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Luisa Mell perde cão-amigo de 14 anos. Como lidar com a morte de um pet

Do UOL

15/07/2017 18h13

Para muitos, a morte de um bichinho de estimação pode ser comparada a perda de um filho ou de um amigo. Neste sábado (15), a apresentadora Luisa Mell, militante da causa animal, perdeu Marley.

 

Ele se foi... Que dor. #RIPMarley 2002/2017

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Há meses, a saúde do cão da raça labrador se agravava e o cenário já não era de otimismo. Porém, Luisa sempre fez questão de mostrar em suas redes sociais como Marley recebeu carinhos e cuidados até o fim.

 

 

Ter um bicho de estimação é uma experiência amorosa intensa. “Por essa razão, quando um animal adoece e entra em fase terminal ou morre de repente, há uma desestruturação da organização familiar”, afirma a veterinária Ceres Berger Faraco, doutora em psicologia pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul e especialista em comportamento e bem-estar animal.

“O luto pela perda do animal não é reconhecido pela sociedade, o que pode ser confirmado pela falta de procedimentos oficiais após a morte. Não pode ser manifestado ou amparado. O respeito e apoio dos familiares e amigos são fundamentais para a elaboração do luto saudável”, afirma Joelma, que também atua como consultora do crematório Pet Memorial, em São Bernardo do Campo (SP).

O luto pela perda de um bichinho deve ser respeitado, mesmo por aqueles que não gostem de animais ou que não entendam o sentimento de um dono que acabou de perder seu pet.

Não são só os donos

E não são só os “pais” do animal que sentem esta dor da perda. Para os outros bichos da casa, o luto também existe e deve ser acompanhado com cuidado pelos donos.
Apesar de ser um conceito humano, os animais são mesmo capazes de sentir a ausência de um companheiro, como explica o veterinário Mauro Lantzman. "O luto é um processo cognitivo mais complexo. Mas podemos falar que o cão fica triste sim.”

Segundo os especialistas, o mais indicado é que o tutor tente dar mais atenção ao animal e respeitar o tempo até que ele se recupere plenamente. "É importante retomar a atividade natural, levar para passear, levar para tomar banho, interagir, levar a vida", explica Mauro.

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