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Mães e filhos

Escola de meio-período ou período integral: o que é melhor para seu filho?

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Veja o que é preciso levar em conta ao tomar esta decisão Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Carolina Prado

Colaboração com o UOL

18/12/2017 04h00

A decisão de matricular um filho pequeno na creche ou na escola, em geral, provoca uma certa angústia nos pais. Além da mudança na rotina da família e da ansiedade gerada pela separação, somam-se, ainda, dúvidas do tipo: “Será que meu filho terá problemas futuramente se ficar na escola ou na creche em período integral?”. A seguir, especialistas esclarecem essa e outras questões comuns sobre o assunto.

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Vantagens e desvantagens do meio-período

Os educadores afirmam que a idade ideal para a criança entrar na creche é por volta dos 6 meses, já que, antes disso, o bebê deve ser mantido, sempre que possível, em amamentação exclusiva. Mas é importante considerar as necessidades e as condições dos pais. “O meio-período é indicado para a criança que pode conviver com a família de manhã ou à tarde. Porém, vale saber que, desde bebê, ela pode receber os cuidados e os estímulos necessários ao seu processo de desenvolvimento, na escola”, diz Maria Helena Costa, diretora da Educação Infantil e Período Complementar do Colégio Vértice.

Segundo a especialista, a grande vantagem do meio-período para a criança é poder usufruir do espaço doméstico, que geralmente oferece uma rotina mais flexível. Isso sem falar da proximidade com a família. “A desvantagem, porém, é que as possibilidades de aquisição de competências e habilidades são menores, por haver menor intenção, em casa, de realizar tal processo”, completa.

Prós e contras do integral

Ter uma criança matriculada no período integral é uma boa opção para os pais que trabalham fora. “Eles saberão que o filho estará em um lugar seguro e adequado para a idade”, conta a pedagoga Viviane Alves. Por isso, é importante que, ao escolher a instituição, os pais fiquem atentos à programação oferecida, além de observar a estrutura física da escola. As atividades devem ser diversificadas e prazerosas. Nessas condições, a criança, depois de integrada à rotina, poderá ganhar mais autonomia. O convívio com outros colegas, na escola, também facilitará o processo de socialização.

Por outro lado, é preciso atentar à qualidade dos vínculos estabelecidos com a criança que passa o dia todo longe de casa. Os educadores afirmam que a quantidade de tempo não importa tanto quanto a atenção, os cuidados e o carinho dispensados ao filho nos momentos em que estão juntos. “A escola, mesmo em tempo integral, não supre ou substitui a relação de afeto que deve existir entre a criança e a família. É importante que os pais deem toda a atenção necessária aos seus filhos ao chegarem em casa”, diz Ludmila Schulz, professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Celso Lisboa.

Cuidado nunca é demais

A criança que fica em tempo integral na escola tem necessidades um pouco diferentes daquela que permanece por meio-período. Como passa mais tempo na instituição, pede cuidados maiores com alimentação, higiene e até hábitos que ela possa, eventualmente, trazer para casa.  “Confie, mas vigie”, alerta a pedagoga Andrea Deis. Veja algumas orientações a respeito:

  • Observe o comportamento da criança: ela chora muito ao entrar na escola? Quando sai, continua triste? Pede insistentemente para ficar em casa? Ao notar algumas dessas reações, vale conversar com os professores para tentar entender o que está acontecendo com ela na escola.
  • É importante avisar os professores se seu filho tem alguma restrição alimentar, alergia, problema de saúde, bem como avisar a equipe da escola ou da creche a respeito das preferências dele na hora de dormir, de se alimentar etc. Afinal, você não conseguirá acompanhar tudo o que ele faz durante o dia.
  • Fique atento a hábitos, vocabulário e comportamentos da criança que, antes, não eram comuns. Se, por acaso, notar algo inconveniente, o melhor a fazer é comunicar a direção da escola.

Atenção com os bebês

De acordo com os especialistas, não existe prejuízo emocional para os bebês que ficam longe dos pais o dia inteiro. Porém, se eles não receberem os estímulos necessários, o desenvolvimento pode ser afetado. “Caso a relação entre adulto e bebê se restrinja aos cuidados básicos, a criança poderá ter seu desenvolvimento inibido”, diz Patrícia Adamo, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I do Colégio Salesiano Santa Teresinha.

Independentemente de quem cuida da criança, o importante é que ela interaja com as pessoas e até com os objetos que estão ao seu redor. Todos os dias, é fundamental que conversem com o bebê, que ele esteja exposto a barulhos, movimentos e cores. “Daí a importância de os pais se informarem sobre a proposta pedagógica do berçário, bem como sobre a qualificação da pessoa que cuidará da criança em sala de aula ou mesmo em casa”, explica a pedagoga.

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