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"Feminejas" revelam preconceito e machismo que enfrentam no meio musical

Fernanda Frazão/Divulgação
Maiara e Maraísa Imagem: Fernanda Frazão/Divulgação

do UOL, em São Paulo

02/11/2017 16h13

Elas são algumas das principais forças — e cifras — da música sertaneja hoje. Mesmo assim, experimentaram — e experimentam! — resistência para serem aceitas no meio. Foi o que revelaram as cantoras Maiara, Maraísa, Simone, Simaria e Marília Mendonça à revista "Claudia" de novembro. 

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"Ouvíamos que mulher não faz sucesso porque menstrua. Davam a desculpa de que o público não se identificaria com as nossas canções, que falam de bebida e balada”, contou Maiara. “Eu sempre rebati: ‘Engraçado, com os homens é diferente, né?’.” De acordo com a dupla, elas perderam muitas oportunidades de trabalho por preconceito.

A cantora ainda lembrou que a solução que encontrou para ingressar no mercado que as rejeitava foi compor, temporariamente, para duplas masculinas. "A arte é um reflexo da sociedade, e as mulheres já estavam ocupando todos os espaços. O sertanejo precisou entender isso”, disse.

Fernanda Frazão/Divulgação
Simone e Simaria Imagem: Fernanda Frazão/Divulgação

Simaria, da dupla com Simone, faz coro. Ela acha que o sucesso do feminejo está ligado diretamente ao crescimento do debate sobre o poder feminino em todas as esferas da sociedade. "Antigamente a mulher era obrigada a ficar casada com um homem mesmo sendo infeliz. Agora tem seu dinheiro, independência e quer ouvir algo que reflita isso”. 

Suas fãs também se veem representadas na versatilidade que elas exibem dentro e fora dos palcos: apesar da agenda lotada, elas não escondem nas redes sociais que desempenham outros papéis — entre eles, o de mãe. "As pessoas, até as mais próximas, acham que você é uma máquina. Não sou. E tenho meus filhos”, diz Simaria, que tem Giovanna, de 4 anos, e Pawel, de 1.
 
“Eles são prioridade. Mas aí o show já está fechado, fãs esperando... Fazer o quê? Eu sigo. A cabeça longe, aquela angústia. Boto os cílios e canto, linda, dilacerada por dentro”.
 
Fernanda Frazão/Divulgação
Marília Mendonça Imagem: Fernanda Frazão/Divulgação

Já Marília Mendonça, conhecida como rainha da sofrência, invadiu outros territórios: ela é a prova de que a mulher pode falar e cantar a traição e as tristezas do amor. 'Cheguei para o meu empresário, envergonhada, com uma música polêmica, que falava sobre ser amante. ‘Essa é a sacada. Continua nesse caminho’, ele me disse quando eu acabei de cantar", contou à publicação.

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