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Irmã de adolescente morta na escola pede justiça e organiza protesto

Reprodução/Facebook
Post feito por Jessica Avelhaneda Gonçalves pedindo justiça para a morte de sua irmã Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL

11/03/2017 14h50

Inconformada com a morte brutal de sua irmã, Marta Avelhaneda Gonçalves, 14, asfixiada na última quarta-feira (8) na escola estadual Luiz de Camões, em Cachoeirinha, na região Metropolitana de Porto Alegre, Jessica Avelhaneda Gonçalves, 22, fez dois posts no Facebook pedindo justiça e organizando um protesto em frente ao colégio, programado para a próxima segunda-feira, às 14h.

Na primeira postagem, feita na sexta-feira (10), Jessica reproduziu a imagem de uma conversa com uma suposta testemunha do crime, que relata que sua irmã teria sido empurrada por três meninas e uma delas, chamada Brunna, teria xingado Marta, subindo sobre seu corpo.

“Eu quero que essa imagem chegue até os pais das meninas que fizeram isso e quero que elas invertam os papéis. Quero que os pais e os ‘monstrinhos’ que criaram durmam pensando no sofrimento que minha irmã passou nesse momento”, escreveu.

Em outra postagem realizada hoje, Jessica organiza um protesto em frente à escola. “Violência dentro das escolas tem que acabar, não podemos deixar esse crime por isso mesmo.”

Em entrevista ao UOL, o delegado responsável pelo caso, Leonel Baldasso, da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, disse que o laudo feito pelo DML (Departamento Médico Legal) contradisse o depoimento das três garotas envolvidas no caso. 

Reprodução/Facebook
Marta, 14, foi asfixiada dentro da sala de aula Imagem: Reprodução/Facebook

"Elas disseram que a vítima tinha caído no chão, mas o laudo não mostrou nada disso. Ela foi morta por asfixia com uso de muita força, como uma gravata, que chegou a romper músculos", explica.

Essa contradição no depoimento levou o delegado a convocar uma acareação entre as alunas e outras testemunhas, como diretores e funcionários da escola. Até o momento, não foram divulgados os resultados dessa acareação.

A polícia desconfia que Marta tenha sido vítima de bullying. Seu corpo foi enterrado na quinta-feira (9).

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