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"Depressão" ou melancolia de fim de ano é comum; saiba como aliviar

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Tristeza no encerramento do ano é normal, mas pode ser amenizada Imagem: iStock

Gabriela Guimarães e Rita Trevisan

Colaboração para o UOL

22/12/2017 04h00

Enquanto algumas pessoas ficam eufóricas com a possibilidade de terminar um ciclo e inaugurar um novo período, cheio de possibilidades, há quem receba a época das festas e o fim de ano com uma certa melancolia. E esse tipo de sensação é mais comum do que se imagina, segundo os especialistas. Ela está relacionada, principalmente, ao balanço pessoal que é feito na fase, quando cada um tenta descobrir o quanto avançou em relação às metas estabelecidas. O que resulta dessa reflexão é o que nos faz sentir mais ou menos pressionados, mais ou menos tristes ou melancólicos.

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O final de ano também traz consigo a memória de outras festas, vividas na companhia de familiares ou amigos que se foram, ou bem aproveitadas em uma situação mais favorável, inclusive financeira. É o momento em que muitos dizem: “É o primeiro Natal sem o meu pai” ou “Mais um ano sem conseguir comprar uma casa melhor”.

Estresse agrava o quadro

Para piorar, a verdadeira maratona atrás de presentes, preparativos e as inúmeras confraternizações – muitas delas reunindo pessoas com as quais não temos um vínculo real -- aumenta o nível de estresse no período, em até 75%, segundo dados da International Stress Management Association (ISMA Brasil).

Outro fator que pesa, e que pode agravar a insatisfação e a frustração, é a preocupação com a vida financeira, já que é comum gastar sem planejamento nos últimos meses do ano.

Amenize os sintomas

Embora todos esses sentimentos, juntos e misturados, possam deixar qualquer um cabisbaixo e sem vontade de brindar coisa alguma, os especialistas não acreditam que se trate de um tipo de depressão específico. Isso porque não há nada de patológico nesse estado de melancolia, que tende a passar assim que o ano novo engrena, de fato. Ainda assim, é possível adotar algumas estratégias para atravessar o período sem tanto sofrimento. Confira, a seguir, algumas orientações dos psicólogos:

Aceite o seu estado de espírito

Não se sinta na obrigação de parecer feliz e satisfeito em todos os lugares aonde vai, só porque a época é festiva. Se dê o direito de ficar mais reservado e aproveite a fase para um exercício de autoconhecimento. Encare as suas frustrações e tente entender porque elas estão ali. Se o coração apertar demais, chore, pois isso vai aliviar a pressão.

Avalie não apenas os resultados, mas o esforço feito

No tradicional balanço de fim de ano, considere que muitos fatores interferiram sobre os resultados que você obteve em sua vida pessoal e profissional e tente enxergar o empenho que colocou em cada objetivo. Será que você não fez o melhor que poderia ter feito, considerando a situação em que estava inserido e os recursos que tinha naquele momento? Também vale a pena colocar na conta as lições aprendidas com o que não deu certo. Afinal, são elas que vão levá-lo a um patamar mais elevado, lá na frente.  

Não fique preso ao passado

É saudável lembrar bons momentos e até sentir saudade deles. Mas tenha em mente que, a cada dia, você tem novas oportunidades de ser feliz ao lado das pessoas que ama, de se realizar, de buscar os seus sonhos. Ou, em outras palavras, de construir novos bons momentos, para eternizar na memória.

Cultive as amizades que têm um significado especial

Você não precisa passar mais tempo do que o necessário com familiares ou amigos com os quais não têm quase nada em comum. Dê prioridade, na sua agenda, às pessoas que realmente fazem com que você se sinta melhor, aquelas que você pode deixar de ver por meses e que, quando encontra, sempre pode tratar com intimidade, sem a preocupação de ter que agradar.

Transforme frustração em motivação

Em vez de ficar se culpando pelo que não rolou – o que é improdutivo – pense no que pode fazer diferente para bater suas metas no ano que vem. E agradeça pelo que avançou neste ano, mesmo que ele tenha deixado muito a desejar.

Cuide mais de você

Não permita que os compromissos dessa época afastem você dos cuidados consigo mesmo. Procure dormir bem, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios, relaxar, ouvir boa música e se dedicar aos seus hobbies. Assim, vai ficar mais fácil voltar a sorrir e a fazer planos para o ano que vem aí.

Sinal de alerta

Se a tristeza se prolongar por meses, tornando-se um estado permanente, o melhor a fazer é procurar apoio profissional, de um médico ou psicoterapeuta. Quando a melancolia leva ao isolamento total e rouba a vontade de viver e de desempenhar até mesmo as atividades que antes pareciam prazerosas, é preciso investigar. O agravamento desse quadro pode levar a doenças mais sérias, como a síndrome do pânico, os transtornos de ansiedade e até mesmo a depressão. 

Fontes: André de Martini, psicólogo e psicanalista. Christiane Junqueira Revoltino Moreira, psicóloga clínica e neuropsicóloga.

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