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14 coisas que não imaginávamos que ainda estariam acontecendo em pleno 2017

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Agressão no BBB, racismo e assédio no transporte público marcaram 2017 Imagem: UOL

Helena Bertho

do UOL

22/12/2017 04h00

Que ano! Se 2017 teve muita mulher inspiradora e foi, definitivamente, o ano das mulheres, também foi um ano intenso e repleto de coisas que deveriam ter ficado no passado.

Machismo, homofobia, violência, extremismo e um bom tanto de falta de bom senso também marcaram presença. Aqui, fazemos uma retrospectiva das 14 coisas inaceitáveis que aconteceram em pleno 2017.

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Reprodução/Gshow
Imagem: Reprodução/Gshow
1. Agressão ao vivo na TV

Quem não se lembra do momento do BBB em que Marcos agrediu Emily, sua namorada? Apesar de todo o avanço do debate em torno da questão da violência contra a mulher, ele ainda achou que seria OK encurralar e ameaçá-la ao vivo diante das câmeras. Ainda bem que a Globo ouviu as mulheres e optou por expulsá-lo da casa.

2. Agressor quase ganhando reality show

Mesmo assim, a Rercord achou que trazer o agressor para outro reality show seria uma boa ideia. E não só Marcos foi para o programa A Fazenda, como ficou entre os favoritos do público. O que talvez diga algo sobre a mentalidade do brasileiro em relação à violência contra a mulher.

3. Presidente dizendo que mulher deve cuidar da casa

O presidente Michel Temer disse que ninguém é mais capaz do que as mulheres para "indicar desajustes nos preços do supermercado" e "detectar flutuações econômicas, pelo orçamento doméstico". Ele ainda afirmou que, com o crescimento da economia, a mulher terá mais oportunidades "além de cuidar dos afazeres domésticos". Poxa, já passou da hora de entender que o lugar delas não é em casa e que as tarefas domésticas são responsabilidade de homens e mulheres.

4. Ejaculação no ônibus

Já era de se esperar que os homens tivessem entendido que o sexo só deve ser feito com consentimento da outra pessoa, mas pelo visto não. Em setembro, um homem ejaculou em uma mulher dentro de um ônibus em São Paulo e, para piorar, ele ainda foi solto por um juiz que alegou não ter ocorrido crime sexual.

5. Estupro no Uber

Se no ônibus a mulher não está segura, seria de se imaginar que em carros particulares tudo seria mais tranquilo. Mas a escritora Clara Averbuck mostrou que não: ela denunciou ter sofrido um estupro dentro de um Uber, dando início a um enorme movimento de relatos de outros casos de assédio sofridos por mulheres em transportes por aplicativo. Até as motoristas mulheres contaram abusos sofridos

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram
6. Ataques racistas

Taís Araújo, Titi (filha de Gio Eebank e Gagliasso), Ludmilla e muitas outras e outros negros foram alvo de racismo em 2017. Principalmente nas redes sociais, não faltaram comentários preconceituosos. E teve até gente dizendo que racismo é doença, mas vale lembrar que não é, não.

7. Projeto de Lei para proibir aborto em casos de estupro

Enquanto a descriminalização total do aborto é considerada uma questão de direitos humanos pela ONU, aqui no Brasil as mulheres têm que lidar com um Projeto de Lei que quer reverter as poucas conquistas que já aconteceram no tema: o PL 181 quer mudar a constituição para proteger a vida desde a sua concepção, o que pode significar o fim do aborto legal em casos de estupro, anencefalia ou risco à vida da mãe.

8. Mulher assassinada na viatura de polícia

Laís Andrade denunciou seu ex-companheiro por ter instalado uma câmera em seu banheiro. Os dois foram levados para dar depoimento na cidade vizinha na mesma viatura e, dentro do veículo, ele a assassinou. Tudo nessa história parece errado.

9. Cura gay

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho autorizou psicólogos a atenderem pacientes que busquem terapia para mudar sua orientação sexual. A limiar, que causou polêmica em setembro, foi tornada definitiva em dezembro, abrindo precedente para aplicação de terapias de reversão sexual.

10. Censura a manifestações artísticas

Em Porto Alegre, a exposição Queermuseu foi cancelada após protestos que diziam se tratar de incentivo "à pedofilia, zoofilia e contra os bons costumes". Logo depois, em São Paulo, uma performance de um artista nu foi alvo de protestos, pedindo que fosse proibida. Ambos os casos levantaram o debate sobre o papel da arte e a censura.

Lucas Lima/UOL
Imagem: Lucas Lima/UOL
11. Juiz questionando reputação de mulher atacada

Depois de sofrer ataques virtuais, Fernanda Young processou seu agressor. Levou dois anos, mas a sentença finalmente saiu e ela ganhou. O detalhe é que o juiz achou que a sentença seria um bom espaço para dar uma "lição de mora" na atriz: ele justificou o valor da indenização dizendo que ela tem "reputação elástica" e "devia se dar mais ao respeito". Mais uma vez, uma mulher sendo culpada pela violência que sofre.

12. Deputada sendo chamada de gostosa na plenária

Em uma sessão da Câmara em agosto, para votar a denúncia contra o presidente Temer, quando Rodrigo Maia chamou pela deputada Shéridan Oliveira, alguém ao seu lado a chamou de "gostosa". Ela entrou com pedido de investigação para descobrir quem fez o comentário. "Existe assédio em todo lugar e não podemos nos calar", disse ela.

13. Campanha publicitária chamando mulher de louca

Se feminismo foi a palavra do ano, teve agência de publicidade que não prestou atenção no movimento das mulheres. Em junho, a marca de chocolate Snickers lançou uma campanha com embalagens com adjetivos como "reclamona", "lesada" e "mimimi". Nas redes sociais, mulheres manifestaram a indignação com a ação, considerada machista por reforçar estereótipos negativos associados à mulher. 

Reprodução/Instagram.com/belagil
Imagem: Reprodução/Instagram.com/belagil
14. Polêmica por causa de mãe amamentando

Não há nada mais natural do que um bebê mamando no peito da mãe. Apesar disso, 2017 foi palco de uma polêmica por uma mãe postar foto dando de mamar ao seu filho. A mãe do caso foi Bela Gil, alvo de julgamentos e comentários raivosos, que diziam ter nojo da imagem. Como se os comentaristas um dia não tivessem mamado nos seios de suas mães também.

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