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Padrastos e madrastas "só amor": enteados falam sobre ótimas relações

Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

25/12/2017 04h00

A figura do padrasto e da madrasta é, historicamente, carregada de estereótipos ruins. Nos contos de fadas, ao menos na maioria deles, esses personagens são malvados e chegam para fazer mal para o mocinho da vez. Mas na vida real nem sempre é assim e histórias bonitas podem surgir das relações que acontecem após a separação de um casal com filhos.

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A seguir, contamos casos de sucesso de pessoas que assumiram uma posição importante na vida de seus enteados.

Das formaturas para o caminho do altar

Arquivo pessoal
Rayane e o padrasto Rômulo prestes a entrar na igreja no dia do casamento Imagem: Arquivo pessoal

Quando o casamento dos pais de Rayane Carvalho, 28, acabou, ela tinha apenas 6 anos. Filha do meio com mais dois irmãos, Renata e Alípio, ela conta que no início do relacionamento da mãe, Janea, com Rômulo, sentia ciúme, achava entranho, mas ele não frequentava a casa da família.

"O namoro começou um ano e meio depois da separação. E demorou para o Rômulo começar a conviver com a gente. A primeira vez que dormiu em casa foi porque eu estava passando mal, fiquei internada e ele ficou para ajudar a minha mãe. A partir daí, como ele morava no Rio [de Janeiro] e nós em Resende (RJ), passou a ficar todos os finais de semana conosco."

A relação estreitou com o passar do tempo e Rayane virou o "xodozinho" do namorado da mãe. Mas não só ela. Por conta do afastamento do pai biológico, o padrasto passou a ajudar com as despesas de educação dos filhos de Janea: colégio, cursos de inglês, faculdade...

"Quando me formei na escola e na faculdade, levei o Rômulo para dançar a valsa comigo. No término que tive com meu marido, quando éramos namorados, chorei no colo dele. Sempre me deu o maior apoio."

O relacionamento de Janea e Rômulo já dura 20 anos. E no ano passado, quando Rayane e Zé decidiram se casar, o padrasto entrou em cena mais uma vez.

"Inicialmente ele disse que ia apenas ajudar, mas pagou tudo, fez tudo que a gente queria. E na hora de decidir quem ia entrar comigo na igreja, não tive dúvidas, era ele: me criou, me deu tudo e tem muita influência na pessoa que eu me tornei. Ele é um pai para mim."

Apresentadas como mãe e filha

Arquivo pessoal
Carla e a enteada Janinne se apresentam como mãe e filha Imagem: Arquivo pessoal

Janinne Rodrigues, 19, perdeu a mãe antes de completar 2 anos. Depois disso, foi criada pelos avós até os 12 anos, quando ambos morreram. A irmã de Janinne era como uma mãe para ela, morava na mesma casa com os avós, tinham uma relação muito próxima. Mas diante da situação, a guarda ficou com o pai, Cedimar, e a menina, na época com 14 anos, foi morar com ele e a mulher, Carla.

"Eu já a conhecia e, na verdade, nunca tive ciúmes ou esses problemas que todo mundo fala das madrastas. Meu pai sempre foi muito sozinho, então eu sabia que a relação com ela faria bem. Para mim, foi muito bom ir morar com eles, me deu uma estrutura familiar que nunca tive."

Janinne conta que elas têm uma ótima relação e recebe muito apoio da madrasta. "Apresento como minha mãe, até porque é mais fácil do que explicar essa história toda, né? Mas conversamos sobre tudo, sinto segurança, estabilidade, sou muito feliz com eles dois."

O padrasto amigo que realizou sonhos

Os pais de Carol Cotes, 19, foram casados por 15 anos. Quando a mãe dela, Claudia, começou a namorar Arthur, a estudante de jornalismo percebeu que ela e o irmão, Vitor, haviam tirado a sorte grande.

"Ele é maravilhoso e, acima de tudo, sabe e respeita a prioridade da minha mãe, que somos nós, os filhos. Nunca ultrapassou limites ou se meteu na nossa vida. Sempre deu apoio nos momentos de crise e quando quis dar um conselho, até permissão pediu para isso."

O namoro de Claudia e Arthur já dura sete anos e, embora não morem juntos, Carol o considera como um padrasto. "Viajamos muito juntos, conhecemos vários países --coisa que não fazíamos antes da separação dos meus pais-- e isso é muito legal. Realizamos muitos sonhos com ele."

Se depender da estudante, o relacionamento da mãe vai durar para sempre. "Eu tinha 12 anos quando eles começaram. É um homem muito importante na minha criação, faz parte de quem eu sou. Tenho muito carinho pelo Arthur."

Família unida e um padrasto "paizão"

Arquivo pessoal
Quando Giulia estava grávida, Weverton matou o desejo e fez uma receita adorada pela enteada: pão de cebola Imagem: Arquivo pessoal

Depois de mais de 17 anos do divórcio dos pais de Giulia Vinand, 27, as famílias convivem bem entre si, com padrasto, madrasta, filhos de outro casamento... Moram um ao lado do outro e compartilham churrascos, café da tarde e comemorações. A história toda resultou em três irmãos para Giulia e um segundo pai: Weverton.
 
"Eu tinha entre 9 e 10 anos quando meus pais se separaram e no mesmo ano o Weverton foi morar com a gente. Criamos uma relação muito próxima e parceira."
 
Com o passar dos anos, o novo marido da mãe ganhou fama de puxa-saco de Giulia. E hoje, com a filha Rebeca, de oito meses, é o "avô mais babão do mundo". 
 
"Ele esteve presente em todos os principais momentos da minha vida e soube junto com a minha mãe, como meu primeiro emprego ou o pedido de namoro do primeiro namorado, que se tornou meu marido".
 
Para Giulia, Weverton é um "paizão". "Tudo que eu preciso, é para ele que peço socorro. E está sempre por perto." 

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