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Papo de vagina


Chega de tabu! 7 fatos que você deve saber sobre vaginas

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Algumas mulheres nunca tiveram coragem de encará-la com um espelhinho Imagem: Getty Images

Daniela Carasco

do UOL, em São Paulo

18/10/2017 04h00

Mesmo em tempos de liberação sexual e debates abertos sobre nude, a vagina segue cercada de tabus. Desde cedo, meninas são ensinadas a tratá-la como uma zona quase proibida. Nas rodinhas de amigas, ela ainda não entra em pauta com frequência. Algumas mulheres nunca tiveram coragem de encará-la com um espelhinho.

O que a gente acha? Já é chegada a hora de tratar a vagina como ela é. Confira, sete verdades sobre o assunto!

1. Chega de apelidos, ela merece ser chamada pelo nome próprio

Pepeca, tcheca, perereca, periquita, xoxota... Tratados como apelidos “carinhosos”, esses termos são usados para esconder sua real identidade: va-gi-na! O primeiro passo para se libertar dos preconceitos é tratá-la com naturalidade. Afinal, estamos falando do órgão sexual feminino.

2. Tem de todas as formas e tamanhos

Nos consultórios de estética e clínicas, o mito da vulva “perfeita” eleva os números de cirurgias e procedimentos de “embelezamento” e “rejuvenescimento”. Em 2016, 25 mil brasileiras entraram na faca para corrigir a sua, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. A vagina da Barbie -- lisinha e simétrica – é usada como referência. Acabar com o tabu desta questão é aceitar que nenhuma será igual à outra, e que a assimetria presente em todo o corpo se estende à região íntima. Pequenos lábios costumam ser maiores que os grandes lábios – e isso é normal!

3. Pode tocar sim e sempre

Um conselho recorrente dado às meninas já na infância é: “Tira a mão daí, é feio”. A consequência? Segundo a ONG britânica The Eve Appeal, metade das mulheres com idade entre 26 e 35 anos, não são capazes de apontar os lugares certos de seu sistema reprodutor. A falta de intimidade com o próprio corpo alimenta a repulsa e ainda faz cair o índice de idas ao ginecologista. Outra séria implicação se dá na hora do prazer. Explorar a vulva é fundamental para conseguir alcançar o orgasmo. Masturbe-se!

4. Ela tem cheiro e isso é natural

Sabonete, desodorante vaginal, lenço umedecido, gel... O que não falta nas prateleiras das farmácias e supermercados são produtos íntimos que camuflam o cheiro característico da vulva e perfumam a região. Mas precisa mesmo? Não. A vagina exala naturalmente um odor sutil, levemente ácido. E, além disso, ela é autolimpante – tem mais perfeição que isso? Especialistas recomendam lavá-la apenas com água na área interna. A higiene excessiva é, na verdade, preocupante, pois pode esconder sinais de infecção.

5. Os pelos não são vilões

A depilação íntima virou um ritual de higiene e estética, principalmente, no Brasil. Não à toa, o termo “brazilian wax”, que se refere à retirada total dos pelos, ganhou o mundo inteiro como uma espécie de modismo. Mas eles não estão ali por acaso. Os pelos funcionam como uma barreira protetora contra infecções e atritos.

6. Menstruação não é nojenta

Na prática, o sangramento nada mais é do que a eliminação do tecido do endométrio, que cobre a parede interna do útero. Ela acontece duas semanas após a ovulação, quando não houve a fecundação e, portanto, a gravidez está descartada. De acordo com o fluxo, a coloração do sangue pode variar de um marrom mais escuro ao vermelho intenso. É um processo natural e não há nada de sujo nele. Aliás, a prática sexual nesta fase está liberada!

7. Tem de toda cor

Assim como os formatos, as cores da vagina variam conforme o tom da pele de cada mulher, das amarronzadas às rosadas, e isso é normal. Esqueça qualquer conceito de vulva ideal.

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