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Sono de beleza não é mito: veja como dormir mal pode afetar sua aparência

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Uma boa noite de sono pode fazer maravilhas pela beleza Imagem: iStock

Bárbara Therrie

Colaboração para o UOL

2017-10-09T04:00:00

09/10/2017 04h00

O famoso sono de beleza não é mito. Dormir mal ou pouco pode trazer prejuízos na saúde mas também na aparência. “Durante o sono ocorre um processo de limpeza do cérebro, que remove substâncias tóxicas acumuladas ao longo do dia. Um sono inadequado diminui a produção de colágeno, fundamental para ter pele bonita e saudável”, explica Luciana Palombini, médica do Instituto do Sono de São Paulo.

Uma noite maldormida provoca o desequilíbrio hormonal e aumenta a formação de radicais livres, o que favorece o aparecimento de olheiras, o ressecamento da pele e o ganho de peso, informa a dermatologista Daniela Aidar. A forma como dormimos também influencia: o vício da posição repetida pode desencadear rugas, flacidez e até o "bigode chinês".

Veja como dormir mal pode afetar a sua aparência e quais os tratamentos indicados:

Envelhecimento precoce

Em média, uma pessoa precisa dormir de sete a oito horas por dia, afirma Luciana Palombini. Esse período é necessário para equilibrar os hormônios, excluir as toxinas e os radicais livres. Ao dormir mal, o corpo sofre alterações como um todo, e a pele fica com aparência mais velha e cansada.

Rugas verticais

Dormir de lado e com o rosto pressionado no travesseiro favorece o surgimento de rugas verticais, principalmente entre as mamas e nas laterais da testa. De acordo com o dermatologista Abdo Salomão Júnior, elas são mais comuns a partir dos 40 anos. “Essas marcas estão associadas ao envelhecimento celular. Quando a pele é jovem e tem elasticidade, ela contrai e volta ao normal sem criar o sulco. À medida que se envelhece, ocorre a diminuição dos níveis de fibras elásticas e isso acaba formando as rugas”. O problema pode ser tratado com cremes, ácidos e lasers que estimulam a produção de colágeno.

"Bigode chinês"

Quem dorme de lado tende a desenvolver o bigode chinês mais precocemente: conforme o rosto é apoiado repetidamente no travesseiro, a bochecha vai ficando amassada, comenta Daniela. Para esse tipo de ruga, que vai do nariz até os cantos da boca, Abdo indica técnicas de preenchimento e volumização. Geralmente uma sessão é o suficiente e o preço varia de R$ 2.000 a R$ 4.000.

Olheiras e bolsas

O sono inadequado contribui para o aparecimento de olheiras e bolsas, pois a circulação da região ocular fica comprometida e há dificuldade de drenagem da região. Fazer compressas de água ou chá de camomila gelado, de uma a duas vezes por dia, perto dos olhos ajuda a amenizá-las. Outra dica é massagear as pálpebras superiores e inferiores com movimentos circulares, para suavizar o inchaço. Cosméticos à base de vitamina C, cafeína, ácido hialurônico e tioglicólico ajudam no clareamento e melhoram as dobras superficiais.

Pele seca e opaca

A falta de sono provoca uma disfunção na barreira de proteção da pele, deixando-a mais suscetível a ressecamentos e opaca. “Quem dorme pouco geralmente tem a pele sem brilho, com falta de viço e com descamação”, afirma a dermatologista Daniela. Para amenizar o problema, são indicados cremes hidratantes, antioxidantes, esfoliações e peelings -- o número de sessões varia de acordo com cada paciente e os valores vão de R$ 300 a R$ 1.000.

Flacidez

As sleeps lines, linhas formadas durante o sono quando se dorme mais na posição de lado ou de bruços, geram flacidez. A pele constantemente amassada contra a cama ou o travesseiro cria uma pressão e estimula a perda de elasticidade, diz Daniela Aidar. “O indicado seria que todos dormissem como ‘A Bela Adormecida’, de barriga para cima, com as costas bem apoiadas na cama e rosto para cima. Esse seria o sono ideal de beleza”.

Segundo o dermatologista Abdo Salomão Júnior, a flacidez pode ser tratada por meio da radiofrequência. “Microagulhas penetram na pele chegando até a derme. Elas emitem radiofrequência, fazendo pequenos microcoágulos, o que contrai a pele na hora", explica. A recuperação é instantânea e cada sessão custa em torno de R$ 1.200.

Ganho de peso

Dormir pouco engorda e modifica o padrão que sinaliza a fome e a saciedade, de acordo com Juliana Ogassavara, endocrinologista do Hospital Edmundo Vasconcelos. Nesse sentido, a pessoa pode sofrer uma alteração nas escolhas alimentares, com preferência por alimentos ricos em carboidratos e gorduras. A restrição do sono também diminui o gasto energético basal e indivíduos cansados têm menos disposição para realizar atividades físicas. “Na prática, dormir pouco faz você ter mais fome, comer mais e ter um gasto metabólico menor. Tudo isso resulta em ganho de peso”, acrescenta.