ocasiões, como medos noturnos, escapes de xixi, restrições alimentares, alergias, uso de medicamentos, etc.

Combinados com a criança

Avise seu filho que se acontecer alguma coisa (um machucado, por exemplo) ou se ele não quiser mais dormir no local, pode ligar sem medo ou vergonha. Por mais que seja preparara, a criança às vezes tem uma intenção e na hora H desiste, algo perfeitamente normal. Por isso, nas primeiras vezes em que a criança for dormir fora é importante que seja na casa de alguém muito conhecido e não muito longe. É importante sempre deixar um telefone de emergência para contato. Também é fundamental que os pais sempre digam para a criança para onde ela está indo e quanto tempo ficará lá. E, óbvio, avisar que vão para saber como vão as coisas.

Preparativos

Chame a criança para fazer a mala com você. Deixe que ela leve o pijama com o qual se sente confortável, o bicho de pelúcia que aclma e coisas do tipo. E mostre também onde ela vai encontrar a escova de dentes, os sapatos de sair, o maiô. Não se esqueça de questões de ordem mais burocrática, como providenciar a certidão de nascimento, uma autorização assinada pelos pais, carteirinha de plano de saúde, etc.

Fontes: Luciana Brites, psicopedagoga e cofundador do Instituto NeuroSaber, em Londrina (PR); Monica Pessanha, psicopedagoga e psicanalista infantil e de adolescentes, de São Paulo (SP), e Patrícia Bader, psicóloga do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo (SP)

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