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Mães e filhos

Em restaurante, mãe recebe bilhete: "Crianças não devem ser ouvidas"

Reprodução/Facebook
Danielle Styles recebeu bilhete agressivo após almoço com crianças Imagem: Reprodução/Facebook

Denise de Almeida

Do UOL

06/04/2017 00h15

Era para ser um almoço comum entre amigas e seus bebês, mas Danielle Styles terminou sua refeição, em um restaurante de Dartford, na Inglaterra, chocada e com raiva. A mulher de 25 anos estava com sua irmã, uma amiga e os respectivos filhos – quatro crianças com idades entre 7 meses e 2 anos.

Enquanto as crianças riam e brincavam, outra cliente do restaurante Harvester Gravesend parece ter ficado muito irritada. Após pagar a conta, essa mulher escreveu em um guardanapo “crianças devem ser vistas e não ouvidas” e colocou o bilhete na janela onde a Danielle estava. 

Reprodução/Facebook
Danielle Styles, 25, e seu filho mais velho, de 1 ano Imagem: Reprodução/Facebook

A britânica postou a foto do texto ameaçador em seu Facebook e a mensagem viralizou. Ao jornal Mirror, ela declarou: “Acho nojento como alguém pode dizer isso de quatro bebês inocentes. Estamos zangados e chateados. Bebês choram. É inacreditável”.

Para Deborah Moss, neuropsicóloga e mestre em psicologia do desenvolvimento infantil, as pessoas precisam entender que crianças e adultos têm uma relação diferente com o restaurante. "Todo o social de um adulto envolve comer. Em qualquer lugar que se vá, faz parte do prazer do adulto se reunir para comer. Mas para a criança muitas vezes comer é perda de tempo. Entre o brincar ou o comer, a diversão é a primeira opção delas”. 

Deborah explica que deixar as crianças em casa para evitar estresse não é a melhor opção para educa-las. "Quanto mais essa criança tiver a vivência de ir a restaurantes ou ir a lugares públicos, mais os pais vão conseguir ir educando o filho. Não vai ter jeito, ele vai ter que vivenciar isso para aprender. E vale para outras situações também, como visitar a casa de outras pessoas e a criança querer mexer em tudo".

“É difícil segurar crianças na cadeira, porque elas querem mais é explorar aquele ambiente. Isso não é um impeditivo para elas irem ao restaurante. É preciso que as pessoas ao redor entendam que isso faz parte. Os pais não precisam ficar presos em casa por conta disso”.

Em relação ao bilhete deixado pela desconhecida para a mulher britânica, a neuropsicóloga questiona o quanto a atitude foi construtiva. "Quando você direciona um recado para a mãe, você está querendo dizer o quê? Querendo culpabilizar, apoiar ou fazer críticas construtivas? Neste caso, acabou tendo um tom agressivo, não teve nenhuma empatia", acredita.

Para quem quer sair com os filhos e teme encarar momentos estressantes na mesa do almoço ou jantar, Deborah enumera algumas dicas. Confira abaixo.

· Procure restaurantes que têm atividades para entreter as crianças

· Não leve a criança quando ela estiver muito cansada: além do agito natural, ainda terá a irritabilidade por conta do sono

· A criança pode comer em casa e os pais aproveitarem a hora da soneca para deixá-la aos cuidados de outra pessoa e saírem para jantar a sós

· Para os mais filhos velhos, cabe aos pais impor limites, dizer o que pode ou não, o que vai atrapalhar a mesa do lado. A partir de uns 3 anos de idade já é possível esse diálogo 

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