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8 coisas que todo homem precisa saber sobre a próstata, o ponto G masculino

Getty Images
Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

21/08/2017 04h00

Estimular a próstata, aquela glândula escondidinha no reto do homem, pode gerar muito prazer e orgasmo intenso. Mas o primeiro passo para curtir isso é esquecer preconceitos e conhecer como ela funciona e o melhor jeito de estimulá-la. Guarde os tabus em uma gaveta bem fechada e leia as dicas a seguir de cabeça aberta, ok?

1. Carícia na próstata não é "coisa de gay"

Ideia antiga e ultrapassada. Esqueça isso de uma vez por todas! A orientação sexual envolve fatores múltiplos, e não o simples prazer em uma parte do corpo. Cada um é livre para fazer o que tem vontade, desde que a outra pessoa tope. Infelizmente, muitos homens ainda se deixam levar pela história machista de que a única zona erógena responsável por seu prazer é o pinto. Não é! O "fio terra" assusta, sem necessidade, a homarada, mas pode ser delicioso. 

2. A próstata é considerada o ponto G dos homens

A fama, na verdade, se deve mais aos depoimentos e relatos do que a estudos científicos. O que se sabe, segundo especialistas: toda a região genital, perineal e algumas partes internas do reto e da uretra é rica em nervos e, portanto, tem bastante sensibilidade. A próstata é tida como o ponto G masculino porque seu estímulo gera um tipo de orgasmo diferente e, em alguns casos, mais intenso do que o decorrente do estímulo genital.

3. Ela produz o sêmen

A próstata é uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino, ou seja, está mais relacionada à reprodução do que ao prazer. Ela é responsável pela produção de mais de 80% do sêmen, e suas secreções são fundamentais para manter os espermatozoides vivos até a chegada ao óvulo para a fertilização. Quando o homem ejacula, libera grande parte da secreção prostática que está acumulada na glândula. Se fica muito tempo sem ejacular, a próstata fica congesta.

4. Refúgio secreto

Uma próstata saudável pesa cerca de 20 gramas e tem o tamanho de uma noz e a consistência da ponta do nariz. Normalmente fica a alguns centímetros da borda anal, na parede anterior do reto. Ela não faz parte do intestino, mas para tocá-la é necessário introduzir o dedo no ânus cerca de 7 centímetros para dentro do reto. Apenas uma parte dela é estimulada com o toque.

5. Antes do "vamos ver"

Primeiro, é bom escolher o momento adequado. Estar relaxado (e a fim) é fundamental, assim como usar um lubrificante íntimo. Quem for estimular precisa evitar manobras intempestivas e unhas muito compridas, que podem machucar a parede do reto. É melhor que o cara tenha feito cocô antes (e, óbvio, tomado um bom banho).

6. Na hora do "vamos ver"

Acariciar ou manipular suavemente outras regiões simultaneamente --pinto, mamilos, saco-- torna a experiência mais agradável e cômoda. Se o homem ficar de barriga para baixo, o ideal é que a polpa do dedo, onde está a digital, da pessoa fique virada para baixo, também. Uma leve pressão basta para estimular a próstata. Se o cara ficar de barriga para cima, a digital também fica para cima.

7. Você pode tentar brinquedos

Há estimuladores e vibradores específicos e seguros para o ânus, como The Walker, Nexus e DOM, que podem ser usados a dois ou a sós. Feitos de material macio, não provocam machucados nem oferecem riscos. Não use objetos que não tenham essa finalidade. 

8. Nem todo mundo pode receber o estímulo

Qualquer tipo de ferida na região anal ou do períneo exige o cuidado médico antes do estímulo dessa área. A próstata não deve ser pressionada se o homem apresenta um quadro de prostatite bacteriana, pois ajudaria a disseminar a bactéria para a circulação. A manipulação também é proibida em casos de infecção urinária, orquite, epididimite, HPV ou hemorróidas.

FONTES: Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Leila Campos, sexóloga e terapeuta sexual, de Macaé (RJ); Paulo Tessarioli, presidente da Abrasex (Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual), e Valter Javaroni, chefe do Departamento de Medicina Sexual e Infertilidade da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), regional RJ

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