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Guarda-roupa cheio e não tem o que usar? Armário-cápsula pode ser a solução

Getty Images
Coloque o guarda-roupa abaixo e selecione peças de que você gosta de verdade e que combinem entre si Imagem: Getty Images

Marcela Duarte

Colaboração para o UOL

07/11/2017 04h00

Não importa se o guarda-roupa está cheio: é comum termos muito mais do que precisamos, mas estarmos sempre pensando na próxima compra. Ainda assim, vem aquela sensação de "não tenho o que vestir". E acabamos usando as mesmas peças. A saída pode ser montar um armário-cápsula -- fazendo uma seleção inteligente daquilo que já temos.

O processo consiste em selecionar de 30 a 40 peças que realmente sejam usadas no dia a dia e combinem com seu estilo. “As pessoas acabam tendo mais versatilidade e se forçam a criar mais combinações com o que têm. E entendem que não precisam de tanto assim”, diz a consultora de moda Bruna Holderbaum, do Closet Detox.

A ideia não é sair com um uniforme todos os dias. Como são poucas peças, cada uma tem que render muitas combinações e realmente atender o estilo de vida da pessoa. Pra que ter um salto se usa uma vez por ano? Para Bruna, a grande vantagem de ter poucas peças é estar sempre bem-vestida. "Elas combinam entre si, rendem muitas combinações e atendem às minhas demandas do dia a dia."

Como fazer um armário-cápsula

1. Defina o seu estilo
Se você já tem clareza do seu estilo, tudo vai ser mais fácil. Se você não sabe muito bem, faça um álbum com imagens de referência -- pode até ser no Instagram ou no Pinterest. Selecione não só roupas que você acha bonitas, mas aquelas que gostaria de vestir e com que se sentiria bem usando. Depois avalie as imagens e pense nas roupas de que mais gosta e que acha que mais têm a ver com você. Com base nisso, tente entender o seu estilo: romântica, retrô, moderna, básica, arquitetônica, clássica… (pode ser uma mistura deles).

2. Responda a essas perguntas para selecionar as peças que ficam

  • Isso funciona para mim?
  • Eu me sinto bem vestindo essa peça?
  • Eu adoro essa peça?
  • Eu uso ou já usei essa peça?

3. Escolha entre 30 e 40 itens para usar nos próximos três meses

  • Tire todas as roupas do armário e coloque de volta apenas o que entrar na seleção.
  • Não há número fixo para cada tipo de peça, já que há quem não use calça e quem não curte vestido.
  • Na lista não entram lingeries, meias, roupas de festa ou ginástica, pijamas ou bijuterias, mas devem entrar sapatos.
  • As roupas que você guarda esperando o dia em que vai emagrecer devem ficar de fora.
  • Lembre-se que isso é o início de um processo de mudança. Se estiver muito difícil ficar dentro de 30 a 40 peças, não tem problema passar um pouco.
  • As peças devem combinar entre si e respeitar o seu estilo. Ou seja, se você é colorida, não escolha só roupas de cores neutras.

4. Dê um destino ao que sobrou
Se você tem roupas demais, pode ser o momento para tirar algumas peças para doação ou vender. Guarde também o que sobrou, como casacos.

5. Reavalie o armário três meses depois
Isso não significa que você vai trocar completamente todas as roupas do armário, mas se estiver acabando a primavera e começando o verão tire alguns casacos e coloque algumas blusinhas. Avalie como foram os três meses -- talvez você não tenha usado alguma peça e é a hora de entender o porquê. Lembre-se que o objetivo é amar tudo o que tem no guarda-roupa. Se você mora num lugar que não tem muita mudança no clima, talvez precise fazer isso só duas vezes por ano.

Dicas da consultora Bruna Holderbaum:

  • Pense sobre o seu estilo. Quais as peças base do seu armário? Peça base não precisa ser o jeans, a camiseta branca e as que a gente chama de básica. O que é básico para uma pessoa pode não ser para outra.
  • Na hora da compra, priorize fibras naturais. O impacto no meio ambiente é menor. Além disso, peças de qualidade duram bastante. Não adianta comprar as baratinhas, feitas de material sintético, que vão durar muito pouco.
  • Customize peças. Um jeans que veste bem pode ser tingido e ganhar nova cor. Se você gosta de uma blusa, mas cansou de um detalhe bordado que ela tem, pode tirá-lo.

Elas fizeram e aprovaram 

Acervo pessoal
Isa Bergoli Imagem: Acervo pessoal
A estudante de moda Isa Bergoli, de Porto Alegre (RS), é prova que não é preciso se ater apenas a cores neutras. "Comecei a fazer várias seleções de roupas que eu não queria mais. O legal do meu armário é que ele é muito colorido e estampado. A gente tem a impressão que tem que ser marrom, cinza e preto e que só assim vão funcionar as partes de cima com as de baixo. Minhas peças são muito coloridas e muito estampadas e funcionam bem juntas.”

Isa fez o armário-cápsula há três meses e está muito satisfeita. "Foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. Achei muito importante, porque mudou a minha forma de me vestir completamente. Quando você tem pouca coisa e quer vestir algo diferente, exerce a criatividade e pensa num vestido como saia ou como blusa."

Reprodução/Instagram
Marina de Luca Imagem: Reprodução/Instagram
Marina De Luca, coordenadora de comunicação do Fashion Revolution Brasil, também é adepta do armário-cápsula, mas chama a atenção para dois pontos. O primeiro é que escolher com mais critério não significa comprar de forma mais ética e sustentável. E segundo que não adianta descartar as roupas antigas para comprar novas. Neste ano, durante a Fashion Revolution Week, em abril, ela aceitou o desafio de usar a mesma roupa durante uma semana (nas fotos).

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