Universa

Grávida pela 3ª vez, Kate Middleton sofre de hiperêmese gravídica. Entenda

Chris Wattie/Reuters
Príncipe William e Kate Middletton brincam com os filhos George e Charlotte durante visita da Família Real britânica a Victoria, no Canadá Imagem: Chris Wattie/Reuters

Juliana Simon

Do UOL

04/09/2017 12h47

Mãe de George, de 4 anos, e de Charlotte, de 2 anos, Kate Middleton está grávida de seu terceiro filho. Como nas outras duas gestações, a duquesa de Cambridge e esposa do Príncipe William, teve que cancelar compromissos por conta da hiperêmese gravídica, um quadro de náuseas e vômitos incomuns, que já havia preocupado a coroa britânica e os fãs da família real.

O que causa?

Segundo o Dr. Olímpio Barbosa de Moraes Filho, presidente da comissão de Assistência Pré-Natal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as náuseas e vômitos em qualquer nível ocorrem como uma reação a um corpo estranho, devido aos hormônios da placenta (o Beta HCG).

No entanto, segundo o médico, no caso da hiperêmese gravídica, existe também o fator emocional, quando a gestação está cercada de muita ansiedade ou estresse, seja por ser muito desejada ou não ser os planos no momento de vida da mulher.

O quadro é igual para todo mundo?

A hiperêmese gravídica é diagnosticada a partir da perda de peso relevante da gestante, mas o quadro pode ter diferentes gradações, evoluindo para desidratação, internação e, em último caso, caso os medicamentos não resolvam, entrada na UTI e perda do feto.

Em que etapa da gravidez ocorre?

As náuseas tendem a aumentar gradativamente e alcançar picos no terceiro mês, diminuir e voltar por volta do oitavo mês de gestação.

Quando é mais frequente?

O quadro de hiperêmese gravídica é raro e acomete apenas cerca de 1% das grávidas. E é mais frequente no primeiro filho, mas pode se repetir nas gestações seguintes. Segundo o médico, quanto maior a placenta, mais chances de sofrer com a doença. Isso ocorre numa gestação de gêmeos, por exemplo.

Qual o tratamento?

Segundo médico, o ideal é que a gestante faça de 7 a 9 pequenas refeições por dia, nunca saciando totalmente a fome para evitar os enjoos.

Também é importante evitar ingerir líquido e alimentos ao mesmo tempo, e dar um espaço de uma a duas horas entre eles.

Os medicamentos utilizados no tratamento da hiperêmese gravídica são antieméticos (que evitam enjoos) e anti-histamínicos específicos. O doutor afirma que, em último caso, também são usados sedativos leves para que a mulher durma e vomite com menor frequência.

A doença prejudica o bebê?

Em quadros leves, o feto não sofre qualquer dano e é até desejável sentir um pouco de náusea e vômito, que são sinais de que a gravidez está evoluindo normalmente.

Porém, a partir da hiperêmese gravídica e da consequente perda de peso, o quadro deve ser tratado imediatamente pois poderá comprometer o desenvolvimento do feto.

Há como prevenir?

Não existe forma de prever se a gestante sofrerá ou não com a da hiperêmese gravídica.

Porém, o médico indica que todas as mamães e quem planeja uma gestação ajam no emocional, diminuam a ansiedade e se consultem para fazer todos os exames para uma gravidez sem sustos.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

O UOL está testando novas regras para os comentários. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da página. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar você concorda com os termos de uso. O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário da Universa. É grátis!

Mais Universa

Topo