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Mulher se excita mais com conto erótico do que com nude, diz especialista

Getty Images
Imagem: Getty Images

Denise de Almeida

Do UOL

2017-04-09T04:00:00

09/04/2017 04h00

Pensou em mandar uma foto sensual para seduzir seu par? Saiba que nem sempre essa será a melhor opção para excitar sua parceira. "Não adianta só ficar mandando nudes. Com as mulheres, funciona algumas vezes, mas não dá para ser sempre isso. Já o homem, não: se toda vez você mandar nude, toda vez ele vai achar aquilo legal. Já a mulher vai falar 'de novo? Que falta de criatividade'”, garante Cátia Damasceno, especialista em sexualidade.

Ela explica que a mulher funciona melhor com conteúdo do que apenas imagens. "Mandar um conto erótico, por exemplo, é muito mais eficiente para a mulher do que uma foto do pênis. Porque você vai fazer a mulher imaginar".

"O homem é de revista Playboy: ele abriu a foto, o pênis endureceu. A mulher é de 50 Tons de Cinza. Ela vai ler um livro de 500 páginas, que não tem nenhuma foto, com umas letrinhas miúdas, para poder ficar imaginando como é o Christian Gray. E aquilo ali é o excitante para ela, a imaginação. São estímulos diferentes". 

Cátia diz que, como o homem é mais visual, tem uma questão de estímulo mais fácil. Já a mulher funciona melhor quando isso acontece horas antes do sexo. “Quando alguém instiga a parceira ao longo do dia, aquilo já vai funcionando como um incentivo para quando eles estiverem sozinhos à noite. Isso é muito legal porque você mantém a criatividade, mantém a excitação”.

Para manter a excitação em alta o casal ainda pode ver vídeos pornôs juntos, indica Cátia. "Assistir a dois pode ser um incentivo para o casal. É super válido para tirar daquela rotina", acredita a especialista. 

Cuidado para pornô não virar vício 

Apesar de recomendar o uso de pornografia para estimular o casal, Cátia ressalta que o pornô também pode ser negativo: se consumido em excesso pode virar vício. "Para tudo tem que ter equilíbrio. Até consumir água demais faz mal para a saúde. Como o sexo é do mesmo jeito. A questão do consumo virtual hoje em dia obviamente facilitou muito essa questão", analisa a especialista.

Uma pesquisa divulgada em março pela Université Laval, de Quebéc, aponta que os usuários de pornografia digital podem ser divididos em três categorias: recreativos, angustiados e compulsivos.

Os recreativos assistem, em média, a 24 minutos de pornografia por semana e se esforçam pouco para acessá-la. A maioria deles é mulher e pessoas em relacionamentos. Já os angustiados assistem menos: cerca de 17 minutos por semana, porém, esse grupo mostrou-se emocionalmente estressado por acessar esse tipo de material.

Os pesquisadores afirmaram que 12% dos entrevistados se encaixam entre os compulsivos, que assistem a 110 minutos de pornografia por semana, o que pode ser resultado de uma sexualidade compulsiva. Esse grupo é majoritariamente formado por homens.

Cátia explica que, acostumados a poder trocar de vídeo e estímulos diversas vezes em um curto espaço de tempo, os viciados em pornografia têm dificuldades quando se fala do mundo real. "Esses homens estão começando a ter problemas de ereção e é por isso que os níveis de consumo de medicação para a ereção, como o Viagra, tem aumentado tanto. Não são pessoas mais velhas que estão consumindo: são os jovens".