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6 motivos que explicam como Roberto Carlos continua encantando as mulheres

Divulgação/Rede Globo
Roberto Carlos no Especial de Fim de Ano Imagem: Divulgação/Rede Globo

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

22/12/2017 04h00

Desde 1974, o "Roberto Carlos Especial" é um programa de TV onipresente nas festividades de fim de ano das famílias brasileiras. A atração só não foi exibida em 1999, devido ao agravamento da doença de Maria Rita, mulher do cantor, que morreu em dezembro daquele ano. Até quem não curte o “Rei” sabe que o show -- que vai ao ar nesta sexta -- faz parte da cultura popular e não pode negar que ele é um dos maiores artistas brasileiros vivos, cujas músicas românticas atraem fãs das mais diversas gerações.

Mas qual seria o segredo do sucesso de Roberto Carlos? À parte o carisma, que é um atributo difícil de explicar, algumas possibilidades podem justificar as emoções que -- quer você queira, quer não -- ele desperta no público:

Ele canta o amor idealizado

Ou seja, aquele que no fundo a maior parte das pessoas espera que aconteça na vida e que preencha todas as necessidades e carências delas. Um amor sob medida para satisfazer os anseios mais profundos. RC sabe que, de alguma forma, para sentir o amor é necessário um pouco de idealização, de tirar os pés do chão sob certas circunstâncias. A realidade tal qual ela é, nua e crua, o tempo todo, seria insuportável.

Ele combina romantismo e erotismo

Este talvez seja o maior trunfo de Roberto Carlos: ele fala do afeto estilo “água-com-açúcar”, sim, mas também trata do amor carnal. Muitas de suas canções clássicas, em especial as dos anos 1970 (época em que os motéis começaram a se proliferar no Brasil), falam do êxtase do sexo e da parte “carnal” dos relacionamentos. RC personifica a combinação perfeita entre desejo romântico e erótico, entre o lado delicado e “tórrido” do amor.

Ele encarna o papel de “o cara”

Ao cantar com voz mansa, quase ao pé do ouvido, RC interpreta principalmente o que a maior parte das mulheres gostaria de ouvir de um homem. O estilo de se vestir, a postura sedutora e a aura de mistério que cultivou ao longo da carreira contribui para a imagem de “príncipe encantado” -- quando ele inclina o microfone para interpretar a parte mais dramática das músicas, ninguém sequer pensa que RC tem quase 80 anos (ele fará 77 em abril)! Além disso, o cantor olha fixamente nos olhos das pessoas, joga rosas para o público e se dirige à plateia como se estivesse sussurrando para cada fã em particular.

Ele mexe com a memória afetiva

As avós curtiam Roberto Carlos e conservam lembranças gostosas dos tempos de Jovem Guarda. As mães aprenderam a gostar também e é possível que algumas filhas curtam por “herança”. Embora tenha um público predominantemente feminino, não seria um erro arriscar que a maioria dos brasileiros, em qualquer canto do Brasil, tem na ponta da língua pelo menos uma música do “Rei” -- ainda mais se levarmos em conta que várias de suas canções embalaram o romance de personagens de novelas, outra grande paixão nacional. E, se pensarmos que o "Roberto Carlos Especial" sempre vai ao ar antes do Natal, época em que as pessoas se reúnem e se deixam levar pelas emoções, o repertório afeta a nossa lembranças nos faz voltar a uma fase da vida repleta de sentimentos importantes. E esses “hábitos” que ficaram registrados na memória podem ser passados de geração para geração.

Ele aposta na simplicidade

RC atinge todas as faixas etárias e classes sociais. Suas músicas têm letras atemporais e simples, capazes de serem compreendidas por qualquer pessoa. Ele vai direto ao ponto e fala de elementos universais como amor, sexo, paixão, traição, dor, separação, saudade. Todo mundo pode encontrar uma canção do Roberto para chamar de sua em algum momento da vida.

Ele alimenta esperanças

Roberto Carlos canta o que as pessoas gostariam de viver, esperam viver ainda ou já viveram e precisam reviver, nem que seja somente via lembranças. Ele canta para elaborar as perdas e a dor do amor que acabou, mas que, quem sabe, pode ressurgir um dia. A esperança, mesmo nas adversidades, e até mesmo a resignação de conviver com a saudade trazem alento ao público. Trata-se de um romantismo desvalorizado pelo pragmatismo da vida moderna e até meio fora de moda, mas que volta à cena por meio de suas músicas.

 

Fontes: Carmen Cerqueira Cesar, psicoterapeuta e terapeuta de casais, de São Paulo (SP); Mônica Bayeh, psicóloga clínica e psicoterapeuta, do Rio de Janeiro (RJ), e Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, de São Paulo (SP).

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