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'Eu vejo modelos magras submetidas a absurdos', diz Fluvia Lacerda

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Fluvia Lacerda Imagem: Divulgação

Por Marcos Candido

Do UOL, em São Paulo

01/11/2017 04h00

"Trabalho com modelos magras e vejo absurdos a que se submetem", diz Fluvia

“Gorda, para mim, é só um termo usado para descrever alguém”, define a modelo Fluvia Lacerda. Nas passarelas internacionais desde 2003, ela diz ter cansado de assistir a mulheres sofrendo por causa dessa palavra.

“Quando é ofensivo, o 'gorda' só denota que a troca de moeda da mulher ainda é só a aparência, especialmente na sociedade brasileira”.

Há cerca de um ano, Fluvia decidiu que iria dar uma força para rever esse significado. O resultado é o livro “Gorda Não É Palavrão” (Ed. Paralela), que ela define como ‘metade autobiografia, metade autoajuda’, com lançamento agendado para a próxima semana.

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A obra surgiu quando ela decidiu que era hora de transmitir o que aprendeu no mundo da moda. No texto, ela discute padrão de beleza, indústria da moda e da vida como filha de uma professora de Educação Física que saiu de Roraima para desfilar pelo mundo.

Do início da carreira para cá, ela diz que as grandes redes e pequenas marcas passaram a criar mais coleções plus size.

Em 2011, Fluvia posou para a Vogue Itália. Em 2016, foi a primeira gorda a estampar uma capa da edição brasileira da Playboy. Nesse tempo, viu marcas e linhas plus size crescerem nas grandes lojas do varejo; referências nacionais, como os estilistas Alexandre Herchcovitch e Ronaldo Fraga, assinarem as primeiras coleções plus size.

Há uma evolução, segundo ela. Mas, ainda assim, Fluvia avalia que antigos preconceitos permanecem.

Sou gorda e saudável

“Ainda tenho que me justificar por ser gorda e explicar que também sou saudável. Trabalho com modelos magras e vejo os absurdos a que se submetem e são submetidas, mas não as questionam tanto se elas estão sofrendo devido ao peso, com o corpo”, diz.

“Agora todo mundo parece que veste um jaleco de médico atrás do computador. Vamos ser sinceros? As pessoas não estão interessadas em porra nenhuma, só em seus preconceitos e antigos fantasmas”.

Rafael Borges/UOL
Fluvia Lacerda desfila para Ronaldo Fraga Imagem: Rafael Borges/UOL

Segundo ela, o toque de autoajuda em sua autobiografia serve para elevar a autoestima em um cenário ainda não tão receptivo para a mulher.

“Nunca fiz apologias sobre o modelo de corpo que uma pessoa deve ter ou não. Há estilos de vida extremos em todas as pontas. Nunca levantei a bandeira para uma vida sedentária, mas escrevi e digo apenas para as mulheres se sentirem bem como elas são”, explica.

Lançado pela editora Paralela, “Gorda Não É Palavrão” chega às livrarias no dia 6 de novembro.

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