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7 questões profissionais que não devem ser tratadas por e-mail

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reunião, trabalho, conversa Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Gabriela Guimarães

Colaboração para o UOL

31/08/2017 04h00

E-mail agiliza a comunicação, mas há assuntos que precisam ser resolvidos à moda antiga: pessoalmente ou, no máximo, por telefone. As razões variam, pode ser para conseguir mais a atenção de quem recebe a mensagem, para ser mais delicado ou porque a gravidade da situação exige um olho no olho. Dá uma olhada:

1. Pedir aumento de salário

Pessoalmente, você tem a chance de argumentar com seu chefe sobre o seu desempenho e os lucros que traz para a empresa. Ao marcar uma reunião, também garante que ele reserve um tempo para conversar com você, o que não acontece quando o e-mail aparece, do nada, na caixa de entrada. Nesse último caso, ele pode simplesmente escrever como reposta “agora não é o momento” e você ficar sem uma justificativa decente ou previsão para este aumento pingar na conta.

2. Criticar o trabalho de um subordinado

Quer coisa mais desmotivadora do que receber um retorno ruim por escrito e ser obrigado a bater o olho naquele e-mail o tempo todo? Fazer gestão de pessoas não é fácil e demanda empatia. Elogios por e-mail são bem-vindos, mas quando o feedback é negativo, conversar pessoalmente (ou por telefone) é fundamental, para que o outro profissional não se sinta desvalorizado, apesar da crítica. 

3. Falar mal de colega ou do chefe

Não custa lembrar: o seu e-mail na empresa não é seu, é da empresa. Quem tem acesso ao servidor pode ler o que você escreveu. E vai pegar mal! Portanto, se você estiver descontente com seu gestor ou um colega de trabalho, é melhor falar diretamente com eles, para tentar resolver o incômodo. Já se você só quer desabafar, faça isso pessoalmente, com amigos, sem deixar registros por escrito. 

4. Chamar a atenção por uma entrega não realizada

Se será preciso falar de atitude –atrasos sucessivos, por exemplo– é melhor cobrar pessoalmente, porque você consegue desenvolver um diálogo. Pode ser que ele esteja enfrentando alguma dificuldade, que será melhor explicada por fala. Agora, se esta for a única comunicação possível –no caso de fornecedores externos– a saída é ser objetivo, mas abrir ao diálogo: “Oi, Fulano. Nós combinamos a entrega para hoje. Houve algum problema? ”.

5. Pedir um dia de folga

Como no caso do pedido de aumento salarial, vale a pergunta: e se o chefe estiver em um dia ruim? Por e-mail, vai ser fácil responder, simplesmente, “não”. E outra: pode ser que ele não veja rapidamente a sua mensagem e prejudique a sua folga, caso aprovada. Para ter mais chances de ganhar um dia livre é melhor pedir pessoalmente ou por telefone. E, se necessário, formalizar por e-mail depois.

6. Avisar que não vai trabalhar

Salvos os casos em que a política da empresa pede o comunicado por e-mail, é mais descomplicado fazer isso por telefone, porque garante que a sua mensagem seja recebida prontamente pelo chefe ou departamento de RH. Mas pior do que mandar um e-mail e não se certificar de que foi recebido, é não avisar e chegar com o atestado médico no dia seguinte.

7. Desabafar sobre problemas pessoais para o chefe

Você está com dificuldades em casa e precisa chegar mais tarde? Marque uma hora para conversar pessoalmente com o seu chefe e explicar o cenário. Contar sobre a vida particular pelo e-mail do trabalho impede que ele compreenda a gravidade da situação. Falar sobre aquilo que está incomodando pode ser um alívio também e, com sorte, você até escuta um bom conselho.

Fontes: Maíra Habimorad, vice-presidente do Grupo DMRH. Helena Brochado, psicóloga com MBA em Gestão Empresarial. Enes Vilela, especialista em Recursos Humanos e fundador da escola de negócios Carreira & Felicidade.

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