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Fuja dos 7 erros que estão minado o efeito do seu creme anti-idade

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Imagem: Thinkstock

Por Gabriela Guimarães e Rita Trevisan

Colaboração para o UOL

01/07/2017 04h00

Para que o seu creme anti-idade faça efeito, é preciso acertar na maneira de aplicar, na quantidade e, principalmente, persistir na rotina de cuidados. A seguir, veja quais hábitos podem atrapalhar a ter uma pele bonita e luminosa por mais tempo.

1. Exagerar na quantidade

Se usar pouco creme é ruim -- porque diminui a eficácia dos ativos da fórmula --, ir além da quantidade adequada também é uma cilada. “O excesso pode provocar descamação, irritação e até queimaduras na pele, principalmente se forem cremes à base de ácidos”, explica a dermatologista Isabella Rezende Yared, pós-graduada em Medicina Estética. Se isso acontecer, normalmente é preciso interromper o tratamento. Para evitar problemas, aplique o suficiente para cobrir todo o rosto com uma camada fina de produto.

2. Usar só de vez em quando

Para perceber as primeiras mudanças, persista no uso e aplique o creme diariamente, pelo menos uma vez ao dia. “É necessário usar por 40 dias, no mínimo, para saber se está funcionando ou não”, afirma a dermatologista Caroline Abdo, pós-graduada em Cosmiatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Para quem tem dificuldade de seguir uma rotina de cuidados, ela indica priorizar o horário da noite para o tratamento. “Se a pessoa já sabe que não vai conseguir usar o creme de manhã e à noite, é melhor aplicar uma vez só. Mas, nesse momento, deve seguir as orientações do dermatologista à risca.”

3. Não limpar a pele antes de tratar

“Quanto mais limpa a pele estiver, maior será a absorção do produto”, explica Caroline. De manhã, ela recomenda lavar o rosto com sabonete próprio, aplicar o tônico, o creme anti-idade, o filtro solar e, por último, a maquiagem. À noite, é essencial retirar a maquiagem, lavar com sabonete próprio, aplicar o tônico e, novamente, usar o creme de tratamento. Vale observar que algumas fórmulas são indicadas apenas para a noite. “Nem todo creme pode ser usado durante o dia, alguns apresentam substâncias fotossensíveis, que podem causar irritações quando em contato com o sol”, diz a dermatologista Letícia Siqueira Sousa, docente da Universidade Federal de São Paulo.

4. Experimentar novidades o tempo todo

Os tratamentos para combater os sinais do tempo exigem disciplina e paciência. “Ao trocar frequentemente de creme, ou ao testar diferentes cosméticos de uma vez, dificilmente se atingirá o efeito esperado”, afirma a dermatologista Letícia Siqueira. Os cremes podem ser intercalados -- o que é até comum -- mas não convém combinar mais do que dois produtos. “Mesmo assim, é imprescindível contar com acompanhamento médico para chegar ao resultado desejado”, afirma.

5. Passar o creme de qualquer jeito

“A forma de aplicar o creme pode fazer diferença no efeito e até mesmo potencializar os ativos presentes na fórmula”, diz a dermatologista Catarine Padoveze. Na região dos olhos, o ideal é espalhar o creme com movimentos circulares, no sentido de dentro para fora. Tanto no pescoço quanto no rosto, a indicação é seguir o sentido da drenagem linfática facial: sempre de baixo para cima. “Aplique movimentos suaves e ascendentes, acompanhando o contorno do rosto, em direção às maçãs”, explica a dermatologista Isabella Rezende Yared. 

6. Aplicar na região errada

O creme indicado para o rosto pode ser usado no colo e no dorso das mãos. Já a pele ao redor dos olhos, bem como a do pescoço, é muito mais sensível e precisa de cosméticos específicos. “Até dá para usar o creme da região dos olhos nas ruguinhas ao redor da boca ou nas bochechas. O que não pode é usar o creme de rosto ao redor dos olhos, pois isso aumenta o risco de dermatites”, explica Isabella.

7. Comprar porque uma amiga indicou

Estudo brasileiro publicado no periódico "Surgical & Cosmetic Dermatology", em 2013, mostrou que 89,2% das mulheres compravam dermocosméticos sem prescrição médica e apenas 2,4% afirmavam conhecer a ação de todos os componentes do produto. Como consequência, 51,6% não acreditavam que o cosmético poderia funcionar de verdade. Para a dermatologista Aline Franzotti, especializada em dermatocosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC, a pesquisa ressalta a importância de que os tratamentos sejam prescritos por um médico; caso contrário, os resultados dificilmente serão alcançados. “Além disso, sem orientação adequada, cresce muito o risco de desenvolver alergias, manchas ou irritações na pele”, diz.

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