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Como fazer o bebê dormir? Veja 5 métodos e suas vantagens e desvantagens

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Imagem: Getty Images

Bárbara Therrie

Colaboração para o UOL

05/01/2018 04h00

Cada bebê tem um temperamento próprio e necessidades que devem ser respeitadas, começando pelo sono, que é primordial para o desenvolvimento. A pedido do UOL, duas consultoras do sono infantil apresentam 5 métodos para fazer o bebê dormir:

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Método de carinho 

Esta metodologia de Elizabeth Pantley, autora do livro “Soluções para Noites Sem Choro”, visa a adaptação gradual do bebê. As estratégias baseiam-se em inibir as associações do sono, ou seja, quando a criança associa o sono ao embalo ou à mamada. No caso dos bebês que dormem apenas se forem embalados, a ação deve ser diminuída gradualmente. Já os que têm o hábito de mamar para dormir, a mãe deve retirar gentilmente o mamilo da boca do pequeno quando perceber que ele não está mais mamando com vigor. Não há problema se ele procurar o mamilo e mamar novamente desde que você retire o mamilo quantas vezes forem necessárias para ele entender que não dormirá enquanto mama. Nas duas situações, os pais colocam a criança no berço sonolenta e podem pegá-la no colo se ela chorar.

Vantagens: é considerada uma técnica gentil, carinhosa e suave, pois os cuidadores podem aplicá-la aos poucos, no seu tempo e no do bebê, sem tanta pressão.

Desvantagens: a criança pode demorar bastante tempo para absorver a informação de que o berço é um lugar gostoso para dormir, e não o colo ou o peito.

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Método do choro controlado 

Do pediatra Richard Ferber, neste método o bebê é colocado no berço sonolento, ainda acordado. Os cuidadores só voltam ao quarto se ele chorar forte, esperando de dois a três minutos até aparecer novamente e confortá-lo brevemente, sem a intenção de acalmá-lo ou de fazê-lo parar de chorar. A visita é apenas para mostrar que ele não está sozinho e que é hora de dormir. Faça isso por até um minuto e saia, mesmo que o bebê continue chorando. O processo deve ser repetido sempre que necessário e não é aconselhado dar colo.

Vantagens: alguns pais relatam que, após poucos dias, os bebês não despertam mais e passam a dormir sozinhos.

Desvantagens: dentro da psicologia, esse método é chamado de desamparo aprendido, onde o bebê aprende a dormir porque entende que não será atendido, e não porque dormir é gostoso e agradável. Há relatos de que algumas crianças ficam muito nervosas e inseguras por medo do desamparo.

Método da encantadora dos bebês

A técnica da enfermeira Tracy Hogg, conhecida como encantadora dos bebês, se baseia em ma organização de rotina através de uma sequência que deverá ser seguida durante o dia, representada pela sigla, em inglês, EASY (Eat, mamar/comer; Activity, atividade/brincar; Sleep, dormir e You, você, tempo para mãe).

Nessa metodologia, o bebê mama, brinca e dorme. Se ele chorar, tente acalmá-lo sem tirá-lo do berço. Se necessário, faça a técnica de pegar no colo e colocar no berço, até ele aprender a dormir ali. A tática é chamada de o PU/PD (Pick up e Put down). A criança vai para o colo apenas para se acalmar e depois para a cama. Faça isso até ela dormir.

Vantagens: a ideia de criar uma rotina e um ritual do sono é importante para a criança se sentir segura e ler os sinais de que está chegando a hora de dormir. Os pais poderão se sentir melhor de pegá-la no colo toda vez que ela chorar para tranquilizá-la.

Desvantagens: alguns bebês ficam mais estressados de serem pegos e colocados de volta no berço. O método costuma demorar mais tempo e exige paciência. A autora estabelece uma rotina rígida de horários para mamadas e não leva em conta a orientação da OMS, de manter o aleitamento exclusivo e em livre demanda até o sexto mês, estendido até dois anos ou mais.

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Método da cadeira

A técnica de Kim West ensina a colocar uma cadeira ao lado do berço para o cuidador se sentar, sem conversar até que o bebê durma. Se preciso, faça um ruído repetido (shhhhhh... shhhhh). Você pode até tocá-lo em alguns momentos, mas não o tempo todo, pois o objetivo é dissociar o toque e o colo do sono.

Quando ele acordar, você voltará para a cadeira e dali continuará confortando-o, com menos contato físico e fala. Depois de três noites, a cadeira deverá ser movida para o meio do quarto, Em mais 3 noites, ela deverá ficar na porta. Nessa técnica, o bebê poderá chorar, mas não estará sozinho.

Vantagens: é um método intermediário, pois você fica com a criança no quarto, o que pode ser menos estressante. É muito importante seguir à risca a redução do contato à medida que os dias vão passando para que o bebê aprenda a acalmar-se gradualmente, sem sua presença.

Desvantagens: o bebê só pode vir para o colo caso chore demais. No mais, deverá ser tranquilizado dentro do berço. Outro ponto negativo é que se você ficar tocando e conversando com seu filho, ele continuará dependente de você.

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Método 12 Horas de Sono com 12 Semanas de Vida

A autora do livro “12 Horas de Sono com 12 Semanas de Vida”, Suzy  Giordano, defende que o bebê deve se adaptar à rotina da família, e não o contrário. No caso da amamentação, ela sugere aos pais criar uma rotina de mamadas que terá o seu intervalo aumentado de acordo com a idade do bebê, seja de dia ou à noite. Já se a criança chorar na hora de dormir, os cuidadores devem tentar acalmá-la sem tirá-la do berço, é assim que ela aprenderá a dormir sozinha.

Vantagens: aos poucos, o pequeno vai criando padrões de sono. Isso é importante para que ele tenha momentos de descanso e para os pais organizarem as suas tarefas.

Desvantagens: no início da vida do bebê é a família quem se adapta totalmente à rotina dele, portanto, o inverso é quase impossível. A autora não respeita a fase de exterogestação, em que a criança tem a necessidade dessa aproximação.

Fontes: Denise Gurgel, fisioterapeuta materno infantil e consultora do sono de bebês e crianças formada pela International Maternity and Parenting Institute Califórnia-USA; e Maiana Rappaport, psicóloga, consultora do sono infantil e co-coordenadora da Oficina Soninho Bom: dirigida a gestantes e pais com bebês de 0 a 6 meses.

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