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6 razões para incentivar seu filho a ficar, em vez de namorar

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Ficar ajuda no processo de autoconhecimento Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Veridiana Mercatelli

Colaboração para o UOL

21/11/2017 04h00

Segundo os especialistas, o processo de ficar, sem compromisso, pode ser muito importante para o desenvolvimento dos jovens. E não há porque proibi-lo de fazer isso. “É natural que os adolescentes tenham curiosidade sobre relações afetivas e sexuais, até porque estão em um período de transformações físicas, emocionais e de muitas descobertas”, conta Katty Kurozawa, psicóloga especialista em Desenvolvimento Emocional. Listamos, a seguir, 6 razões para você incentivar o “ficar”, em vez de exigir que seu filho namore, caso ele se interesse por alguém.

1. Ficar ajuda no processo de autoconhecimento


O ficar pode ser encarado como uma boa forma de conhecer a si mesmo, de experimentar novas emoções e sensações. E isso vai refletir na vida adulta. “O encontro com o outro traz amadurecimento, forma os valores e o caráter. Também ajuda a afirmar as escolhas e as preferências”, avisa a psicóloga Adriana Cabana. Claro que é importante que as ficadas sejam encaradas de modo responsável e seguro. “É saudável ficar. Por meio dessa experiência, o jovem aprende a trabalhar com os afetos e até a lidar e a aceitar o próprio corpo”, lembra Adriana.

2. Proibir afasta seu filho de você

As proibições inflexíveis nunca são uma boa alternativa. Ao agir dessa forma, você deixa de ouvir e de compreender as necessidades do seu filho, o que só dificulta a comunicação. “O suporte é fundamental em todos os aspectos da vida do adolescente, seja na área afetiva, social ou escolar. Já a proibição afasta o jovem do contato familiar, favorecendo comportamentos obscuros e inibindo o diálogo sincero”, afirma a psicóloga clínica Fabiana de Laurentis Russo.

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3. É uma maneira de o jovem se preparar para o namoro

Além de se conhecer melhor, ao ficar sem compromisso ele está aprendendo um pouco mais sobre o outro, até para decidir se vale a pena ou não namorar. De acordo com os especialistas, é interessante que o adolescente esteja um pouco mais maduro para assumir um relacionamento sério. E não há outra maneira de adquirir repertório senão vivendo experiências com outros pares.

4. Ao tratar disso com naturalidade, os tabus caem por terra

Ao tratar as curiosidades, interesses e aspectos da sexualidade de seu filho como um assunto proibitivo, você pode causar um bloqueio significativo. “Esse assunto deve ser abordado de acordo com a idade e a maturidade de cada um”, diz Carla Bianca Salcedo, neuropsicóloga e psicanalista. Se os pais tentarem interromper esse processo, possivelmente deixarão cicatrizes psíquicas e emocionais que irão interferir na autoimagem e na autoestima do jovem. “Alguns bloqueios, provocados nessa fase, poderão se perpetuar pelo resto da vida”, alerta Carla.

5. Você precisa se adaptar ao mundo dos jovens e não o contrário

Segundo Fabiana de Laurentis Russo, é preciso ter em mente que a geração atual sofre influências culturais e sociais diferentes. “O que antigamente era considerado inadequado, hoje é encarado com maior tranquilidade. Esses são motivos mais do que suficientes para que os pais se aproximem da realidade dos filhos e tentem compreender o contexto, o pensamento e as intenções deles. Só assim vão conseguir oferecer uma boa orientação”. Ela diz que é importante dar a oportunidade para que o jovem se expresse e se sinta respeitado e valorizado. Sem, no entanto, abrir mão da “imposição de limites e de trazer modelos de comportamentos seguros”.

6. Ao se sentir apoiado em casa, o jovem passará a se relacionar melhor com os pais

Procure entender que a construção de um relacionamento é fruto de um processo. E dialogue com seu filho sobre isso. Os laços podem ficar mais estreitos quando há uma conversa franca, sem falas e posturas defensivas ou autoritárias. “Por meio dessa comunicação mais flexível e aberta, daremos a esses jovens a condição de amadurecerem emocionalmente, a fim de responderem às demandas dos relacionamentos afetivos, amorosos e todos os outros”, explica Carla.

FONTES: Katty Kurozawa, psicóloga, orientadora profissional e especialista em Desenvolvimento Emocional. Carla Bianca Salcedo, neuropsicóloga e psicanalista da clínica Vivacità. Adriana Cabana, psicóloga e gerente de atendimento do Prontobaby - Hospital da Criança. Fabiana de Laurentis Russo, psicóloga clínica especializada em psicoterapia de orientação psicanalítica.

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