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Brigas, críticas, fofoca: saiba como ter mais jogo de cintura no trabalho

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Confira dicas para lidar com situações críticas de maneira inteligente Imagem: Getty Images

Claudia Dias

Colaboração com o UOL

12/12/2017 04h00

Passamos a maior parte do nosso dia, ou melhor, da nossa vida no ambiente de trabalho, convivendo com as mais diferentes pessoas e tendo experiências nem sempre planejadas — e desejadas.

Nada mais óbvio que, vez ou outra, encararmos situações que exigem certo jogo de cintura, como um chefe que não mede palavras ou ter detalhes da sua vida pessoal expostos. Saiba como se livrar de várias saias-justas.

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Chefe pedir para ficar mais em dia de compromisso pessoal

Bem naquela noite em que a família vai se reunir para comemorar o aniversário da mãe seu chefe diz que o projeto precisa de um gás e pede para você ficar até mais tarde. Ninguém gosta de contrariar uma orientação dessas, mas se o encontro é mesmo inadiável, pergunte se existe a possibilidade de realizar o trabalho em outro horário, entrar mais cedo no dia seguinte ou até levar a demanda para casa para ser realizada após seu compromisso. Provavelmente ele vai entender que seu motivo é importante e acatar algumas das sugestões.

Receber duras críticas na frente de colegas

Se a censura do chefe tem motivo, porque algo deu errado, não adianta bater de frente. A questão é melhorar e achar um tempo para os dois conversarem. Se o chefe não tem razão, todos vão saber e você pode ficar tranquilo para acertar as pontas individualmente, já que o momento não é bom para enfrentá-lo. O melhor é contornar a situação com objetividade, sugerindo uma conversa particular. Diga: "Claro, pode ser que tenha mesmo errado. Posso melhorar a situação acertando esse trabalho?" ou "Entendo sua crítica. Podemos falar mais disso depois para ver como deve ser melhor no futuro?" ou, ainda, "Me sinto chateado com essa posição. Gostaria de melhorar e de podermos conversar mais individualmente".

Entrar numa discussão acalorada com colega

Em ambientes "maduros", as pessoas brigam pelas causas e pelas ações, sem levar para o lado pessoal — e isso não costuma ter consequências posteriores. Já nas organizações imaturas emocionalmente, as discussões se tornam questões pessoais e levam ao "climão". Depois do bate-boca, não adianta prolongar o mal-estar coletivo. O melhor a fazer é adotar uma postura profissional e conversar com a outra pessoa. Se sentiu magoado? Exponha seu ponto de vista. Mas se precisar, também seja sensato e peça desculpas pelo seu comportamento inapropriado.

Ser convidado para trabalhar na concorrência e o chefe descobrir

A situação é mais comum do que se imagina já que, para as empresas, é bem mais prático contratar alguém que já tenha bastante conhecimento na área — e os chefes costumam estar cientes desse tipo assédio da concorrência. O melhor é confirmar com naturalidade: "Sim, fui abordado, me fizeram uma proposta com esse desafio, a remuneração é maior". E fica a seu critério falar se está avaliando ou não. Há quem aproveite a situação para encerrar o ciclo naquela empresa, algo já desejado. Outros usam a proposta do concorrente para negociar melhor sua remuneração e outras condições. A melhor saída, sempre, é ser transparente e coerente com seu discurso.

Ouvir alguém falando mal de um amigo

É normal as amizades de trabalho migrarem do profissional para a vida pessoal e bem ruim ouvir alguém falando mal de um amigo, não é mesmo? Se acontecer contigo, tente mudar de assunto. Se o outro insistir em comentar sobre quem você admira, posicione-se e diga, educadamente: "Não gostaria que falasse dessa pessoa para mim, porque ela faz parte da minha vida pessoal, é um grande amigo e eu o respeito". E fim de conversa.

Ter detalhes da vida pessoal expostos

Um problema de saúde que você gostaria que fosse sigiloso, uma questão sentimental que deveria ser segredo, um problema familiar… Ninguém quer ter informações do gênero na boca de todo mundo. Primeira coisa: não comente com quem não é seu amigo pessoal. Se for necessário comunicar algo do gênero à chefia, faça-o diretamente ou ao RH. Caso a informação vaze, procure também a área de Recursos Humanos, que vai ajudar a resolver a questão. Se a pessoa que divulgou o fato for identificada, dependendo do grau de exposição, ela pode ser dispensada por justa causa ou levar advertência.

Encaminhar e-mail pessoal por engano para alguém da empresa

Não é tão raro cometermos erros assim, mas é bom estar ciente que isso pode custar seu emprego. Se você se distraiu e clicou em enviar algum e-mail particular sem checar o destinatário, não há melhor saída do que um sincero pedido de desculpas. Antes, porém, avalie o conteúdo e a dimensão desse erro — se a mensagem falava mal de colegas ou liderança, se você estava enviando seu currículo, se tinha um tom preconceituoso etc.
Para cada caso, é necessário organizar uma retratação. Considere também pedir ajuda do seu gestor, do RH ou de outro profissional mais sênior, para elaborar o pedido de desculpas.

Fontes: Celso Braga, sócio diretor do Grupo Bridge; Débora Monique, consultora de organização, coach de carreira e pessoal e diretora da empresa OrganizUp; Lilian Bertin, empresária, palestrante e coach; Luciana Tegon, headhunter, coach e sócia-diretora da Consultants Group by Tegon; Valquíria Manzini, diretora de projetos de carreira e psicóloga.

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