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Sexo não está incrível? Entenda como isso pode ser só uma fase da relação

Getty Images
A exigência de performance acaba tirando um pouco da espontaneidade do sexo Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Carolina Prado

do UOL, em São Paulo

03/11/2017 04h00

Não ter um sexo maravilhoso sempre, como no começo do relacionamento, não é o fim do mundo. Nem o fim do romance. Segundo a psicóloga Carla Cecarello, especialista em Sexualidade Humana, a ideia de que o sexo precisa ser incrível todos os dias mais atrapalha do que ajuda. “Isso gera uma grande expectativa nas pessoas. E a exigência de performance acaba tirando um pouco da espontaneidade”, conta.

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Altos e baixos fazem parte

Segundo os especialistas, a vida sexual de um casal passa por diversas fases. A estudante Natália, 22 anos, comprova a teoria. Ela está com o namorado há dois anos e três meses e sente que o sexo mudou com o passar do tempo. “No meu relacionamento, temos fases boas e ruins na cama. Quando estamos com problemas pessoais ou profissionais, isso acaba afetando”, conta. Lelah Monteiro, sexóloga e psicanalista, ressalta que a mulher é cíclica. “Tem o período de ovulação, quando a gente sobe pelas paredes, tem o pré-menstrual que, para algumas, é uma segunda fase de muito desejo”, explica. Em outras épocas do mês, no entanto, excitar-se pode ser mais difícil. “O homem não tem esses ciclos, mas também pode passar por fases boas e ruins, que têm a ver com questões fisiológicas ou emocionais. E isso afeta na cama”, complete Carla.

A mudança pode ser positiva

Natália conta que a vida sexual com o namorado mudou consideravelmente depois de um ano. E não foi para pior. “No começo, tinha uma necessidade grande de agradar o outro a qualquer custo. Mas, com o passar do tempo, você começa a conhecer os gostos da outra pessoa, descobre como funciona o corpo dela e também acaba se libertando mais.” O que nem sempre garante uma performance de cinema. “Acho que os casais idealizam muito o sexo, principalmente os homens. Por conta do pornô e da indústria do sexo, de um modo geral”, avalia Natália. Conversar com o par sobre o assunto pode ser uma forma de refletirem, juntos, para descobrirem se o sexo está sendo satisfatório e qual é o nível de expectativas individuais.

    Foi bom para você?

    Os critérios para avaliar a qualidade da transa são muito pessoais. Para alguns, o orgasmo é o objetivo. Para outros, o fato de sair da transa mais relaxado, mesmo sem chegar lá, já é maravilhoso. Então, é preciso que cada um reflita sobre a sua própria realização no sexo. Para a auxiliar de limpeza Ednéia, 40 anos, os sinais de que o sexo foi bom são evidentes logo após a transa. “Quando a transa é ruim, cada um vira para o seu lado e dorme. Quando é incrível, você fica ali, tem vontade de transar de novo, comenta o quanto foi bom. No dia seguinte, até o olhar ganha um brilho diferente”, diz ela que é casada há sete anos.

    A insatisfação é só um sinal de alerta

    É claro que, se a insatisfação se prolonga, e o sexo não traz prazer algum, o ideal é compartilhar com o par esse sentimento. Nada impede que, a partir daí, ambos pensem em formas de apimentar a transa. “A insatisfação é bem-vinda, na verdade. De certa forma, ela vem como um alerta. Eu penso: ‘Preciso melhorar nisso ou naquilo, fazer diferente ou pedir outra coisa, porque não foi legal …’. E assim a gente vai adquirindo um pouco mais de experiência”, conta Ednéia. A psicóloga Carla Cecarello concorda: “A insatisfação vai permitir que a pessoa se autoavalie e também que avalie o parceiro”. É a chance de fazer um balanço mesmo. “No entanto, se a insatisfação perdurar e o casal não conseguir resolver a questão sozinho, tem que procurar ajuda de um médico ou psicólogo especializado, porque a tendência é piorar”, finaliza Carla.

    FONTES: Carla Cecarello, psicóloga, especialista em Sexualidade Humana, fundadora da ABS (Associação Brasileira de Sexualidade). Lelah Monteiro, sexóloga e psicanalista.

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