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Está na fossa? Aceite o momento ruim e veja como encarar e sair do problema

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Tentar ver que há uma "luz no fim do túnel" ajuda a encarar a crise como passageira Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Veridiana Mercatelli

Colaboração para o UOL

25/12/2017 04h00

Muitas vezes, uma grande mudança de vida é impulsionada por uma crise daquelas. O término de um relacionamento, uma demissão, a doença de alguém querido, uma notícia inesperada. É aquele momento em que parece que alguém te empurrou no trilho, na frente do trem, e agora só resta esperar ser atingido.

“Nem todas as pessoas têm a mesma postura, mas eventos adversos, inesperados, são condições que vão gerar dor, desespero, porém, podem ser o início de mudanças que, até então, nunca foram pensadas”, diz Jordyanne Pereira, psicóloga e coach.

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No fundo do poço. Será?

A capacidade de enfrentar uma crise, fazendo com que surja dela alguma coisa, vai depender do quanto a pessoa tem desenvolvida suas forças pessoais, como coragem, resiliência, flexibilidade e perseverança. Há quem tenha a sensação de que não há mais saída. “Isso acontece porque a mudança ainda é muito desconfortável ou ameaçadora para algumas pessoas. Elas deixam de perceber ou intuir evidências da mudança e nem conseguem enxergar novos cenários para sua evolução”, afirma Elisa Rosa Próspero, especialista em Psicologia Social e do Trabalho.

Acredite: é passageiro!

Até os mais positivos dos mortais podem ser pegos pelo baque do “e agora?”. “Nesse momento inicial, de desespero, é esperada a sensação de essa crise ter se aprofundado. Mas isso só acontece se esse momento inicial for estendido e não der espaço para a procura de uma melhora”, alerta a psicóloga Daniela Pupo. O primeiro passo, segundo a especialista, é aceitar o momento ruim. A partir daí, buscar possíveis soluções. Ver a “luz no fim do túnel” vai ajudar a encarar o problema como passageiro.

Bateu o desespero?

Respire. Tentar resolver tudo sozinho, por orgulho ou porque não quer “atrapalhar” outras pessoas, não é a melhor solução. “Peça ajuda. Pode ser de um profissional, amigos ou familiares. É uma forma de começar a enxergar novas possibilidade em meio ao caos”, lembra Jordyanne. Não é esperar que outras pessoas resolvam por você, mas com apoio, tudo fica mais fácil. E fique atento às suas atitudes. “Enquanto você se perceber como vítima de uma situação, não vai poder fazer nada, apenas se lamentar. Ao assumir a responsabilidade por seu próprio bem-estar, as coisas começarão a melhorar”, fala a psicóloga Magele Valdo.

Colando os cacos

Em geral, o fim de um relacionamento chega aos poucos. É um meio de se preparar para a mudança iminente? Claro que é, mas não deixa de ser doloroso quando a coisa, de fato, acontece. “Permita-se entrar em contato com os seus sentimentos. Viva o ‘luto’ do fim dessa relação por alguns dias ou até meses”, indica Magele. E ela completa: “Depois, invista em você. Faça cursos que nunca imaginaria fazer, atividade física, cuide de sua saúde. Não tenha pressa de encontrar outra pessoa ou retomar o círculo de amigos de antes, pois a chance de se sentir um peixe fora d’água é grande”.

É possível se preparar antes de cair no buraco?

A gente não pode controlar tudo o que acontece, mas dá para minimizar estragos. É importante ter a consciência de que as transformações fazem parte da vida e da evolução humana. “A melhor preparação para uma mudança é a vivência de cada uma das quais você já viveu. Certas vezes, planejamos algumas mudanças, outras vezes somos surpreendidos por elas. O importante é que, sendo boas ou não, possamos nos conhecer cada vez melhor. Desta maneira, quando passarmos por uma nova crise, saberemos melhor o que pode ser feito”, diz Daniela Pupo.

Aproveite a fase boa!

Conseguiu correr para um caminho diferente e não foi atropelado pelo trem? Nada de sentir culpa por estar vivendo uma boa fase. “Muitas vezes, não aproveitamos uma fase boa porque muitos amigos ou o companheiro não estão em seus melhores momentos, porque o país está uma droga, porque o planeta vai de mal a pior. Pode parecer exagero, mas não é. Aproveite sua fase boa para impactar positivamente o mundo, começando pelas pessoas ao seu redor”, sugere Magele Valdo.

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