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Mães e filhos

Como decidir quem ficará com seu filho quando a licença-maternidade acabar

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Avalie quais são as circunstâncias que você prioriza para o crescimento do seu filho Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Marina Oliveira

Colaboração com o UOL

03/01/2018 04h00

Um dos momentos mais delicados para a família, depois do parto, é o término da licença-maternidade. Após alguns meses cuidando exclusivamente do bebê, a mulher que trabalha fora precisa deixar o filho sob os cuidados de outra pessoa, mesmo com o coração apertado.

"As mães enfrentam uma situação que envolve demandas de difícil conciliação, entre elas a readaptação ao trabalho, a reorganização das atividades domésticas e das tarefas relacionadas ao bebê. Tudo isso costuma gerar insegurança, estresse e angústia", conta a psicóloga e neuropsicóloga Elaine Di Sarno.

Entre as opções que os pais têm, como contratar uma babá, matricular o filho em um berçário ou deixá-lo aos cuidados dos avós, há muitos fatores a serem levados em conta, o que gera ainda mais dúvida.

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Acalme seu coração e reflita

Aprender a lidar com a insegurança que envolve a ideia de deixar o filho aos cuidados de outra pessoa é o primeiro passo dessa adaptação. Para tornar o processo mais fácil, é bom ter em mente que nenhuma escolha precisa ser definitiva. “Às vezes, é necessário fazer uma experiência de seis meses e, se for preciso mudar, que seja sem culpas. O mais importante é que o bebê fique em um ambiente seguro e sadio, para se desenvolver adequadamente”, explica Ana Agra, pediatra da Emergência da Unidade Criança 24h do Grupo Prontobaby.

A babá segue as suas regras

Ela é uma profissional e, portanto, deve atender às recomendações dos pais de forma estrita. Mas o ideal é que tenha experiência com crianças e, de preferência, que tenha recebido algum tipo de formação na área. “Uma babá com boa formação vai ajudar no desenvolvimento da criança, criando estímulos adequados para a faixa etária. Já as babás despreparadas farão o mínimo possível, só atendendo a criança em suas necessidades básicas”, diz Luiz Otavio Pereira da Cunha, pediatra e professor do curso de Medicina da Uniderp. A babá também tem a vantagem de poder oferecer ajuda extra em viagens ou quando acontece um imprevisto, mesmo fora do horário comercial. Por outro lado, tem um custo mais alto.

Durante a adaptação: se essa for a melhor opção para você, é bom contratar a babá antes do seu retorno, pois ela terá a oportunidade de se habituar à rotina da criança e da casa. Também terá a chance de ver como você cuida e educa, para poder seguir suas orientações e seus exemplos. “No início, você precisa fiscalizar essa pessoa, aparecendo em casa em horários distintos, para observar o comportamento dela com a criança”, alerta Ana Agra.

Os avós oferecem afeto

Eles cuidarão com muito carinho dos netos e certamente não cobrarão nada por isso. No entanto, terão menos pique e provavelmente não oferecerão tantos estímulos à criança. Além disso, há uma tendência de que os avós sejam mais permissivos com os netos do que eram com os filhos, impondo menos regras e limites. 

Durante a adaptação: é muito importante que os pais e os avós entrem em um consenso sobre o que é permitido ou não para a criança, no dia a dia. Se as regras forem diferentes na casa dos avós e na casa dos pais, o pequeno acabará se sentindo confuso e inseguro. Horários de comer e dormir, por exemplo, devem ser fixos e inegociáveis, para que a criança se habitue a uma rotina saudável. “Os avós precisam saber que os cuidados do dia a dia são diferentes dos mimos do final de semana, respeitando as opiniões e regras dos pais. Nesse caso, os avós estarão realizando o papel de cuidadores e precisam tomar cuidado para não oferecerem uma educação divergente dos pais da criança”, lembra Elaine.

O berçário dá os estímulos adequados

O fato de ter vários profissionais capacitados para cuidar das crianças é uma grande vantagem dos berçários ou creches. A opção também costuma ser mais em conta do que contratar uma babá. Além disso, o contato com colegas da mesma faixa etária vai ajudar a criança nos processos de socialização e de desenvolvimento psicomotor. Mas há desvantagens também. Muitos berçários e creches seguem o calendário escolar e entram em férias no início e no meio do ano, quando é preciso encontrar um local para deixar a criança. O contato com outros pequenos acaba deixando seu filho mais exposto a doenças, principalmente as infecções virais. “Mas isso não é de todo ruim, já que essa exposição acaba estimulando o sistema imunológico da criança”, conta Luiz.

Durante a adaptação: observe as reações do bebê. “Considerando que não se pode perguntar a um bebê se ele gostou da creche ou não, é importante ficar atento, por exemplo, a sinais de angústia — como chorar e choramingar —, a expressões faciais de cólera, tristeza e medo, a demonstrações de inibição comportamental, retraimento, problemas de sono, alimentação e adoecimento frequente”, alerta Elaine. 

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