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8 assuntos que os casais não conversam, mas deveriam falar hoje mesmo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Gabriela Guimarães

Colaboração para o UOL

31/08/2017 04h00

A vida corrida faz com que os casais passem menos tempo juntos. E conversem pouco. Os assuntos que geram desconforto, então, tendem a ser deixados para “um dia, quem sabe, a gente fala sobre isso com calma”. Mas não deveria ser assim. A dica é: coloque na sua agenda um diálogo franco sobre os temas listados abaixo.

1. Sexo (ou a falta de)

Fazer é ótimo. Falar a respeito... também. Não é só dizer o que dá ou não prazer e quais as posições favoritas. É conversar quando o desejo passa por altos e baixos. Com anos de relacionamento, pode acontecer de um dos dois (ou os dois) perder o interesse sexual pelo par. Aquele lance de rotina, sabe? Para reinventar a vida na cama --no sofá, na pia, na mesa da sala-- é bom manter o diálogo em dia.

2. Desejo de ter ou não filhos

Um dos dois não tem lá muita vontade de ter filhos. A outra parte quer muito e vive na expectativa de que uma hora aconteça, mas evita o assunto por receio do desconforto. Não tem como isso dar certo, porque a angústia que fica para um dos lados prejudica a pessoa e a relação. É uma decisão que muda a vida de um casal e precisa ser tomada o quanto antes.

3. Educação dos filhos

Tudo bem discordar sobre algumas questões –pode ser que um sonhe com uma escola infantil bilíngue e o outro priorize uma instituição que foque no desenvolvimento da personalidade da criança. Mas evita-se um bocado de crise ao falar sobre as expectativas e os valores que cada um considera importante passar. Só com o diálogo aberto dá para chegar num meio termo.

4. A família do outro

Você acha que seu sogro não vai com a sua cara e se sente mal todas as vezes que precisa encontrá-lo? Ou se incomoda com o seu cunhado, que janta duas vezes por semana na sua casa? Melhor conversar. Os conflitos com a família do outro precisam ser discutidos –sem ofender ou julgar– para que a convivência inevitável não se torne extenuante. O mesmo vale para quem convive com filhos de um casamento anterior.

5. Como se sente

A gente bem que gostaria que o outro adivinhasse que o nosso dia não está legal e precisamos de um carinho extra. E seria ótimo saber por que o par parece distante, mesmo dizendo “tá tudo bem”. Dois cenários utópicos. É um erro achar que o nosso amor tem obrigação de saber o que se passa dentro da gente. Não falar sobre sentimentos abre espaço para suposições que, quase sempre, não são verdadeiras.

6. O status do relacionamento

Você acha que namoro é no esquema monogâmico, convencional. Mas na cabeça do outro, o relacionamento pode ser aberto, para que ambos não tenham que se privar de viver novas experiências, caso se interessem por uma terceira pessoa. Sem estabelecer um acordo sobre isso, a decepção é inevitável. Como falar? Tente começar com uma pergunta: o que é fidelidade para você?

7. Dinheiro

Finanças são a pedra no sapato de qualquer casal. E haja discussão para lidar com diferença de prioridades econômicas, descumprimento de acordos e a chegada de uma fatura do cartão de crédito exorbitante e inesperada para uma das partes. Falar sobre administração de dinheiro é pouco sexy, a gente sabe, mas fundamental para manter a saúde emocional e financeira do casal.

8. Ciúme

Ter crises de ciúme pode ser bem diferente do que falar sobre ele. Conversar sobre as situações que despertam ciúme evita brigas enormes. Agora, se o ciúme estiver excessivo, é bom procurar uma ajuda profissional, pois pode ter outros fatores envolvidos, como a baixa autoestima, insegurança e até depressão.

A conversa que resolve

O diálogo eficiente tem as seguintes características:

-  Aborda um assunto por vez;
- Foco na solução. Não resgate mágoas passadas, mas resolver o problema atual;
- Empatia, saber ouvir o outro com atenção;
- Não julga. E nem critica;
- Cada um fala sobre si e deixa o outro falar sobre ele mesmo.


FONTES: Arthur Dubrule, psicólogo colaborador no Ambulatório dos Transtornos do Impulso no Hospital das Clínicas de São Paulo. Edyclaudia Gomes de Sousa, psicóloga. Miriam Cruvinel, psicóloga, mestre e doutora em Psicologia pela Unicamp.

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