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Cera, leite de rosas: o que as dermatologistas nunca usam na pele

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Cera depilatória não entra no nécessaire de uma dermatologista Imagem: Getty Images

Daniela Carasco

Do UOL

24/07/2017 04h00

Uma rotina diária de beleza repleta de produtos e tratamentos nem sempre é sinônimo de uma pele saudável e perfeita. Quem avisa são as próprias dermatologistas. Referência quando o assunto é o melhor cosmético para cada necessidade, elas são também especialistas em identificar itens e técnicas que não usariam – e nem recomendariam - de jeito nenhum.

Aqui, elas revelam quais são eles e por que você também deveria limá-los do seu radar de beleza.

Cera depilatória

A dermatologista Carla Vidal é categórica ao desaconselhar o uso de qualquer tipo de cera na hora de eliminar os indesejados pelos. “É uma verdadeira agressão folicular”, diz. Segundo a especialista, além dos riscos de foliculite, o uso pode provocar aparecimento de gânglios – principalmente, na axila -, manchas e infecções por conta dos microtraumas. Por isso, aconselha a lâmina ou o laser. “Até o buço recomendo raspar. É mito dizer que o pelo engrossa dessa forma. Se fosse verdade, já teríamos encontrado a solução da calvície.”

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Não compartilhe a máscara de cílios Imagem: Getty Images
Máscara de cílios ou lápis de olho emprestado

Se você tem o costume de compartilhar maquiagem com as amigas, pare já! Essa não é uma prática bem-vista entre dermatologistas, ainda mais quando se trata de itens para a região dos olhos, que é úmida e propícia a infecções. “Se a pessoa tiver pele acneica ou terçol de repetição é ainda mais arriscado”, conta Carla. “A bactéria, em ambos os casos, é facilmente transmitida. Não uso de maneira nenhuma.”

Cosmético com parabeno

A presença da palavra parabeno no rótulo de qualquer produto de beleza é o suficiente para a dermatologista Marcella Alves, da Clínica Les Peaux, descartá-lo. “Essa substância tem propriedades estrogênicas, ou seja, comporta-se como se fosse hormônio feminino. Isso pode causar desequilíbrios hormonais diversos e, em última análise, aumentar o risco de câncer”, esclarece. Fique atenta: o termo também pode aparecer com os prefixos “butil” e “metil”.

Hidratante corporal no rosto

Não é à toa que cada hidratante é indicado para uma região específica do corpo. Aumento da oleosidade, obstrução dos poros e aparecimento de acne são, segundo Marcella, as reações mais comuns quando uma versão recomendada para o corpo é usada no rosto. “A situação pode piorar ainda mais se for usado na face um creme recomendado para mãos, pés e cotovelos. Por serem áreas com maior tendência ao ressecamento, os produtos direcionados carregam fórmulas ainda mais pesadas”, explica.

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Sabonetes antissépticos podem ser vilões Imagem: Getty Images
Sabonetes antissépticos

Não, eles não são vilões, mas podem se tornar caso sejam usados com frequência. Tanto Marcella, quanto a dermatologista Flávia Ravelli, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, por exemplo, não se permitem usá-los diariamente. Sabonetes antissépticos devem ficar restritos a lesões com sinais de infecção, caso contrário, podem prejudicar a barreira protetora natural da pele e ainda criar bactérias ainda mais resistentes.

Leite de rosas ou tônicos e demaquilantes com álcool na composição

Completamente impedidos de frequentar o nécessaire da Dra. Flávia, eles ficam de fora da rotina por uma razão: “podem ressecar a pele excessivamente e causar resistência bacteriana”, explica. Por isso, a especialista prefere lançar mão de soluções micelares, que limpam sem agredir a cútis.

Micropigmentação definitiva de sobrancelha

A técnica que virou febre com a moda das sobrancelhas marcadas também não tem chances de entrar para a rotina de beleza de Flávia, que faz o alerta: “com o tempo, o pigmento fica esverdeado e o desenho escolhido pode não ser o que combina mais com o formato do rosto, que muda com o passar dos anos”.

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Peeling de fenol pode ser bastante agressivo Imagem: Getty Images
Peeling de fenol

A promessa de rejuvenescimento é poderosa: fim das rugas profundas, flacidez e manchas. Em contrapartida, Flávia Ravelli destaca que, por ser bastante agressivo, este tipo de peeling é capaz de causar graves alterações de pigmentação na pele e até cicatrizes. “Não faço”, diz.

Luz pulsada

Especialista em pele negra, a dermatologista Katleen Conceição chama atenção para o risco de queimadura que o tratamento indicado para a eliminação de pelos e manchas oferece à pele de tom mais morenas. Isso porque a luz pulsada é atraída por pigmentos escuros, onde descarrega sua energia. “Pode deixar até cicatriz”, diz ela que não usa, nem recomenda.