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Mães e filhos

Pais de gêmeos - e múltiplos - contam os perrengues de criar vários bebês

Gabriela Guimarães

Colaboração para o UOL

14/12/2017 04h00

Cuidar de apenas uma criança já é, muitas vezes, um perrengue. Imagina de duas (ou três!) que nasceram juntas? É preciso ter disposição e bom humor para encarar a rotina com gêmeos. Veja a história de pais que relatam os maiores apertos que já passaram ao cuidar de seus múltiplos filhos.

Rotina agitada

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
“Normalmente, saímos (meu marido e eu) de casa às 7h com eles. Deixo-os na escola e minha mãe e minha tia buscam. Eu chego para buscá-los por volta das 21h. Muitas vezes, meu marido ainda não chegou. Mesmo assim, preciso ir embora com eles, pois quando chego em casa, todos os dias lavo e passo roupa, porque são muitas por dias. A garagem do prédio fica distante do elevador que dá acesso ao meu apartamento. Então, muitas vezes pareço doida. Transpasso as duas malas da escola no pescoço e mais a minha bolsa e pego os dois no braço. Porque se um for andando e tropeçar, fica mais difícil de poder arrumá-lo com as bolsas. Quando usavam o bebê conforto. Eu descia com os dois bebês conforto, aí corria e deixava um na frente e depois voltava para pegar o outro. Era muita bagagem. Hoje, para eu conseguir fazer as coisas, ensinei os dois a fazer inalação, pois eles precisam fazer todos os dias. Eles mamam sozinhos e dormem sozinhos também. Tem dias que eu chego perto e tem leite em tudo. Um deles vira o leite no outro, na cama, em tudo. O Leo, por exemplo, quando está com a fralda suja, ele mesmo tira. Aí, já viu a meleca, né? Tem dias que estou lavando a louça e vejo uma cadeira passar, os dois arrastando.”

Vanessa Silva, 30 anos, assessora de imprensa, mãe de Kauan e Leonardo, de 1 ano e 5 meses.

Até os pais podem confundir

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
“Além de você pedir pra elas falarem papai ou mamãe e elas falarem Raj (que é o nome do cachorro), um dia, uma delas, a Maria Heloisa arrancou a fralda, fez cocô na sala e começou a passar nas irmãs. Quando chegamos na sala, estavam as três todas cheia de cocô. Isso foi no mês passado. Limpamos tudo com o maior nojo. Também já demos remédio pra mesma duas vezes e banho na mesma duas vezes pelo fato de elas serem univitelinas. Nosso caso é raro no Brasil. De vez enquanto a gente dá uma confundida, não tem jeito.”

Ronne Cesar, 38 anos, almoxarife. Pai das trigêmeas Maria Helena, Maria Olivia e Maria Heloisa, de 1 ano e três meses.

Amor e perrengue em dose tripla

Arquivo pessoal
Joédina Soares Imagem: Arquivo pessoal

“Às vezes, quando alguém fala alguma coisa, eles falam: ‘tigêmeos!’. Porque já sabem que as pessoas vão perguntar se são trigêmeos. Não tem uma vez que a gente saia na rua que não apareça alguém pra perguntar. Em casa, quando aprontam e eu pergunto quem foi, um fala que foi o Gabriel, o outro fala que foi o Bruno e o Bruno fala que foi a Cecília. Fico desorientada! Dou bronca nos três e às vezes coloco os três de castigo. Mexem nas gavetas de roupas ou da cozinha e bagunçam tudo, mas na hora de arrumar, ninguém quer. Adoram pegar sapatos e deixar espalhados pela casa. Calçam e saem falando que são papai ou a mamãe. Quando vou dar remédio pra um que está doente, os outros dois também querem, mesmo se o remédio for ruim. Tenho que dar para os três, só um pouquinho de nada, para enganar. Se um se machuca e vou colocar curativo, tenho que colocar nos outros dois também!”

Joédina Soares, 41 anos, nutricionista, mãe de Gabriel, Bruno e Cecília, 2 anos e 8 meses

Pouco sono

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
“Eu e meu marido ficamos quatro meses dormindo só 1 hora e meia por noite, pois as duas choravam a noite toda e tínhamos que ficar com elas no colo. Minha mãe se revezava conosco, ficava com uma para eu dormir 1 hora e meia, depois eu acordava e meu marido dormia mais 1 hora e meia. Na hora de amamentar também é complicado. Imagine colocar as duas no peito e elas brigarem, se baterem, puxando o cabelo e se beliscando. Tem que ter alguém de fora para separar e elas conseguirem mamar. Por fim, andar sozinha com as duas no colo ou no bebê conforto é um sufoco. Eu fico toda desengonçada por aí e as pessoas me olham com cara de dó e me oferecem ajuda o tempo todo. Sem graça, às vezes eu nego, às vezes aceito, pois sei que passo a impressão de que não estou dando conta.”

Priscila Bressan, 32 anos, empresária, mãe da Ayra e Amaya, de 8 meses.

Os palpites alheios

“Acho que uma das situações mais absurdas que já passei foi ter que ser alimentada por quase dois meses, por estar sempre com os dois nos braços ocupados, segurando os bebês para amamentar. Ir ao banheiro para fazer o número 2 sempre levando um bebê, pelo menos, porque nunca tinha folga. Mas pior mesmo foi ter que aguentar todo mundo enchendo o saco pra eu dar mamadeira, chupeta, leite artificial…”

Priscila Passareli, 33 anos, estudante, mãe do Augusto e do Bernardo de 4 meses e meio.

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