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Luz pisca e tomada esquenta? Como evitar acidentes com a rede elétrica

Getty Images
Imagem: Getty Images

Marcelo Testoni

Colaboração para o UOL

12/12/2017 04h00Atualizada em 13/12/2017 18h08

Não fazer gambiarras, deixar fios desencapados e soltos, evitar muitos aparelhos potentes conectados em extensões e benjamins ou instalar tomadas longe de áreas molhadas... São vários detalhes para evitar choques elétricos, sobrecargas, curtos-circuitos e deixar o lar mais funcional e seguro. Veja abaixo:

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1. Contrate o profissional certo

Você pode estar apto para realizar pequenos reparos e instalações simples, mas somente um engenheiro elétrico ou eletrotécnico com registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) pode assinar um projeto de reforma completa da rede elétrica. O documento ainda tem de ser aprovado pela prefeitura do município onde fica o imóvel. Na dúvida, peça indicações de conhecidos ou referências prévias do profissional contratado.

2. Não sobrecarregue a rede

A função dos disjuntores ou fusíveis é proteger os fios elétricos de sobrecargas e curtos-circuitos. Podem até ser antigos, se estiverem em bom estado, mas nunca superdimensionados, ou seja, receberem uma somatória de correntes elétricas de cargas ligadas a eles. Isso ocorre principalmente na falta de mais disjuntores para uma distribuição adequada dos circuitos do imóvel.

3. Instale um dispositivo DR

O quadro de luz deve estar preparado para suportar uma supercarga de energia, maior até das que os disjuntores aguentam. Nesse caso, a instalação de um DR (dispositivo diferencial residual) é essencial. O dispositivo, que custa cerca de R$ 100, serve para desligar automaticamente todo o circuito elétrico quando uma corrente de fuga (fluxo enorme de eletricidade) é detectada, evitando, além da queima de todos os disjuntores e eletrodomésticos, choques elétricos fatais e incêndios.

4. Prefira peças anti-chamas

Em edifícios, um curto-circuito em um único apartamento pode representar uma ameaça a todos. Para não provocar incêndios, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) exige das construtoras ou dos moradores que queiram reformar a rede de seu imóvel que utilizem condutores elétricos, como cabos e fios, com a sigla BWF, atestando que os componentes não pegam fogo em caso de sobrecorrente

5. Tenha tomadas resistentes

Tomada quente é um perigo. Se esquentou, provavelmente o aparelho conectado a ela consome energia além do suportado, convertendo a eletricidade perdida em energia térmica. A capacidade de uma tomada simples é de 10 amperes (unidade de medida da corrente elétrica). Equipamentos com potência superior a 1.000 W, como arcondicionado, torneira elétrica e secador, merecem tomadas com tensão 220V, dimensionadas por um profissional.

6. Evite muitos aparelhos juntos

Usar benjamins, réguas e extensões não é seguro, pois quando você aumenta o número de pontos de energia ou amplia consideravelmente o tamanho dos cabos, o sistema elétrico é obrigado a trabalhar mais e as tomadas acabam ultrapassando sua capacidade máxima de funcionamento. Como consequência, pode ocorrer o derretimento dos circuitos do aparelho e da tomada, além de um incêndio. Use esses itens apenas para conectar aparelhos de cargas pequenas, como notebook ou abajur.


7. Fio terra

O aterramento da fiação, ou fio terra, tem a função de drenar a energia que escapa dos aparelhos e fica acumulada nas superfícies metálicas, evitando choques elétricos. Deve ser feito em todas as tomadas e pontos de energia do imóvel e, no caso dos apartamentos novos, não se deve contar apenas com o que é oferecido pela concessionária no poste da rua e na caixa de força. O custo com fiação aumenta um pouco, mas o valor é pequeno diante da segurança.

8. Atente-se a luzes piscando

Elas dão sinais de uma possível queda de tensão elétrica, que ao voltar muito forte pode acarretar na queima de lâmpadas e aparelhos eletrônicos. Felizmente existem protetores chamados DPS (Dispositivo de Proteção de Surtos), que detectam sobretensões transitórias na rede e automaticamente cortam a distribuição de energia antes que ela volte com tudo. No caso das lâmpadas, em geral, somente continuam funcionando com uma queda de até 10% de tensão.

9. Mantenha distância da água

Áreas molhadas também precisam de tomadas, porém, para impedir que a água entre em contato com a fiação, a altura mínima indicada para elas é de cerca de 30 cm do chão ou de superfícies como pias, tanques e bancadas. Já nos jardins e quintais, onde pode haver iluminação, os equipamentos devem ser blindados para que a água não entre em contato com as correntes elétricas

10. Diferencie fios e cabos

Compreender cada um é fundamental para não levar choques. Em geral, fio é um condutor de cobre único, com até 6 mm², que deve estar sempre dentro de conduítes ou caixinhas. Já um cabo é formado por vários fios trançados que deve estar sempre dentro de conduítes ou caixinhas. Já um cabo é formado por vários fios trançados que garantem a maleabilidade e, se estiver bem encapado e num local sem tráfego de pessoas e animais, pode ficar solto, mas nunca embolado. Em média, a duração de ambos é de 20 anos de uso.

Fontes: Kouzo Nishiguti, técnico de instalações elétricas, e Fabiano Agnelli, engenheiro elétrico.

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