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Do front para a moda: veja 10 peças inspiradas nos uniformes de guerra

Marcelo Testoni

do UOL, em São Paulo

03/01/2018 04h00

Óculos de sol, galochas, bermudas e jaquetas utilitárias. Peças que você certamente tem no seu guarda-roupa foram originalmente criadas para garantir a sobrevivência dos soldados nos campos de guerra. Mais tarde, ganharam as ruas e viraram moda.

Conheça 10 delas: 

1- Camiseta listrada

 

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Em 1940, ainda no comecinho da Segunda Guerra (1939-1945), a União Soviética decidiu lançar regatas e malhas de manga longa e listradas como parte do uniforme dos oficiais. As peças eram usadas por baixo de macacões ou casacos com decote em V e serviam para diferenciar aliados de inimigos. As de cor branca e listras azuis viraram símbolo da marinha, enquanto as verdes eram usadas pelos exércitos em terra. Com o fim da guerra, se popularizaram pelo mundo.

2- Boina

 

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Quando esse acessório surgiu, no final do século 19, era usado somente na cor azul escura e por militares que patrulhavam os Alpes Franceses. Depois, com a Segunda Guerra, foi adotada na cor preta pelos nazistas e combatentes de tanques blindados que reclamavam do uso de gorros dentro de veículos fechados e quentes. Porém, quem mais difundiu a tendência foi o guerrilheiro Che Guevara, principalmente entre os jovens da América Latina.

3- Bolsa carteiro

 

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Sua origem remonta à Inglaterra, quando em 1882 começou a ser usada por mensageiros e, na sequência, por aviadores da Primeira Guerra. O modelo mais comum era feito de lona e possuía uma alça transversal que cruzava o tórax. Por serem grandes, guardavam todo tipo de correspondência, mas também mapas e máscaras contra gás dos soldados. Já os civis das zonas de conflito viram nelas um meio de despachar suas crianças escondidas dentro de trens.

4- Óculos aviador

As máscaras de voo usadas na Primeira Guerra tornaram-se ultrapassadas com a chegada da Segunda. Além de serem pesadas e desconfortáveis, não protegiam adequadamente o rosto dos aviadores, que retornavam para casa cegos ou com severas queimaduras de sol. Foi então que as Forças Armadas dos EUA, em parceria com a empresa italiana de acessórios Ray-Ban, desenvolveu esses óculos escuros com armação fininha e lentes degradê para proteger, mas também facilitar a visão.

5- Macacão

 

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Também fruto da Segunda Guerra, essa roupa surgiu para proteger os paraquedistas que saltavam de alturas congelantes e precisavam de proteção durante os bombardeios. Longe de parecer uma jardineira (com suspensórios), era fechada na gola e nos punhos, revestida com forro térmico e abotoada na parte frontal. Por ter botões, a peça foi bem aceita por mecânicos, que precisavam de praticidade, e mais tarde copiada pelas marcas de roupas infantis.

6- Sobretudo

As esposas dos veteranos é que resgataram esse casacão de trincheira (trenchcoat) para dentro dos guarda-roupas. Projetada pelos ingleses para proteger o corpo, do pescoço até os joelhos, a peça foi usada pelos soldados de linha de frente contra balas e estilhaços de bombas e para guardar em seus bolsos internos munição, granadas e espadas. Após a Primeira Guerra, ganhou as ruas como capa de chuva e depois traje de inverno.

7- Galochas

 

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As versões impermeáveis, de borracha, começaram a ser produzidas em 1852 e não demoraram muito para serem usadas nas trincheiras alagadas da Primeira Guerra. Mais de 2 milhões de pares foram comprados pelo Exército Britânico e na União Soviética ficaram conhecidas como as “botas do socialismo”. Quando a paz voltou a reinar, os cidadãos comuns perceberam que era uma boa usá-las para manter os pés secos em dias chuvosos.

8- Cinto com fivela

 

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O primeiro protótipo foi elaborado em 1878 pelo general britânico Sam Browne, que perdeu uma das mãos em combate na Índia. Após o episódio, Browne se viu impedido de ajustar as próprias calças em campo de batalha e teve a ideia de amarrar uma alça ajustável com fivela ao redor dos quadris. A engenhoca fez tanto sucesso que atravessou o século 19 e durante a Primeira Guerra foi adotada pelos fuzileiros norte-americanos. 

9- Jaqueta

Com o surgimento dos primeiros aviões militares, no começo do século 20, foi preciso criar também roupas práticas e confortáveis para os aviadores conseguirem se movimentar dentro das cabines. Foi então que os estilistas da época encurtaram o tamanho dos casacos e passaram a confeccioná-los em couro, que era mais ajustável e resistente que lã e pele. Mais tarde, nos anos 40, a jaqueta se atualizou com a aplicação de zíperes, ombreiras e bolsos frontais. 

10- Bermuda cargo

 

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Surgiu durante a Segunda Guerra como substituta das calças compridas, que eram muito quentes e impediam os soldados de realizarem atividades ao ar livre nos desertos do Oriente Médio. O tecido grosso e o comprimento na altura da canela permitiam aos homens dobrarem as pernas no chão sem machucarem os joelhos. Já os bolsos grandes nas laterais abrigavam binóculos, bússolas e cantis d’água. Hoje, fazem sucesso principalmente entre os skatistas.

Fontes: Livros A Moda do Século 20, de Valerie Mendes e Amy de La Haye; A Missão da Roupa, de Mamede de Alcântara, e site Victoria and Albert Museum.

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